Escorregões no Portuguguês, por José Maria Vasconcelos

Escorregões no Portuguguês, por José Maria Vasconcelos

José Maria Vasconcelos, [email protected]

 

                     NOVO E-MAIL 

Aviso: estou mudando de endereço eletrônico: [email protected]

 O motivo se deve a constantes problemas na digitação de meus textos: Ao ocorrer uma falha gráfica, por desatenção minha, o CORRETOR não registrava. Por sugestão de um amigo, mudei. Veremos o resultado. O habitual e-mail, [email protected] continua valendo, juntamente com o novo. Desfrute-os.

                    COLUNA PLENO PODER

Sobre a turma dos novos juízes: “Eles estão aprendendo como funciona, na prática, as Audiências de Custódia”.

Ensino já a primeira e básica lição de concordância: o verbo de uma oração deve concordar com o sujeito. Exemplo: ...funcionam, na prática, as Audiências de Custódia.

                   DICAS DO JUIZ

        Solicitei ao amigo João Batista Rios, juiz aposentado, diácono e de conduta ilibada, que me fornecesse uma lista de escorregões gramaticais que, na experiência de magistrado, ele descobria frequentemente, cometidos até por colegas de profissão. Batista mandou brasa:

1– o uso do verbo HAVER, um inferno para alguns;

2– Confusão no uso das expressões, “Risco de Vida x Risco de morte”.

3- Alguns Juízes se acham o Rui Barbosa reencarnado, mas como isto não existe, coitados!

4-Juiz gosta de prolixidade, em vez do poder de síntese;

5- Juiz é soberano, também quando escreve, logo, não pode cometer deslize gramatical;

6- Eliminar o “com certeza”;

7- Quando trabalhei em Bertolínia, numa prateleira pus uns processos que careciam do parecer ministerial. Sobre eles fiz valer a expressão: SINE DIE. Um colega de outra Comarca, visitando-me, olhou a expressão e sapecou: “Meu colega , por que SAINE DAI?” Não sabia que a expressão latina, tão comum, fora desconhecida;

8- “Há tanto tempo atrás”. Redundância muito comum em sentenças;

9– Há decisões que merecem recursos por erros de Regência Verbal!

Tem razão, grande Batista: um fato é ir ao encontro de alguém (conversar); outro, ir de encontro a alguém (acidentar); o médico assistir ao paciente (apenas ver); o médico assistir o doente dar assistência, acompanhar).

10– 1984. Era advogado. Participava de uma audiência em Valença (PI). O magistrado, ouvindo uma testemunha, falou para a escrivã registrar: “A testemunha “depuiu” dizendo que a vitima caiu em seguida”.

Valei-me, São João Batista, de miserável DEPUI, em vez de DEPÔS. Quem merece cadeia? Claro, o magistrado.

                   EDITORIAL

         O jornal produziu excelente editorial, abordando a selvageria cometida por asseclas do PT, durante a passagem de Lula por Teresina. Bateram, sem dó, no engenheiro Herbert dos Santos Rocha, a ponto de ser hospitalizado e atendido na UTI.

         O editorial também feriu o idioma de Camões: “Somos tão pacíficos que não houveram protestos nem apoio ao engenheiro...” O hematoma no verbo HOUVERAM merece ir para a UTI, não?! “Comprovado a agressão por parte de seus seguranças...” Agressão ao engenheiro e à concordância verbal!

                   PALMATÓRIA

         Orlando Torres, do Rio, manda-me um bolo de palmatória por deslize cometido: Escorregões...: Corrigindo um descuido: "Se optar pelo tratamento em terceira pessoa, ficaria assim:..."

Você não acha que houve um descuido na passagem acima? Veja que os tempos verbais são discordantes e que o correto seria "Se optar..., ficará...". Ou "Se optasseficaria..."

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