Limeira registra sexta morte por gripe, com suspeita de H1N1

Limeira tem morte registrada com suspeita de H1N1

A Secretaria de Saúde de Limeira (SP) informou, nesta quarta-feira (27), a morte de uma mulher de 47 anos que estava internada com suspeita de Síndrome Gripal Aguda Grave. Essa é o sexto óbito em investigação e, que segundo a Pasta, podem ter relação com a gripe H1N1. Os casos, de acordo com a Prefeitura, também podem ter ligação com outros tipos de gripe, como a Influenza A H3N2 e a Influenza B.

A paciente apresentou sintomas como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e desconforto respiratório e estava internada no Hospital Medical. A unidade de saúde coletou amostras para exames laboratoriais, que serão encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. Não há prazo para que o resultado desses exames fique pronto.

Até o dia 8 de abril, cidade tinha um caso de H1N1 confirmado pela Secretaria de Saúde. A paciente era uma menina de 6 anos, que já recebeu alta do hospital.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica em Limeira, Amélia Maria Pereira da Silva, disse que os casos ainda em apuração são de pessoas entre 50 e 60 anos e que o resultado dos exames demora de 10 a 15 dias.


Segundo a administração, a Campanha de Vacinação contra a gripe em Limeira está prevista para começar em 30 de abril para os grupos considerados prioritários, ou seja, crianças menores de 5 anos, gestantes, mães com até 45 dias após o parto, idosos, doentes crônicos, pessoas com indicação médica e trabalhadores da área da saúde.

A vacina para a campanha, segundo a Prefeitura, é fornecida pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, que faz o repasse das doses para todos os municípios.


Evitar o contato
A Secretaria de Saúde recomendou ainda que as pessoas tomem medidas de controle de higiene, como lavar as mãos, utilizar álcool em gel, evitar o contato com pessoas doentes e evitar lugares com aglomeração de pessoas.


Por isso, a Diocese de Limeira, que abrange paróquias de 15 cidades, suspendeu os apertos de mão, abraços e a entrega da hóstia na boca durante as missas para evitar o contágio da gripe H1N1. As orientações da mudança do ritual litúrgico foram publicadas na quarta-feira (6) em um comunicado assinado pelo bispo diocesano Don Vilson Dias de Oliveira.

O comunicado pede para que a hóstia seja entregue somente nas mãos dos fieis no momento da comunhão, e não mais na boca. Na tradicional oração do Pai Nosso, as pessoas não devem ficar de mãos dadas e o abraço de saudação de paz, que acontecem aos finais das celebrações, também foi suspenso.


Surto de H1N1
A campanha nacional de vacinação contra influenza começa no dia 30 de abril e vai até 20 de maio, segundo o Ministério da Saúde. Nesta segunda-feira (28), o estado de São Paulo pediu para o governo federal antecipar a campanha diante do aumento de casos de H1N1. O ministério afirmou, porém, que isso não é possível já que o produto só é entregue pelo laboratório produtor nos meses que antecedem o inverno.

O Brasil já teve 71 casos de morte por H1N1 em 2016, até 26 de março, segundo o Boletim Epidemiológico de Influenza do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (4). No ano passado inteiro, foram 36 mortes por H1N1 no país. Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 444 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) pela Influenza A/H1N1 este ano.



Fonte: g1.globo.com