The End e outras coisas

The End e outras coisas



E eis que o príncipe chega em um cavalo branco, beija a princesa e eles são felizes para sempre. Nesse caso a princesa se basta, nem precisa do cara, tem grana e personalidade para não depender de ninguém. Mas assim mesmo ela adora o conto de fadas. Só que não é só ela. Todos nós gostamos e cultuamos esse mundo de fantasia chamado BBB. Acreditamos na fábula de Fernanda porque adoramos um final feliz. Uma história com realezas, bruxas e bobos da corte. A edição só ajuda no roteiro, mas somos nós que embarcamos no sonho.

E poucos na história do BBB souberam protagonizar uma fábula como Nanda o fez. A gata sonhou, fantasiou, idealizou seu mundo ideal. E teimou com a realidade, insistiu na brincadeira. O povo comprou a idéia, ajudou a tornar esse sonho realidade. E quem era rei, caiu diante da nova princesa.

Fernanda venceu porque venerou o jogo, se encantou com tudo que ele representa. Sua adoração a tornou forte e atuante. Ela não passou pelo BBB, ela viveu intensamente cada momento, até quando exagerou, principalmente quando exagerou. Como disse Bial, Nanda não é boa só nos argumentos, é perfeita na forma como os expressa. Ela é convincente porque é firme e ao mesmo tempo delicada. Foi dura, mas sem perder a ternura jamais.

Pelo caminho ficaram amigos e desafetos. Que quase prejudicaram sua trajetória de campeã. Kamila foi o fogo amigo, a aliada sorrateira. André, o príncipe bobo, teimava em tentar apequenar o jogo da loira carismática. Mas eles foram bem menores que ela. Nanda sobreviveu a eles. Quem errou com a gata, só a fortaleceu.

Mas o BBB13 não foi só a Fernanda. Foi a edição dos veteranos contra os novatos. Os primeiros largaram na frente, marrentos e confiantes. Mas o público não gosta de filme repetido. O protagonista pode até ser o mesmo, mas tem que se reinventar, como fez o Dourado no 10. Fani e Nati tentaram viver da fama do passado. Bambam e Dhomini não seguraram a onda. E Anamara e Yuri foram... Anamara e Yuri...

E os novatos hein? Início apagado, todos assustados. Quem ousou se rebelar, caso de Aline, foi massacrada pela casa e pelo público. Mas aos poucos a timidez foi se transformando em ousadia. No começo, apenas pela turma dos nerds, encabeçada pelo trio Nasser, Ivan e Andressa, que formaram super paredões e começaram a destruir o mito dos veteranos invencíveis. Depois com o carisma e personalidade das meninas. Elas que dominaram a edição. Porque esse BBB não teve Macho Alfa. Teve Fêmea Alfa!

E Bones e sua turma? Decepcionaram? No geral até que não. A idéia de trazer os veteranos foi sim bem sucedida. Mesmo com a derrota deles. Foram os velhinhos que garantiram a largada espetacular do programa. Ajudaram a resolver aquele problema crônico de começo chato de BBB. Foi como ensinar uma criança a andar de bicicleta. Primeiro você fica segurando, para depois deixá-la andar sozinha...

As provas foram ridículas? Claro que sim! Mas o programa é muito mais do que isso. E o mais legal dessa edição é que não teve distração. Não teve caso de estupro, nem discussão homofóbica e nem nada do gênero. O que repercutiu foi o jogo dos brothers, nada mais. O BBB foi crazy, porque precisava ser. Tinha que ousar, virar a mesa. Eles estiveram o tempo todo sapateando em uma frigideira quente, bem incendiada pela produção.

E agora acabou. E que venha o 14, que deve ser ainda mais louco. Porque o público gosta de conto de fadas. Mas tem que vir bem temperado, bem apimentado. Até porque para os príncipes e princesas terem o seu The End, como em um bom filme romântico, eles precisam antes passar por muitos obstáculos...

Abraço a todos, estarei de volta em 2014!

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