Em plena ressaca do Carnaval, foi publicado o acórdão que define de vez, no âmbito estadual, a saída do prefeito da cidade de Barras Manin Rego (PMDB) e do vice-prefeito Manoel Almeida. Os advogados do prefeito ainda vão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral
Sendo assim, o próximo domingo é o último dia do prefeito no cargo. Na segunda-feira (22), o presidente da câmara de vereadores, Chico Marques, tomará posse e será decretada a nova corrida à prefeitura da cidade. A partir da posse do prefeito interino, o TRE tem 40 dias para realizar novas eleições.
Veja na ítegra, a publicação do Diário Oficial do TRE.
PROCESSO Nº 22 - CLASSE AIJE
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL Nº 22 - CLASSE AIJE. ORIGEM: BARRAS-PI (6ª ZONA ELEITORAL). RESUMO: AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL - PREFEITO - VICE-PREFEITO - ABUSO DE PODER ECONÔMICO - CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO - IMPROCEDÊNCIA - PEDIDO DE REFORMA DE DECISÃO
1os Embargantes: Francisco das Chagas do Rego Damasceno e Manoel José de Almeida Neto, Prefeito e Vice-Prefeito de Barras, respectivamente
Advogados: Doutores Willian Guimarães Santos de Carvalho, Kelson Dias Feitosa e outros
Embargados: Coligação "A FORÇA DO POVO" (PTB/PPS/PT/PSDB/PCB/PHS/PR/PRB), por seu representante, e Joaquim Lucas Furtado, candidato a Prefeito de Barras
Advogados: Doutores Alexandre de Almeida Ramos, Mário Augusto Soeiro Machado e outros
2os Embargantes: Coligação "A FORÇA DO POVO" (PTB/PPS/PT/PSDB/PCB/PHS/PR/PRB), por seu representante, e Joaquim Lucas Furtado, candidato a Prefeito de Barras
Advogados: Doutores Alexandre de Almeida Ramos, Mário Augusto Soeiro Machado e outros
Embargados: Francisco das Chagas do Rego Damasceno e Manoel José de Almeida Neto, Prefeito e Vice-Prefeito de Barras, respectivamente
Advogados: Doutores Willian Guimarães Santos de Carvalho, Kelson Dias Feitosa e outros
Relator: Doutor Marcelo Carvalho Cavalcante de Oliveira
EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. RECURSO. AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL. ALEGAÇÃO DE VÍCIOS DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO E ERRO MATERIAL. INEXISTÊNCIA. REDISCUSSÃO DA CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. REJEIÇÃO.
- Tendo a Corte Eleitoral se manifestado fundamentadamente acerca de todas as questões relevantes para a solução da controvérsia, apenas não adotando a tese dos Embargantes, não há que se falar em omissão, contradição ou erro manifesto a serem sanados ou esclarecidos pela via dos embargos de declaração.
- É cediço o entendimento segundo o qual, mesmo nos embargos de declaração com o fim de prequestionamento, devem ser observados os limites traçados no art. 275, incisos I e II, do Código Eleitoral (obscuridade, dúvida, contradição ou omissão) e, por construção pretoriana, as hipóteses de erro material.
- Inexistindo na decisão embargada omissão a ser suprida, nem obscuridade ou contradição a serem aclaradas, rejeitam-se os embargos de declaração.
- Embargos de declaração rejeitados.
DECISÃO: RESOLVEU o Tribunal, à unanimidade, nos termos do voto do relator, rejeitar o pedido de envio dos autos ao Juiz Doutor Oton Mário José Lustosa Torres, para o exame das questões suscitadas nos segundos aclaratórios e, no mérito, por maioria, nos termos do voto do relator, conhecer dos dois Embargos de Declaração, mas para lhes negar provimento, mantendo-se hígido o acórdão vergastado. O Desembargador Haroldo Oliveira Rehem e o Doutor Valter Ferreira de Alencar Pires Rebelo divergiram do relator no que pertine à prova de distribuição de combustíveis representada por meio de DVD, em face de seu conteúdo não ter sido periciado, inobstante requerido perante o juízo a quo, emprestando efeito modificativo ao julgado e admitindo o prequestionamento desta matéria. O Doutor Oton Mário José Lustosa divergiu, em parte, do relator por entender ser necessário conter no voto os fundamentos jurídicos do acolhimento da prova representada pela mídia (DVD), e por admitir o prequestionamento aos embargos quanto a esta prova. Ficam fazendo parte integrante da presente decisão as notas taquigráficas.