Enfim um casal

Enfim um casal



Sim, porque formar um par não é tão simples como se imagina. Aliás, em se tratando de BBB é uma faca de dois gumes. Desde os seus primórdios, o Big Brother sempre apresentou vários casais em cada edição. Cada um com sua peculiaridade. Com seus acertos e erros. Uns funcionaram, outros não. Uns foram usados como arma, outros serviram de precipício. Tivemos casais marcantes e vencedores, como Dhomini & Sabrina ou Max & Francine. Também tivemos desastres, como os da turma da selva da última edição.

Formar casal é sempre uma decisão difícil que cada integrante pensa se deve ou não tomar. Marcelo Dourado é um exemplo emblemático. Depois do desastre da relação com Juliana em sua primeira participação, voltou vacinado ao programa e no 10 nem quis saber de mulher. Essa continua sendo uma dúvida. Formar casal torna os participantes mais fortes ou os deixa mais expostos?

Nessa edição já tivemos algumas tentativas de casais. Começou com André e Fernanda, depois Nasser e Andressa, Yuri e Natália e, mais recentemente, Elieser e Kamila. Todos passaram pelo mesmo problema. A falta de uma história convincente. Sim, porque BBB não é balada, não é pista de boate. A dona de casa que liga a TV não quer ver pegação pura e simples. Quer romance, uma história com começo meio e fim. E isso ainda não tinha. André teve medo de se expor e não se entregou a Nanda. Nasser e Andressa apressaram demais as coisas e passaram uma imagem mais de cumplicidade de jogo do que de trama amorosa. Yuri e Natália foram o típico casal que só funciona em festa, sob efeito do álcool. Elieser e Kamila fizeram uma óbvia parceria de jogo, que acabou precocemente.

Mas olha só, no meio do caminho, um deles se reencontrou. Quem diria que o casal André e Fernanda ainda seria protagonista do programa. O que mudou? Eles evoluíram, se transformaram, amadureceram a relação aos poucos. Começou com um fica despretensioso, passou pelo estágio da rejeição, depois da amizade, até que um belo dia... rolou.

Como todo bom romance, o gatilho surgiu do motivo mais comum nas relações da vida real, o bom e velho ciúme. Bastou Marcelo assediar Nanda para o Príncipe despertar. Porque no mundo que vivemos homem é assim mesmo. E a volta deles foi até bem convincente. E o público gostou. Porque parece novela, folhetim de horário nobre. O casal nos conta uma história. Com lógica, emoção e coerência. Se vai durar? Vai dar certo? Vai vencer o programa? Sei lá! Na vida real também nunca sabemos. É aí que está o legal desse novo casal. É perfeitamente imprevisível!

Mas uma coisa está bem clara. Os dois crescem no conceito dos telespectadores. Suas personalidades se completam. É o calminho com a maluquinha. O tímido com a atirada. E se na vida aqui fora os opostos se atraem, lá dentro do jogo os opostos podem atrair 1 milhão e meio de reais...