Concurso do Senado terá salário de até R$ 11.815,94
O diretor do Senado declarou que a quantidade necessária de servidores era muito maior
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16/05/2008 - 12h21
UOL



Em entrevista à Rádio Senado, na quinta-feira (15), o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, disse que, no novo concurso da casa, o maior salário oferecido será de R$ 11.815,94, para consultor legislativo.
Servidores de nível médio ganharão R$ 6.722,68. Analistas, de nível superior, receberão R$ 9.580,50. Já analistas na área de comunicação social, advocacia e informática terão o salário de R$ 10.613,27.
Ele disse ainda que todo o processo envolvendo o concurso estará concluído até o segundo semestre deste ano e que posse dos aprovados será imediata.
Agaciel Maia Agaciel explicou que a decisão do Senado de fazer o concurso segue orientação do TCU (Tribunal de Contas da União) e que, das 150 vagas, 60 dizem respeito a novas funções e foram criadas para substituir funcionários terceirizados por concursados. As outras 90 vagas previstas, de acordo ainda com o diretor-geral, são para preenchimento de cargos vagos.
Serão ao todo 150 vagas: para servidores do nível superior são 25 na área de processo legislativo; 25 de apoio técnico-administrativo; 23 de comunicação social; oito na área de informática legislativa; duas na área de consultoria e assessoramento; e oito vagas para cargo de advogado.
Para servidores do nível médio, serão dez vagas para a área de processo legislativo; dez de apoio técnico-administrativo; duas para polícia legislativa; e 37 para comunicação social.
O diretor do Senado declarou que a quantidade necessária de servidores era muito maior, mas, pelo o corte orçamentário que o Senado sofreu neste ano, não foi possível abrir um número maior de vagas.
Os concursados da área de processo legislativo vão trabalhar, principalmente, na Secretaria-Geral da Mesa e nas comissões, informou o diretor. A única vaga para medicina, especialidade do apoio técnico, provavelmente será para área de raio-X.
Edital e provas
Agaciel Maia afirmou também que compete a uma comissão formada por servidores de vários órgãos da Casa, envolvendo advocacia e consultoria, cuidar do cronograma de realização do concurso, incluindo o edital.
"A gente deve seguir o modelo do Tribunal de Contas da União, que é um modelo que faz uma pesquisa entre as entidades credenciadas e reconhecidas junto à população como credenciada para a realização do concurso", disse Agaciel Maia.
Segundo o diretor, não haverá nenhum impedimento legal para realização do concurso, nem para a posse dos aprovados, apesar de 2008 ser um ano eleitoral. Isso porque, como explicou, além de o concurso já estar programado há algum tempo, não haverá eleições municipais no Distrito Federal.
"Esse é um concurso já programado, previsto inclusive no orçamento da Casa em outubro do ano passado, então não existe nenhuma influência nesse sentido, nenhuma proibição legal."

 
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