Na última terça-feira (16/03) o prefeito de Castelo, Wilmar Cardoso, participou na Escola Fazendária, de Audiência Pública sobre a Barragem de Castelo, que deverá ser construída no rio Poti. Juntamente com Wilmar estavam o presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil de Castelo, Francisco Waldeburg Sales e o presidente da Associação dos Condutores de Turistas e Visitantes - CONDATUR, Robson Miguel. Outros castelenses também estavam presentes, como o coordenador do Pólo da UAPI, Prof. Matos; o suplente de vereador pelo PT, Marcos Aurélio e o agropecuarista Damião Alves de Paula. Já da cidade de Buriti dos Montes, compareceram o prefeito municipal, Prof. Soares e o Coordenador de Turismo daquele município, Benedito Rubens. O prefeito de Juazeiro do Piauí, Antonio Andrade Filho não compareceu nem enviou representante.

Wilmar Cardoso (segundo da esquerda para direita) durante abertura da Audiência Pública

Prof. Soares, prefeito de Buriti dos Montes (quinto da esquerda para direita) ao lado de autoridades na mesa de honra
Além dos citados acima participaram o Secretário Estadual da Infra-Estrutura, Avelino Neiva; o Secretário Estadual de Meio Ambiente, Dalton Macambira; o Diretor do Instituto de Desenvolvimento do Piauí – IDEPI, Norbelino Carvalho; o Superintendente de Obras da SEINFRA, Severo Eulálio; o vereador de Teresina, Inácio Carvalho; o Procurador da República, Tranvanvan Feitosa, os Deputados Estaduais João de Deus e Paulo Martins, ambos do PT.
Durante a audiência o engenheiro responsável, Luiz Ernani, detalhou todo o projeto da barragem, esclarecendo dúvidas dos presentes. O orçamento para a construção da obra é de 280 milhões de reais, sendo que o valor total para a construção e desapropriação das terras, bem como outras despesas correlatas, é de 358 milhões, oriundos dos recursos do PAC. A barragem possibilitará 40 mil hectares de terras irrigáveis e seu lago terá capacidade de acumular 2,6 bilhões m³ com todas as comportas fechadas. Esse volume de água é suficiente para gerar 25 Mw de energia elétrica que será utilizada para irrigação agrícola, e não para consumo residencial.

Engenheiro Luiz Ernani, responsável pelo projeto da barragem
A equipe da Consulplan apresentou o Relatório de Impacto Ambiental e constatou, por exemplo, que vários sítios arqueológicos serão submersos e que os impactos ambientais negativos vão superar os impactos positivos, como é comum em obras de barragens e hidrelétricas. O Secretário de Meio Ambiente, Dalton Macambira, garantiu que toda a legislação ambiental será respeitada na íntegra e que atualmente dispomos de tecnologias que nos permitem fazer o manejo da fauna para outros locais. Ainda segundo o RIMA, vários cemitérios serão remanejados e a localidade Aroreiras, na cidade de Juazeiro do Piauí, ficará totalmente submersa, fato que fez com que quase a totalidade daquela população seja contra o empreendimento. A Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN Marvão também ficará parcialmente submersa e poderá receber parte dos recursos provenientes da compensação ambiental como indenização. O Parque Natural Municipal da Pedra do Castelo, que tem início da Pedra do Castelo e se estende até o rio Poti, deve ser contemplado com a maior parte dos recursos da compensação ambiental, já que além de ser uma Unidade de Conservação, também terá parte de sua área inundada.
O Secretário Estadual de Infra-Estrutura, Avelino Neiva, que conduziu a audiência, marcou mais três audiências públicas para discutir os impactos ambientais, que serão realizadas no próximo dia 15/abril, sendo em Juazeiro do Piauí pela manhã, em Castelo do Piauí a tarde e em Buriti dos Montes a noite.
MAIS FOTOS:

Dr. Álvaro Mota dando explicações legais sobre o processo licitatório para contratação da empresa responsável

Secretário Estadual de Meio Ambiente Dalton Macambira (centro) falando sobre a questão ambiental

Agropecuarista Damião Paula, proprietário de terras que serão inundadas pela barragem, ao assinar a ata da audiência

Castelenses presentes à audiência

Prof. Rocha, autor do RIMA, garantindo ao prefeito de Buriti dos Montes baseado no mapa, que o cânion do Poti não será afetado