É indubitável que o homem precise se revoltar contra algo, assim como a natureza da árvore é dar frutos e da cobra é picar o homem precisa mudar sempre seu cotidiano. Se algo não agrada, é preciso fazer imediatamente uma revolução, quer armada, quer ideológica. Os homens sentem necessidade melhorar seu meio, mesmo que para isso tenha que eliminar seres da própria espécie. Dentre as revoluções humanas podemos destacar a Francesa, liderada por Robespierre, as conquistas gregas no mundo antigo, o império alexandrino oriundo da Macedônia e até mesmo o imperialismo americano, contemporâneo, que destrói físico e culturalmente os povos adjacentes. Dentro da história constatamos que o homem sempre promoveu guerras por interesses próprios, poder; sede de conquistas, por quê?
Fico observando as várias religiões do mundo, pregando a paz e a harmonia dentre os homens, e não é difícil observar que os seguidores de um mundo melhor e sem guerra são a grande maioria dentre a humanidade, e por que nunca conseguimos de fato viver em paz? Por que nunca conseguimos um mundo sem preconceito racial, social ou etnológico? Simplesmente porque nunca paramos para observar que viemos e iremos para o mesmo lugar, sem distinção de cor, religião ou classe social. A morte é a ‘’coisa’’ mais democrática do mundo, do presidente ao mendigo, do playboy ao assalariado, sempre estaremos sujeitos ao maior consórcio do mundo, o óbito.
Então por que guerra? Por que degradação do meio? Por que desamor para com o próximo? Bob Marley já dizia: ‘’Enquanto a cor da pele dos homens for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra’’. Infelizmente é raro alguém seguir uma linha de raciocínio se quer parecida com essa. São os evangélicos e católicos pregando a disparidade, dentro do mesmo cristianismo , negros e brancos em pé de guerra para resolverem qual a cor do verdadeiro homem, nações promovendo as guerras pela supremacia capitalistas. De fato sem hierarquia não há organização, todavia sem respeito às diferenças nunca haverá uma sociedade perfeita. Quem sou eu para querer mudar a epistemologia humana construída durante milhares de anos? Ninguém, Porém, faço da ideologia filosófica de Betinho, Lenon, Luter King e outros loucos, que tiveram oportunidade de serem ouvidos e lidos, a minha filosofia de mudança. Talvez eu seja um lunático cheio de devaneios pitorescos, mas escrevo para outros lunáticos, sonhadores, que, estão almejando um mundo melhor, e se você segue essa linha de raciocínio e nunca conseguiu mudar nada, continue assim, com certeza você não mudará o mundo, mas também, não permitirá que o mundo mude você.
Daniel Cristovão