Mulheres de Cachoeira devem falar sobre bens na CPI, diz vice

29 de Julho 2012 as 19:17



O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da CPI Mista que investiga as relações entre o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários, afirmou que espera que os depoimentos da atual e da ex-mulher de Cachoeira possam esclarecer questões sobre os bens do contraventor.

Andressa Mendonça, atual mulher do contraventor, tem depoimento marcado para o dia 7 de agosto. A ex-mulher Andréa Aprígio é esperada no dia 8. Segundo a Polícia Federal, as empresas de Cachoeira estão no nome de Andréa, mas seriam comandadas pelo contraventor.

"Os depoimentos da Andressa e da Andréa são importantes porque têm foco na administração dos bens do Cachoeira, e têm urgência. Precisamos saber sobre aviões, imóveis e até as contas no exterior. Os depoimentos são fundamentais para esclarecer o tema de bens", disse Teixeira.

Teixeira ainda aguarda uma resposta da Interpol, a polícia internacional, sobre os negócios do contraventor fora do país. Segundo o deputado, em depoimento à CPI no último dia 10 de maio, o delegado da Polícia Federal Matheus Mella Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo, afirmou que Cachoeira tinha uma empresa sediada no exterior e um bingo com endereço em uma das ilhas britânicas, a ilha de Curaçao, perto da costa venezuelana.

"A nossa prioridade, neste momento, tem de ser localizar estes bens do Cachoeira, saber onde estão", avaliou o parlamentar.

Nesta quinta, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI, afirmou que na próxima semana devem ser divulgadas as datas dos depoimentos do ex-diretor da Construtora Delta Fernando Cavendish, e do ex-diretor do Dnit Luiz Antônio Pagot. Os depoimentos, segundo o presidente, devem ocorrer na terceira semana do mês de agosto. Segundo a Polícia Federal, a Delta é suspeita de ter recebido dinheiro de empresas de fachada ligadas ao esquema do contraventor.

"Ainda no mês de agosto eles [Cavendish e Pagot] virão à CPI. Acho que eles virão com o espírito de colaboração. O Cavendish vai ter todo o espaço para se defender sobre o que se falou da Delta [...] Antes de trazer coisas novas, ele tem de se posicionar, especialmente sobre a posição da Delta no processo", disse o senador.