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Economia e Negócios
22/10/2008 - 16h:40


Djalma Batista

Coordenador de Negócios



Com a greve dos bancários em Teresina, já é possível ver a desolação nas lojas do centro comercial. Ontem, um vendedor de uma das maiores lojas de departamentos da capital disse que o comércio parou por causa da paralisação e que as vendas caíram mais de 80%. A crise é tão séria que nem ventilador está vendendo mais. Digo isso porque nesta época do ano, ventilador é o carro-chefe dos negócios no comércio.

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21/10/2008 - 16h:18


Alguns empresários que fabricam produtos no Piauí ainda são vítimas de preconceitos. Grande parte dos clientes deles não acreditam e até duvidam da qualidade, dizendo coisas do tipo: “imagina, coisa feita aqui não deve prestar”. É o cúmulo. É bom as pessoas irem colocando na cabeça que hoje vários produtos consumidos nos Estados Unidos e Europa são do Piauí.

O Piauí, do ponto de vista da tecnologia nas empresas, não deixa a desejar em relação a nenhum outro lugar do país: ou seja, uma fábrica de roupa piauiense tem o mesmo maquinário e a mesma qualidade de mão-de-obra que tem a empresa similar em São Paulo. A fábrica de bicicletas do Piauí tem a melhor tecnologia do mundo. E isso acontece com a fábrica de cerâmica, de remédios e etc e tal.

O empresário piauiense, que ainda não sabe reagir de forma firme contra certas atitudes preconceituosas, gosta muito da inovação e da qualificação de mão-de-obra. Isso causa admiração em várias pessoas que vêm de fora conhecer o parque industrial do Piauí.

O que fazer para reduzir, cada vez mais, este tipo de preconceito. Dê sua opinião.

 


 


 
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02/10/2008 - 16h:18


Com a alta do dólar, vai ficar uma beleza para os exportadores do Piauí, mas por outro lado, a crise tende a frear as importações de vários países, principalmente dos Estados Unidos. O momento é de incertezas na terra do Tio San. Por isso, quem exporta para este país, certamente, já começa a sentir alguma mudança uma vez que o empresariado de lá ainda está tonto com o turbilhão que está rondando os americanos.

E você o que acha? Esta crise vai mesmo prejudicar os exportadores do Piauí? Comente e tenha seu comentário publicado no suplemento Negócios.
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29/09/2008 - 18h:12


O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) enviou ao governo federal um pedido de veto ao Projeto de Lei 533/2003, aprovado pelo Senado no último dia 9 de setembro e que modifica as regras para os consórcios de veículos, imóveis e outros bens. A entidade alega que alguns dos artigos do texto representam ‘retrocessos’ no Código de Defesa do Consumidor (CDC). A legislação aprovada pelos parlamentares havia sido proposta pelo ex-senador Aelton Freitas (PR-MG) em 2003 e já havia passado anteriormente pela Câmara dos Deputados com parecer favorável.



Uma das mudanças é que os participantes de consórcios de imóveis ficarão livres para usar os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar parcelas da carta de crédito, além de dar lances para conseguir a casa própria de forma mais rápida. A principal justificativa para a aprovação do projeto é que ele garantiria mais segurança aos consumidores, com dispositivos para evitar prejuízos ao consorciado no caso de falência da administradora.



O Idec, no entanto, vê falhas na nova legislação. O problema, segundo a entidade, está no quarto parágrafo do artigo 5º do Projeto de Lei. Por esse dispositivo, alega o Instituto, caberá aos consumidores o ônus da prova se tiveram algum prejuízo causado pela administradora durante o pagamento das cotas. Isso, diz o Idec, representa retrocesso ao Código de Defesa do Consumidor. ´O problema é que, hoje, sempre que há algum dano causado pela administradora, a empresa é automaticamente responsabilizada pelo prejuízo´, afirma.



O Instituto, porém, reconhece um ponto positivo na nova lei dos consórcios. O consorciado terá direito a solicitar o reembolso dos valores já pagos no consórcio, em caso de desistência. Mas somente quem já quitou mais de cinco prestações terá direito à devolução imediata. Os outros serão obrigados a aguardar o encerramento do grupo. Para ser transformado em lei, o projeto depende ainda da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também terá a opção de vetar a proposta integralmente ou parcialmente.



Na ocasião da aprovação do projeto no Senado, o vice-presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Victor Bonvino, considerou positiva a proposta e afirmou que o uso do FGTS representaria um benefício a muitos trabalhadores na compra da casa própria.



INDÚSTRIA DE FUNDOS

Resgates do poder público aprofundam perdas



Um resgate líquido de R$ 1,066 bilhão registrado nos fundos do poder público na última quarta-feira (24) contribuiu para que a indústria de fundos brasileira aprofundasse as saídas acumuladas no mês para R$ 3,676 bilhões, de acordo com os dados mais recentes (até o dia 24) compilados pelo site financeiro Fortuna. A categoria poder público agrega as aplicações direcionadas especificamente a entidades da União, Estados e municípios. Os multimercados compõem a categoria que mais sofre neste mês, com resgates líquidos de R$ 5,360 bilhões acumulados em setembro — embora tenha registrado captação positiva de R$ 107,5 milhões na quarta.



Os números de curto prazo estão sujeitos a alteração, já que pode haver atraso dos gestores na comunicação das informações à base de dados. Os fundos de ações já perderam R$ 499,6 milhões neste mês, sendo R$ 45,9 milhões na quarta-feira. Nos cambiais, as saídas líquidas em setembro somam R$ 57,2 milhões (equivalente a 8,43% do patrimônio que possuíam no fim de agosto) dos quais R$ 981 mil na quarta.



Os fundos referenciados DI registraram depósitos líquidos de R$ 523,3 milhões na quarta, o que não foi suficiente para tirá-los do saldo negativo acumulado no mês. Em setembro, a categoria tem perda de R$ 599,7 milhões. Já os fundos de renda fixa, que perderam R$ 109 milhões na quarta, registram saldo positivo de R$ 3,506 bilhões no mês, graças à abertura do fundo exclusivo do Bradesco que, sozinho, captou mais de R$ 4 bilhões. Os fundos cambiais estão no topo da lista da rentabilidade, com retorno de 13,28% neste mês.
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29/09/2008 - 18h:10


Acabou a história de consumidores prejudicados por não conseguirem ler as letras ´miúdas´ nos contratos de prestação de serviço, como os de TV a cabo e internet. Na última terça-feira, foi publicada no Diário Oficial da União a nova Lei 11.785, que estabelece que a fonte usada nos documentos deve ter tamanho no mínimo 12. Assim, as pessoas teriam condições de conhecer os termos contratuais sem nenhum impedimento visual.



De acordo com informações do Procon, a legislação publicada no Diário Oficial da União prevê uma punição às empresas que descumprirem as novas regras. As multas poderão variar de R$ 212 a R$ 3,1 milhões. Essas autuações poderão ser aplicadas a qualquer prestador de serviço que apresentar aos clientes documentos com letras pequenas ou com textos sem precisão - ou mesmo que permitam dupla interpretação. Essa proposta havia sido criada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) para fortalecer o artigo 54 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).



De acordo com o Procon, o projeto apenas reforça o que já estava previsto no CDC, mas que até então não vinha sendo cumprido em boa parte das empresas. Segundo a entidade, o inciso 3º do artigo 54 dessa legislação deixa claro que os contratos devem ser escritos de forma clara e compreensível, ou seja, o tamanho da letra deve ser satisfatório para o entendimento do consumidor.



Contudo, explica o advogado Diego da Costa Aguiar, especialista em direitos do consumidor, a mudança só passará a valer para os contratos assinados a partir da publicação do texto no Diário Oficial da União. ´Quem de alguma forma já foi prejudicado pelo contrato escrito com letras muito pequenas não será beneficiado por essa nova lei, pois ela não é retroativa´, explicou.



Essa mudança pode parecer pequena, mas é bastante significativa, segundo Aguiar. O advogado esclarece que essa diferença é crucial, sobretudo em casos de consumidores idosos ou com problemas visuais. ´Há inúmeros pessoas que deixam de entender cláusulas importantes porque têm dificuldades para ler as letras miúdas. A isso, soma-se o fato de que muitos contratos são escritos de forma confusa, aumentando os riscos de problemas´.



Segundo informou o Procon, essa lei vai afetar os contratos de adesão, entre um prestador de serviços e um consumidor, mas sem que o contratante possa modificar nenhum dos termos estabelecidos: o cliente assina o documento apenas se concordar com as condições, mas, se não consegue ler os detalhes, não tem condições de saber se vai ou não ser prejudicado de alguma forma.
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29/09/2008 - 18h:01


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SÃO PAULO -  O Vale do Paraíba produz, conforme o Centro de Estudos Apícolas (CEA) da Universidade de Taubaté (Unitau), cerca de 500 toneladas de mel, reunindo mais de 200 apicultores, com faturamento anual bruto estimado em R$ 5 milhões. Os números não são oficiais, mas alguns municípios da região estão buscando valorizar e organizar a cadeia apícola, para melhorar a renda das propriedades, principalmente de produtores familiares.

Os exemplos mais evidentes disso ocorrem nos municípios de Monteiro Lobato e Pindamonhangaba, onde há projetos para profissionalizar os apicultores e construir casas de beneficiamento da produção.Em Monteiro Lobato, o bairro da Pedra Branca concentra 15 dos 20 apicultores ligados à Associação dos Pequenos Produtores e por isso sediará a casa de beneficiamento.



Financiamento



O projeto foi um dos dez escolhidos pelo governo federal para receber um financiamento de R$ 40 mil. "Há dois anos havia um grupo se organizando para formar um núcleo de apicultores na associação. Quando surgiu o edital do governo federal entramos e fomos contemplados", explica a bióloga Lídia Maria Carelli Barreto, que coordena o CEA/Unitau, responsável pela execução do projeto, junto com a prefeitura.



"É uma equipe multidisciplinar integrada por alunos da Unitau, como Ciências Agrárias, Biologia, Arquitetura e Comunicação", diz Lídia.



A casa do mel vai ocupar uma casa antiga do Acampamento Recanto do Sauá, cedida pelo proprietário André Ceruks, também apicultor. Até outubro a casa deverá estar pronta para vistoria, e ainda este ano iniciará o beneficiamento da produção.



Em um ano, os 20 apicultores beneficiados pelo projeto conseguiram avanços significativos, graças às orientações da universidade e ao acompanhamento técnico da veterinária Marilúcia Lamoglia, da prefeitura de Monteiro Lobato. "Os objetivos de gerar renda e melhorar a qualificação estão sendo alcançados. Com o beneficiamento da produção, fecharemos um ciclo importante."



Na ponta do lápis, as contas são otimistas em relação ao impacto na renda dos produtores, sobretudo quando, na segunda fase do projeto, programada para o ano que vem, for construído um ponto de vendas no centro da cidade.



Programação visual



Para essa fase, os universitários já fazem estudo da programação visual, incluindo embalagem e logomarca. Hoje, os apicultores recebem noções de custos de produção, após terem passado por um treinamento em um apiário-escola e por aulas práticas nas propriedades de cada um. "Hoje a produção quintuplicou", diz Lídia.



Da média de 10 quilos por colméia, já há produtor que passou para 52 quilos/ano. Calcula-se uma produção de 20,8 toneladas por ano. Isso apressa a necessidade de pôr em funcionamento a Casa do Mel, para tirar os apicultores da clandestinidade, gerando mais de R$ 100 mil de renda no meio rural.



"O pessoal desanima se não tem onde e como vender o mel", diz o apicultor André Ceruks. Ele, que sempre produziu mel para consumo próprio e para seu acampamento, planeja chegar a 20 colméias. "Vamos vender mel sem medo."



Para a presidente da Associação, Maria Conceição dos Santos Silva, a expectativa é ótima, com relação à possibilidade de beneficiar e certificar o mel. "A Casa do Mel é um passo importante", diz. No seu sítio, no Bairro São Benedito, ela tem 15 colméias e já conseguiu dobrar a produtividade só modificando o manejo.
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