UMA IDÉIA BRILHANTE
A violência se instalou de vez entre nós brasileiros, principalmente para aqueles que vivem nas grandes cidades, e até nas cidades de porte médio, dizem que até nas pequenas também. Tem-se tentado de tudo no seu combate e, infelizmente, os resultados não têm sido nada animadores: ela tem crescido. O que fazer? Talvez fosse o caso do governo federal criar um concurso em nível nacional de idéias de combate a violência. Poderia também criar um fórum por todo país, começando nos municípios, passando pelos Estados e o Distrito Federal, até chegar à Capital da República.
É claro que são muitos tipos de violência a serem atacados no país: agressões físicas e moral ao idoso e a agressão sexual contra as crianças e adolescentes, dois tipos delas, que gostaria de contribuir com uma idéia que se não é brilhante como sugere o título dessa matéria, mas pelo menos ainda é inédita: a utilização no PSF (Programa de Saúde Familiar) e do Agente de Saúde para detectarem, em primeira mão, esses tipos de agressões tão comuns, infelizmente, nas periferias das cidades. Isso não significar disser que elas não estejam presentes, também entre as famílias mais abastadas. Quantas as estas, tanto o PSF, quanto os agentes de saúdes, não tem acesso.
A equipe do PSF ao visitar as residências deveria ter um acesso reservado com os idosos da casa, momento em que lhe seria perguntado se tem sido bem tratado pelas pessoas da casa. Além disso, seria feito uma cuidadosa observação no corpo do idoso, a fim de se detectar algum indício de agressão física. É claro que tudo isso pode parecer muito constrangedor para a família que bem cuida de seu idoso, mas com o tempo ela se acostumaria, até porque, como diz um dito popular: “quem não deve não teme”.
O governo daria ampla divulgação dessa nova ação do PSF e dos agentes de saúde, através da mídia e isso, já seria uma maneira de intimidar àqueles que agridem covardemente os idosos nesse país, pessoas as quais deveriam receber todo carinho e devoção dos seus mais próximos.
No que diz respeito à agressão sexual às crianças e adolescentes o modus operandus seria parecido, além é claro, de um procedimento específico para a detecção desse tipo de agressão já desenvolvido pelo campo da psicologia. Também ampla divulgação dessa ação na mídia.
A equipe do PSF e os agentes de saúde devem ficar atentos para aqueles casos de grande indignação por parte de alguém da residência sobre tais procedimentos. Outro ditado popular: “onde tem fumaça, tem fogo”. Casos que merecerão uma investigação mais cuidadosa. Por exemplo, quando se tratar de uma criança ou adolescente, procurar informações junto aos professores das mesmas por possível mudança de comportamento em sala de aula, nos intervalos, em atividades esportivas e outras.
Não é preciso dizer que estes profissionais que atuarão com essa nova função devem passar por um treinamento rigoroso e específico e só aproveitar aqueles que se mostrarem realmente aptos para tal.
Tudo isso é mais uma idéia que pode ser melhorada por pessoas especialista na área psicossocial, afinal de contas sou apenas mais um brasileiro preocupado com o crescimento da violência no país e em dois segmentos que mais necessitam de nós: os nossos velhos e as nossas crianças e adolescentes.
PS: Se você também tem algum tipo de idéia para ajudar a combater qualquer tipo de violência nesse país, ponha no papel e divulgue-a. Se quiser pode usar esse espaço.
comentários
erick
10.07.2008 - 09:07h
Professor e as notas de economia? bote ai no seu brog!!!!...
O BANCO DO BRASIL, A NOSSA CAIXA E A ASSIMETRIA FINANCEIRA
O Banco do Brasil quer comprar o banco Nossa Caixa. Por ser um banco estadual, talvez o leitor nem saiba da existência da Nossa Caixa. Ele (banco) pertence ao governo do Estado de São Paulo e no final do ano passado ocupava o 12º lugar entre todos os bancos, com um ativo de R$ 47,44 bilhões, na época. O Banco do Brasil ocupava o 1º lugar com ativos totais de R$ 357,75 bilhões. Essa notícia saiu em quase todos os jornais nas últimas semanas e o que parecia mais uma compra no mercado financeiro, não é!
Nos últimos 20 anos o mercado financeiro brasileiro encolheu em número de bancos e expandiu-se em volume de concentração, isto é, hoje os bancos são muito maiores do que eram naquela época. O mercado financeiro brasileiro é o mais rentável do planeta terra. Não é sem razão que o grupo espanhol Santander, pagou mais de sete bilhões de reais anos atrás para adquirir o Banco do Estado de São Paulo. Quase todos grandes bancos do mundo financeiro operam direta ou indiretamente no mercado financeiro brasileiro.
Segundo dados da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o governo do estado de São Paulo detém quase 72% das ações da Nossa Caixa. No total, calcula-se que o valor de mercado do banco, pela cotação de ontem, é de R$ 2,954 bilhões. No primeiro trimestre deste ano a Nossa Caixa teve um lucro de R$ 114,9 milhões, com alta de 31% sobre o mesmo período 2007. A mesma faixa de lucratividade dos grandes bancos brasileiros.
Além da Nossa Caixa, o Banco do Brasil está de olho em mais três outros bancos públicos estaduais: o BRB (Banco de Brasília), o Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) e o BEP (Banco do Estado do Piauí), esses dois últimos já estão sob administração federal.
O que explicaria tamanho apetite do já maior banco do país na aquisição de seus concorrentes, também estatais? Por que o governo do estado de São Paulo; dominado há décadas pelo PSDB não opta pela realização de um leilão no mercado financeiro; ao invés de entregar a Nossa Caixa para um governo petista? Sabe-se que Bradesco, Unibanco, Itaú, Santander, estão dispostos a pagar pelo banco estatal paulista muito mais do que certamente o Banco do Brasil pagará. E, nessa briga poderia entrar ainda, outros bancos estrangeiros que gostariam de operar no tão delicioso mercado financeiro brasileiro, onde se pratica as maiores taxas de juros do sistema solar.
O Banco do Brasil parece ter uma estratégia muito clara: ganhar mais escala para continuar sendo o maior do mercado. Em um país como o nosso, onde praticamente inexiste concorrência financeira, é mais um crime que se pratica em nome da consolidação do setor, ou mais uma assimetria financeira, como diria Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia em 2001.
MEIO AMBIENTE VERSUS AMAZÔNIA: UMA GUERRA PERDIDA.
Ontem, dia 5 de junho se comemorou o dia mundial do meio ambiente. Como diz um apresentador de televisão aqui do Estado: “Até aí tudo bem”. Pior que não está nada bem. Para só comentar sobre os problemas ambientais da Amazônia, muito embora, olhando para qualquer lado do país se olha pode-se enxergar agressões ao meio ambiente num número sem fim.
Qualquer leitor mais atento aos fatos diários teve ter notado que entra governo e sai governo e o problema de desmatamento na Amazônia persiste anos a fio. O que mais se vê são documentários, reportagens, livros e todo tipo de manifestações artísticas denunciado tal agressão e nada! Ninguém é preso muito menos punido. Ainda tem um governador que tem a descaratez de contestar os dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) sobre as áreas desmatadas no seu Estado.
Num país, onde os portugueses e brasileiros deram cabo na floresta da Mata Atlântica em pouco mais 300 anos; em menos de 100 com a floresta dos Cerrados e vão levar menos de 50 para acabar com a Amazônia. Dito assim, para o leitor pode parecer uma obra de ficção denuncista, fanática ou algo parecido. Mas não é! Embora conheça a região menos do que deveria, já estive por lá diversas vezes. E a cada retorno tenho a impressão que a floresta está minguando.
Não sou um experiente em problemas amazônicos, mas como ambientalista de carteirinha (membro da Fundação Rio Parnaíba) tenho o dever de usar todos os canais de comunicação que dispuser para me juntar àqueles que diuturnamente vêm denunciando tal descalabro com a maior floresta tropical que ainda resta no planeta terra. E como o leitor pode ajudar? Primeiramente é deixar de fingir que você não tem nada a ver com isso. Que isso é coisa do governo. Do povo da Amazônia, ou algo assim. Se afirmarmos que a Amazônia é do Brasil, então temos que lutar por ela.
Tempos atrás o que mais se ouvia em todas as rodas de discussão sobre a floresta amazônica era que os estrangeiros estavam invadindo-a por todos os cantos. Mentira! A maioria dos estrangeiros que habitam a floresta realiza os trabalhos que os governos (federal, estaduais e municipais) deveriam fazer: ajudar aquelas pessoas que vivem quase que isoladas do mundo .
As próprias Forças Armadas deveriam ocupar mais e com um maior contingente a Floresta, principalmente nas áreas de fronteiras. Os rios deveriam ser mais bem policiados e patrulhados pela Marinha brasileira. Não faz muitos anos deu na imprensa que a Força Aérea Brasileira (FAB) iria abater qualquer aeronave que invadisse o espaço aéreo brasileiro. Com certeza, várias delas invadiram e, no entanto, não sei de nenhum caso de avião derrubado. Lendas amazônicas? Não! Descaso das autoridades brasileiras.
DE ONDE VEM A INFLAÇÃO?
Nos próximos dias o COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central deve-se reunir para elevar novamente a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic. Não gostando de pitonisar percentuais, prefiro aguardar os fatos, mas o mercado está sinalizando um aumento de 0,5%, o que elevaria a taxa atual para 12,25%. O certo é que a inflação neste ano já está na meta, deixando poucas manobras na política monetária para o Banco Central, a não ser aumentar a taxa básica de juros.
Os economistas explicam a inflação através de duas teorias: inflação de demanda e inflação de custos. A de demanda é de fácil entendimento, é quando a procura é maior do que a oferta, aí, os preços sobem. Por outro lado, a inflação de custo é explicada pelos aumentos dos custos de se produzir os bens e serviços. Era uma boa explicação para se justificar a volta da inflação neste ano. O aumento da demanda dos indianos e dos chineses por alimentos fez subir os preços dos mesmos no mundo todo. Também os aumentos das commodities e do petróleo pressionam os custos de produção de demais produtos no mundo afora.
Na semana passada, na Folha de S. Paulo, Alexandre Schwartsman, economsta-chefe do Banco Santander e ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil, em artigo intitulado, ‘A inflação além do pé de feijão’, afirmava que a atual inflação brasileira observada está associada a outros fatores que não só o aumento dos preços dos alimentos, pois segundo ele, quando se retira os alimentos do núcleo da inflação ela continua alta, sugerindo uma aceleração praticamente igual à inflação cheia.
O que ele está querendo dizer com isso? Simplesmente que os aumentos exagerados nos preços dos alimentos nesse primeiro trimestre não explicam por si só a alta da inflação no país. Então o que explicaria? O nível cada vez mais elevado de utilização dos recursos produtivos na economia, isto é, uso de capital e trabalho. Com isso, chega-se a conclusão que o atual ciclo de investimentos produtivos está chegando ao fim.
Cada vez mais a indústria está trabalhando em cima da capacidade produtiva, esgotando a capacidade ociosa. A economia vem crescendo a mais de seis trimestres consecutivos a taxas bem elevadas e os investimentos produtivos ainda estão muito abaixo do necessário para um crescimento econômico sustentável. O fantasma do “vôo da galinha” parece estar de volta entre nós.
Qual o remédio? Perguntaria o leitor. No curto prazo, juros altos, no médio e no longo prazo, aumento dos investimentos produtivos. Fora disso só muita reza.
comentários
Segundo
02.06.2008 - 11:44h
E lá estamos nós de volta ao clássico "trade-off" da Economia Brasileira: Inflação...
Assistentes Sociais, guerreiras(os) na luta contra exclusão social.
Hoje se comemora o dia da/o Assistente Social e esse blogsta não poderia deixar de comemorar essa data, por vários motivos. Fui professor por diversos semestres do Curso de Serviço Social da UFPI e já fui casado com uma de sua ex-aluna e hoje professora do curso. Além disso, todo semestre ofereço um curso de extensão, na área de elaboração de projetos sociais, cuja maioria das alunas é profissional do serviço social.
Mas quem é esse profissional do serviço social no Brasil? É uma profissão de curso superior cujos objetos de intervenção são as expressões da ‘questão social’, segundo a Wikipédia. Na sua formação, recebe contribuições da Sociologia, Psicologia, Economia, Ciência Política, Filosofia e Antropologia. Poucos profissionais têm uma formação tão completa como a assistente social.
Após cumprir uma jornada de quatro anos, ele obtém o título de Assistente Social ou Bacharel em Serviço Social. Para exercer sua profissão deverá se inscrever no seu respectivo conselho profissional (CRESS).
E o que fazem os Assistentes Sociais? Eu diria que quase tudo. Intervenção Investigativa, utilizando da pesquisa e análise da realidade social. Também atuam na formulação, execução e avaliação de serviços, programas e políticas sociais, principalmente, daquelas cujo objetivo principal é a preservação, defesa e ampliação dos direitos humanos e a justiça social.
E onde atuam? Nos equipamentos da rede de serviços sociais do país e urbanos das organizações públicas, empresas privadas e ONG’s. A madrinha de meu filho, Antonio Carlos Segundo, faz um trabalho muito significativo, há mais de 20 anos, com pessoas que sofrem de alcoolismo. Conheço outras, que trabalham com mães solteiras; outras, com detentos(as); com crianças na rua; com crianças e adolescentes que sofreram agressões sexuais; com homossexuais, enfim, um gama pessoas que estão marginalizadas, excluídas ou necessitando de amparo social.
Mas, de que planetas vieram esses anjos sociais? Segundo alguns historiadores, as assistentes sociais surgiram com ascensão da burguesia como classe social dominante. Para tanto, ela burguesia, necessitava exercer certo controle sobre a classe dominada, o proletariado. Aí, aparece o assistente social que cuidaria da área social, isso no século XIX. Passados dois séculos, hoje a profissão é bastante estruturada, que se utiliza de teorias, metodologias e principalmente, da práxis. Hoje, pode-se afirmar que o Serviço Social no Brasil é uma profissão inventiva, que busca no seu dia-a-dia, métodos e técnicas para diminuir as disparidades sócias existentes no país.
Finalmente, parabenizar minhas amigas do Serviço Social nesse seu dia. Em país como o nosso, onde ainda existe cerca de 50 milhões de miseráveis, a luta continua! Nunca acaba!
comentários
suzamara ribeiro
04.07.2008 - 10:55h
realmente as assistentes socias exercem um papel fundamental dentro da sociedade ...