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José Fortes

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Blog sobre José Fortes

Comunidades autónomas de escravos fugitivos

Um quilombo[1] era um local de refúgio dos escravos no Brasil, em sua maioria afrodescendentes (negros e mestiços), havendo minorias indígenas e brancas. O mais famoso na História do Brasil foi o de Palmares.

A palavra "quilombo" tem origem nos termos "kilombo" (Quimbundo) ou "ochilombo" (Umbundo), presente também em outras línguas faladas ainda hoje por diversos povos Bantus que habitam a região de Angola, na África Ocidental. Originalmente, designava apenas um lugar de pouso utilizado por populações nômades ou em deslocamento; posteriormente passou a designar também as paragens e acampamentos das caravanas que faziam o comércio de cera, escravos e outros itens cobiçados pelos colonizadores.

Foi no Brasil que o termo "quilombo" ganhou o sentido de comunidades autónomas de escravos fugitivos. Havia escravidão, porém, em alguns quilombos.

Os quilombos da Confederação Quilombola do Campo Grande, em Minas Gerais, alteram em muito esse conceito generalizante, pois, a partir de 1735 se formaram e se fortaleceram com pretos forros e seus escravos, brancos pobres e seus escravos, além de escravos fugidos. Todos eles fugiam do Sistema Tributário da Capitação que vigorou nas Minas no período de 1735 (sic) a 1750. Fonte: Quilombo do Campo Grande - A História de Minas que se Devolve ao Povo, de Tarcísio José Martins, Santa Clara Editora, Contagem-MG, agosto de 2008.

Obs. O Quilombo de Pamares teve 9 (nove) vilas ou núcleos. O Quilombo do Campo Grande, de Minas Gerais, contou com 27 (vinte e sete) vilas ou núcleos.

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