Eles e ela

Eles e ela



Pronto, chegou a hora! Contrariando previsões e especialistas eles chegaram. Os improváveis. Os azarões. Sim, porque no início eles eram só coadjuvantes. No BBB dos veteranos esse trio era apenas número na conta. Mas viraram a mesa. No grito ou na manha. Na articulação ou na emoção. Viraram protagonistas. E agora vamos tentar entender um pouco dessa transformação. E avaliar os méritos e falhas de cada um. Sim, porque todos tem ambos. Ninguém foi sublime e ninguém foi um fiasco. Se fossem não teriam chegado...

Andressa

Ela confirma a tradição de final de BBB sempre ter um penetra, um azarão que vai de carona. Aquele tipo de participante que vai de mansinho, escorando-se em alianças e aproveitando-se de rejeições alheias. Andressa é a bola da vez. A gata é motivo de muito histerismo aqui fora. Gente que não engole a ?santinha do pau oco? na decisão. Mas a paranaense jogou bem dentro da casa. Formou mais que um casal, ganhou um cúmplice. Criou um grupo, sem precisar se indispor com os do outro lado. Passeou por todos os lados, arranjou mais parceiros do que desafetos. Criou personagem, tentou bancar a caipira inocente. E talvez aí tenha sido seu maior erro. Porque roteiro pronto o povo não engole. Ainda mais se vier cercado de incoerência. Porque não dá para ser pura e infiel ao mesmo tempo. E Dessa ficou precocemente marcada como a menina que traiu o namoro de oito anos. A partir disso tudo que fazia era visto como dissimulação. Virou a Capitu da edição. Sumariamente julgada e condenada. Diante disso tudo, foi até longe...

Nasser

Olho para o Nasser e só tenho vontade de dizer uma coisa: ?Que pena!?. É, porque ele prometia no jogo. Me encantei com o garoto articulado que sabia usar as palavras e venceu brilhantemente a primeira prova de resistência. E ele começou com tudo. Armou paredões, derrubou monstros sagrados, fez alianças e... se perdeu. Jogou bem dentro, mas mal fora. Se expôs demais, deixou sua frieza de jogo muito a mostra. E percebeu isso, notou que pesou na mão. Aí, com medo da rejeição, se encolheu. E piorou ainda mais. Se transformou em um arremedo de jogador, um bobo que só servia para apanhar na cara da namorada. Mas eis que na reta final se reencontrou. Achou as palavras certas para cada momento. Tocou o coração de Fernanda, desarmou o tolo André e domesticou sua rebelde namorada. E construiu uma história de finalista, chegou com méritos. Se não tivesse oscilado, chegaria mais favorito a essa decisão.

Fernanda

A gente vive dizendo que em um BBB um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Que não dá para repetir roteiro de campeão, não dá para imitar. E lembro que acusei Fernanda de fazer isso no começo do jogo. Achava que ela forçava o personagem, tentava imitar a Maria Melilo, que venceu o BBB11. Ou me enganei em achar que ela imitava a outra ou me enganei em achar que tal imitação seria ineficaz. De qualquer forma me enganei. E Nanda enganou e surpreendeu a todos. Falo enganar, no bom sentido. Porque ninguém esperava nada dela. Parecia ser mais uma loira burra que tem diploma comprado em faculdade particular. Mais uma boba siliconada que rasteja atrás de saradão de academia. E assim ela foi no começo. Mas se agigantou aos poucos, manteve sua linha sem hesitar. Conseguiu insistentemente construir sua vitoriosa história romântica. Formou sólidas amizades, mesmo com quem nem merecia sua consideração. Porque no BBB você é julgado apenas pelo que faz e não pelo o que os outros fazem com você. Aí é problema dos outros. Nanda foi craque com as palavras. Desmontava seus adversários com argumentos e olhos marejados. Foi uma advogada implacável. Endureceu, mas sem perder a ternura jamais. Só pecou na falta de convicção nas amizades que nutriu. Deixou-se manipular em muitos momentos. E sofreu com isso, adquiriu alguns desafetos aqui fora. Mas a grande maioria parece ter comprado a idéia da Nanda emoção, da Nanda que fala com o coração. E fala bem. E sente bem. E sabe juntar tudo isso no mesmo pacote, na medida certa...

Palpite?

O BBB13 tem sua protagonista. Sim, porque esse tinha de ser de uma mulher. E não qualquer uma, tem que ser de uma diva avassaladora, intensa, visceral. Fernanda construiu sua vitória com choro e sorriso. E carisma, muito carisma. Ao Nasser sobra o honroso segundo lugar de um jogador que perdeu por ter pego uma estrada errada no caminho. A Andressa cabe o prêmio das zebras espertas. O terceiro lugar, aquele das sombras. Mas que vale também e fica de bom tamanho. Prêmio ao casal que mostrou que não precisa ser meloso. Que ser jogador e estrategista não é vergonha. Mas o brinde principal já tem sua dona. É da advogada. O julgamento está ganho e o júri seduzido. A sentença é ... 1,5 milhão de reais...nada mal né meritíssimo?

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