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Efrém Ribeiro

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Blog sobre Efrém Ribeiro

••• atualizado em 04 de Dezembro de 2009 às 15:57

FRIGORÍFICO DA EMBRAPA APROVEITA TODAS AS PARTES DO BODE QUE CUSTA R$ 60 EM PRODUTOS QUE PODEM SER VENDIDOS POR R$ 400

FRIGORÍFICO DA EMBRAPA APROVEITA TODAS AS PARTES DO BODE QUE CUSTA R$ 60 EM PRODUTOS QUE PODEM SER VENDIDOS POR R$ 400

Efrém Ribeiro

De São João do Piauí

Depois de três anos de pesquisas e testes, o cientista, doutor em Ciência Animal pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Geraldo Magela Cortez Carvalho, chefe do Escritório da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias) Meio Norte em São João do Piauí, realizou um sonho. Não apenas seu, mas comopartilhado pelos caprinocultores do semiárido do Piauí.

Com o governador Wellington Dias, o mineiro Geraldo Magela inaugurou a Unidade de Processamento de Carne de Caprinos e Ovinos da Embrapa em São João do Piauí, um frigorífico-escola que transforma carnes, ossos, vísceras e sangue de bode e cabras em hamburgues, almôndegas, sarapatel, buchada, linguiça, cortes nobres da carne, defumados e o próximo passo é beneficiar o couro do animal.

Usando a carne, ossos e vísceras de bode como as indústrias de alimentos já usam a carne bovina, Geraldo Magela conseguiu transformar um caprino castrado, gordo e oito meses, que custa R$ 90 em São João do Piauí, e até R$ 60, em Gervásio Oliveira, em produtos que podem ser vendidos por R$ 400.

O que o cientista Geraldo Magela conseguiu é uma espécie de Santo Graal da caprinocultura do semiárido do Piauí, o resultado de suas pesquisas e experiências eram esperadas por autoridades e empresários pela simplicidade de como conseguiu aumentar o preço do bode agregando valor a todas as suas partes.

Se for beneficiar o couro, o bode vai chegar a um faturamento de R$ 600.

"Tudo o que eu usei são receitas simples, artesanais, que podem ser feitas manualmente, apenas tendo cuidado com a limpeza. Não tem muito segredo.O segredo é a higiene, a limpeza", afirmou Magela, que no início de 2010 vai fazer pós-doutorado em universidade de Fort Collins, no Colorado (EUA).

Geraldo Magela falou que imagina os produtos do bode sendo embalados e enviados pelo Aeroporto Internacional de São Raimundo Nonato e vendidos para os mercados consumidores dos Estados Unidos, Europa e Oriente Médio.

"Se não fosse pesquisador por vocação, poderia ser empresário e ganharia muito dinheiro", diz Geraldo Magela.

Ele, porém, transformou o frigorífico de beneficiamento e comercialização do bode em uma escola. Os alunos da Escola Agrotécnica de São João do Piauí, mantida em parceria pela Secretaria Estadual de Educação e Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra ), trabalham com Geraldo Magela na produção das almôndegas, hamburgues, sarapatel, peças de bode defumadas.

"Nós estamos transferindo tecnologia para o beneficiamento de caprinos e ovinos, transformando em defumados, separando em peças as partes nobres,como o filé, beneficiando em almôndegas, linguiças, transformando os miúdos em sarapatel e panelada. A gente aproveita todo o bode, o meu papel foi o de desenvolver, avaliar os preços de custos, das embalagens, dos temperos e para que a limpeza vire rotina", declarou Geraldo Magela.

Para retirar o cheio característico do bode velho, Geraldo Magela usou 5% bacon na produção das almôndegas, hamburgues e linguiça e com a defumação.

A carne de bode das vermelhas é a que tem menos colesterol.

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