Edilson Nascimento

“Sou negro, abomino qualquer tipo de discriminação”, defende-se Alexandre Pires

Segunda-Feira, 14 de Maio de 2012 as 21h:46
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“Sou negro, abomino qualquer tipo de discriminação”, defende-se Alexandre Pires "Era só uma brincadeira mas o clipe da música Kong virou polêmica" (Foto internet)

Cantor fala pela primeira vez sobre o polêmico clipe que o levou a ser acusado de racismo.

Polêmica: acusações de racismo a um vídeo em que Alexandre Pires, o jogador Neymar e o cantor Mr. Catra aparecem fantasiados de macacos. Alexandre Pires fala pela primeira vez sobre o caso, em entrevista à repórter Graziela Azevedo.

A ideia era fazer aquilo que hoje em dia tanta gente faz.

“Era uma brincadeira para a internet”, diz Alexandre Pires.

Mas como se trata de Alexandre Pires, a ideia veio em forma de música e dessa vez, segundo ele, a inspiração foi um famoso personagem do cinema.

“Quando surgiu a música, e a música falava de Kong, me veio à cabeça o quê? O filme do King Kong, que tem aquela cena que ele está cortejando a moça, aquela coisa do personagem do filme. E nisso me veio à cabeça 'poxa, vamos fazer um clipe dos gorilas, macacos, que estão fugindo da floresta e invadindo uma cidade, onde eles vão entrar num bairro residencial e invadir uma casa'. Foi daí que surgiu essa ideia”, conta o cantor.

Aí, sem maiores produções, se junta uns amigos. Só que os amigos dele são: o funkeiro Mr. Catra, Neymar...

“O Neymar, eu liguei para ele. Neymar tinha acabado de receber um prêmio do gol mais bonito do ano. Aceitou mais que de imediato participar. Convidei o Catra”, conta Pires.

Antes mesmo do clipe ficar pronto a dancinha do Kong ganhou o mundo. Daniel Alves, que sabia da novidade, fez um gol pelo Barcelona em janeiro e comemorou com a dança.

Em seguida, o clipe do Kong caiu na rede e se espalhou feito rastilho de pólvora.

Era só uma brincadeira, é o que o Alexandre Pires garante, mas o clipe da música Kong acabou se transformando num momento de tristeza.

“Em momento algum eu imaginei que um dia eu fosse acusado de racismo no meu próprio trabalho”, diz Alexandre Pires.

Aconteceu. Entidades que combatem o preconceito reclamaram.

“Ao você trabalhar um conteúdo com pessoas negras vestindo essa fantasia, isso nos remete automaticamente a uma associação ao racismo. Se é na internet, é um racismo virtual”, avalia o sociólogo Aguinaldo Neiva.

A ouvidoria da Secretaria da Igualdade Racial pediu que a Procuradoria da República investigasse o que considerou conteúdo "que reforça os estereótipos contra a população negra e da mulher como símbolo sexual”.

“Esse clipe reproduz e reforça uma associação negativa. A figura do macaco tem sido historicamente mais utilizada para desumanizar a população negra”, aponta Carlos Alberto de Souza e Silva Jr, ouvidor da Secretaria de Igualdade Racial.

“O primeiro passo foi ouvir o autor da música, e agora o Ministério Público Federal vai ouvir as entidades do Triângulo Mineiro para poder tomar uma decisão a respeito do procedimento ou não”, diz o procurador da República Frederico Pelutti.

Em seu apartamento em Uberlândia, junto com a família, Alexandre diz como se sentiu com as acusações: “Eu fiquei chocado, assustadíssimo com isso. Eu sou negro. eu abomino qualquer tipo de discriminação, seja racial, seja social. E não vejo esse videoclipe como uma piada ou algo parecido. Eu vejo isso como uma descontração, uma música”.

Alexandre conta que já foi vítima do preconceito, acha que atitudes racistas como as que já aconteceram no futebol devem ser punidas.

“Você já viu a cena do pessoal jogando banana?”

“Já. Inclusive tenho amigos que sofreram isso. Roberto Carlos, que é um amigo, irmão, que passou por isso”, diz o cantor.

Assim como defende a punição, ele defende também a liberdade.

“O que eu quero? Respeito à minha liberdade. Não concordo com isso. E ao mesmo tempo, fiquei profundamente chateado pelo motivo maior, que chama-se racismo. Isso é uma coisa que eu abomino”.

O músico e hoje deputado Tiririca, que já foi acusado e inocentado de fazer música preconceituosa, deu sua opinião: “Acho que é bobeira. É uma galera que está querendo fazer barulho numa coisa que não existe”, diz Tiririca.

Mas a polêmica está aí, e como toda discussão serve para que cada um pense, tire suas conclusões. Alexandre Pires garante que o objetivo dele não foi esse e, menos ainda, o de ofender.

“Eu sinceramente acho que isso devia parar já. Acho uma bobagem, acho que tem coisas mais interessantes e mais importantes pra gente se preocupar do que um momento de alegria, de descontração que a gente quis passar para as pessoas que acompanham meu trabalho. Só isso”, garante o cantor.

Fonte: Fantástico da Rede Globo

Situação profissional do negro em relação ao branco ainda é desigual no Brasil

Segunda-Feira, 14 de Maio de 2012 as 21h:34
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Situação profissional do negro em relação ao branco ainda é desigual no Brasil Negros só ganham mais em 4% das 438 ocupações do Censo 2010; mulheres, em 11% (Foto internet)

Negros só ganham mais em 4% das profissões

Renda das mulheres supera a dos homens em apenas 11% dos casos

A renda média dos brasileiros que se autodeclararam pretos ou pardos ao IBGE superou a de brancos na mesma profissão em apenas 16 das 438 ocupações listadas pelo Censo 2010, informam Antônio Gois e Alessandra Duarte. A desigualdade é verificada também entre homens e mulheres, com elas superando eles em somente 49 setores. Apesar dessas disparidades, o Censo registra também avanços. Um levantamento feito pelo Laboratório de Estudos sobre Desigualdades Raciais da UFRJ revela que foram as mulheres negras as que obtiveram maior avanço na renda e escolaridade média na década passada.

Desigualdade em trabalhos iguais

Negros só ganham mais em 4% das 438 ocupações do Censo 2010; mulheres, em 11%

Ivone Caetano, de 67 anos, foi a primeira mulher negra a se tornar juíza do Tribunal de Justiça do Rio, há 18 anos. De lá para cá, o país vem registrando diminuição da desigualdade entre negros e brancos e homens e mulheres. Apesar desses avanços, no entanto, Ivone segue como exceção nas estatísticas. É o que mostram tabulações do Censo 2010 feitas com exclusividade pelo GLOBO. Nas carreiras de maior renda, as mulheres e os brasileiros que se autodeclaram pretos ou pardos ao IBGE são, quase sempre, minoria e, mesmo ali, tendem a ganhar menos. Das 438 profissões listadas no Censo, em só 16, ou 4% do total, a renda média dos trabalhadores pretos e pardos supera a dos brancos. No caso das mulheres, o número de ocupações em que a renda média supera a de homens chega a 49, ou 11% do total.

A profissão de Ivone exemplifica bem a desigualdade. Juízes são, segundo o IBGE, a profissão mais bem paga do país, com renda média de quase R$ 17 mil. As mulheres nessa ocupação, no entanto, representam apenas 31% do total, e recebiam, em média, 23% a menos do que os homens juízes.

Entre juízes,só 13% de negros

Encontrar magistrados pretos ou pardos é ainda mais raro. Apesar de eles representarem cerca de metade da população, entre juízes a proporção é de 13%. Excetuando ocupações com número muito baixo de trabalhadores, é a profissão com o menor percentual desse grupo entre todas do Censo. E eles ganham, em média, 14% a menos que seus colegas brancos.

- Na minha profissão, sempre fui tratada com muito respeito, mas há manifestações veladas de preconceito. Como afirmou a (ex-senadora) Marina Silva, "o desvalor da pessoa traz o desvalor da palavra": é ver que o que você diz não é tão levado em conta - afirma Ivone, juíza titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da capital.

Com mãe lavadeira de 11 filhos "abaixo da linha da pobreza", a juíza estudou em colégio público "e particular de baixa qualidade". Aos 18 anos, foi trabalhar como digitadora do IBGE; depois, acumulou o trabalho com outros dois, passando a ter três empregos ao mesmo tempo, para ajudar a família.

- Entrei com 25 anos na faculdade de Direito, e só entrei porque casei: meu marido, engenheiro, tinha condições financeiras, então pude parar de trabalhar e ir estudar. Advoguei e passei para a magistratura em 1994, com 49. Alguém só consegue passar num concurso aos 49 anos e você vai dizer que não há desigualdade? - diz Ivone.

No outro extremo, o das profissões mal remuneradas, a lógica é na mão inversa: pescadores, por exemplo, estão entre as dez profissões com maior proporção de pretos e pardos (72%). A ocupação figura também na lista das dez profissões de pior remuneração média (R$ 396). Mas, mesmo nesse trabalho de pouca qualificação, a renda média de brancos também supera a dos colegas da mesma profissão em 55% (R$ 522 para brancos, R$ 337 para pretos e pardos).

- A gente vê que há bem menos negros na pesca industrial, por exemplo, uma área que tem lucros maiores. Na pesca artesanal é que os negros conseguiram achar suas pequenas oportunidades - diz o pescador José Manoel Rebouças, que se define como mulato "mais para o pardo".

Com 53 anos e na profissão desde os 12, seu Manoel é secretário da colônia de pescadores Z-13, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Diz tirar com a pesca, por mês, média de dois salários mínimos, com os quais sustenta três dos sete filhos que tem, e que moram com ele no Pavão-Pavãozinho; os outros, assim como a mulher, ficaram no Ceará, terra natal do pescador.

Entre as poucas ocupações em que pretos e pardos têm renda superior estão bombeiros, PMs, e atletas e esportistas. Entre as de maior desigualdade, o economista Marcelo Paixão, do Laboratório de Estudos sobre Desigualdades Raciais da UFRJ, destaca que estão muitas de alto prestígio:

- Não basta ao negro "chegar lá". Mesmo chegando, pode ter remuneração proporcionalmente menor.

O sociólogo Simon Schwartzman, ex-presidente do IBGE, concorda que há de fato alguma diferença explicada pela discriminação. Ele pondera, porém, que fatores como idade, nível educacional, lugar de residência e número de horas trabalhadas, que pouco ou nada têm a ver com discriminação no mercado de trabalho, respondem por boa parte da desigualdade.

Um médico branco, por exemplo, pode ter se formado numa universidade de prestígio, enquanto um negro pode ter tido acesso a uma instituição menos reconhecida. Nas estatísticas eles podem parecer iguais, mas o profissional formado numa instituição de melhor qualidade tende a ser mais bem remunerado no mercado de trabalho. Neste caso, a desigualdade está no acesso ao curso superior, e não no fato de o empregador pagar menos só pelo fato de o funcionário ser negro.

Também é preciso levar em conta que, como apenas recentemente pretos e pardos aumentaram sua presença em cursos universitários de maior prestígio, na média, eles tendem a ser trabalhadores mais jovens, com menos experiência e que, também por isso, ganham menos.

Ainda que o o Censo de 2010 registre desigualdades persistentes de gênero e cor, é preciso considerar que houve avanços. Contas feitas pelo Laboratório de Estudos sobre Desigualdades Raciais da UFRJ revelam que os grupos que registraram os maiores aumentos de renda e escolaridade na década passada foram, justamente, mulheres e pretos e pardos. Enquanto a renda média de homens brancos subiu apenas 4% no período, já considerando a inflação, a de mulheres brancas aumentou 15%. Homens que se declararam pretos ou pardos registraram acréscimos de 21%. E o grupo que mais avançou foi o de mulheres pretas ou pardas: 28%.

Ainda assim, considerando o total de trabalhadores, o rendimento das mulheres negras representam apenas 39% do que recebe um homem branco. Há dez anos, era 31%.

Fonte: O Globo

Em Teresina a Capoeira é pensada de forma prática e teórica

Domingo, 13 de Maio de 2012 as 20h:09
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Em Teresina a Capoeira é pensada de forma prática e teórica Mestre e contramestres em conversa sobre sua história e vida... (Foto Aranha RDB)

Por Edílson Nascimento

Teresina (PI), Aproveitando as orientações que pegou com o Mestre Tucano, ultimamente o Mestre Touro vem desenvolvendo várias iniciativas teóricas junto com a prática da capoeira, podemos destacar recentemente um momento ímpa, no qual ele reuniu o Mestre Albino, Mestre Diogo, Contramestre Fú-Pagô e Kisinho, dezenas de alunos em um debate no Clube de Jovens Mafrense para tratar da história da capoeira no Piauí. Oportunidade em que foram relatados aspectos essenciais da constituição dessa arte em nosso estado.

Para quem não sabe o Mestre Albino e o Mestre Tucano são considerados os pioneiros da capoeira no Piauí, foram eles os primeiros piauienses a se interessarem em aprender essa arte, aproveitado os conhecimentos trazidos por alguns professores que passaram por Teresina e deixaram para eles muitas informações, que eles aos poucos foram transformando em prática e transmitindo aos seus alunos.

A parti deles muitas pessoas tiveram acesso a capoeira e atualmente desenvolve esse esporte no Piauí e no mundo. Uma história significativa e que tem muitos aspectos que ainda passam despercebidos, mesmo com todos os estudos desenvolvidos a esse respeito, porque alguns capoeiristas já despertaram para a necessidade da pesquisa como meio de afirmação social desse arte.

Foi justamente para tratar de alguns aspectos que as vezes ficam despercebidos por muitos alunos a respeito da capoeira do Piauí, que o Mestre Touro reuniu, os pioneiros dessa arte para dialogarem a respeito da mesma. Então quem ganhou foi quem participou dessa aula de vida, que envolveu tudo que se tem direito nessa arte, culminando com uma boa conversa.

Outro aspecto explorado pelo Mestre Touro nos ultimos dias foi o jogo de angola, na última sexta-feira (11), no Clube Jovens Mafrense, aconteceu uma aula, teórica e prática, na qual foram tiradas várias dúvidas a respeito desse jogo, tão falado no mundo da capoeira e que poucos capoeiristas conhecem.

O jogo de angola tem um jeito de ser especial, que enpolga os mais antigos e os mais jovens, segredos que só quem sabe e vive podem senti e repassar. Foi justamente para esclarecer alguns desses segredos que o Mestre Touro abriu essa aula, que foi muito proveitosa nesse sentido.

Encontro de mulheres quilombolas em Paulistana cria delegação piauiense para encontro nacional

Domingo, 13 de Maio de 2012 as 19h:24
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Encontro de mulheres quilombolas em Paulistana cria delegação piauiense para encontro nacional oportunidade de discussão para as mulheres quilombolas do PI... (Foto internet)

Paulista, PI - O I encontro estadual de mulheres quilombolas do Piauí acontece nesse mês de maio. O evento começou no dia 13 de maio e está previsto para encerrar no dia 16, na comunidade quilombola Contente, município de Paulistana.

O tema do encontro é: mulheres quilombolas combatendo os impactos sociais, ambientais e culturais. A expectativa é que participem mais de 400 pessoas.

A Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado do Piauí – CECOQ-PI foi iniciado 1989 por um pequeno grupo que ao longo destes anos vem se ampliando. Trabalho que tem como objetivos principais: Ressignificar a história dos negros e negras no Brasil, preservar e valorizar a cultura afro-pindoramica no Estado do Piauí e combater o racismo, o preconceito e a violência em geral e a luta em defesa dos direitos do povo quilombola no Piauí e no Brasil.

Para isso, a CECOQ-PI vem trabalhando principalmente através da organização e formação das comunidades, mantendo permanentemente um trabalho de formação política e social que envolve crianças, adolescentes, jovens, adultos 3º idade, homens e mulheres de todas as comunidades identificadas pela CECOQ-PI no Estado do Piauí.

O trabalho da CECOQ tem contribuído tanto para a ressignificação da identidade e da autoestima do povo negro, quanto para desenvolver as potencialidades dos (as) participantes, favorecendo assim a profissionalização e fortalecendo as comunidades.

Todo este trabalho tem como enfoque o aspecto cultural, ambiental e social das comunidades e a geração de oportunidades, principalmente para as mulheres que sofrem duplicidade de discriminação.

O I Encontro Estadual de Mulheres Quilombolas do Piauí tem também como meta garantir as mulheres quilombolas do Piauí oportunidade de discussão para o empoderamento da mulher na sociedade para que as mesmas ocupem seus espaços e participem com poder de decisão. E retirar as delegadas e construir propostas para as mulheres quilombolas do Piauí para serem discutidas no Encontro nacional das mulheres quilombolas que será em Setembro de 2012 em Brasília - DF.

Fonte: Ascom

Racismo é um dos principais dramas na nova Carrossel

Domingo, 13 de Maio de 2012 as 01h:49
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Racismo é um dos principais dramas na nova Carrossel em cena da novela "Carrossel" (Foto divulgação)

História do menino pobre Cirilo, que se apaixona por Maria Joaquina, uma colega de classe arrogante, volta à tela: "O preconceito vai existir e será forte como na versão original", diz a autora Iris Abravanel

SÃO PAULO - Em sua quarta empreitada como teledramaturga, Iris Abravanel promete não se intimidar com a patrulha do politicamente correto. A adaptação de Carrossel assinada pela mulher de Silvio Santos, que estreia em 21 de maio às 20h30m no SBT, vai abordar o racismo da mesma maneira que a original mexicana de 1989. Negro e pobre, o menino Cirilo (Jean Paulo Santos) se apaixona por uma colega de classe na escola Mundial, a arrogante e preconceituosa Maria Joaquina (Larissa Manoela). Ela o despreza por se achar superior e não mede palavras para ofendê-lo e humilhá-lo.

- O preconceito vai existir e será forte como na versão original. É uma forma de lidarmos com a verdade e dos pais dialogarem com os filhos sobre o assunto. Lembro que quando a versão mexicana era exibida no SBT, minha filha Renata acordou uma noite chorando por causa do sofrimento de Cirilo - disse Iris em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira no SBT.

A adaptação preservou o enredo original, mas trouxe as situações para os dias atuais. Para a autora que já escreveu cerca de 150 do total de 260 capítulos, uma importante atualização foi tratar do uso excessivo de tecnologia.

- Nesses 20 anos, muita coisa mudou e mudou para pior. Violência, trânsito e o uso exagerado da tecnologia serão abordados na novela - explicou a autora, completando que a revolução tecnológica tem também seu lado positivo: - Com as possibilidades que temos hoje para criar efeitos visuais, pude investir em cenas de sonho e imaginação infantil.

Para recriar a professora Helena, interpretada por Rosanne Mulholland, Iris contou que se inspirou em Kate Middleton:

- Kate é a princesa moderna, assim como a professora Helena, toda arrumadinha.

No elenco fixo de 17 crianças, alunos do terceiro ano da escola Mundial, está a apresentadora Maísa Silva, que interpreta Valéria.

- Ser a Valéria está sendo muito especial. Ela é alegre, sorridente, mas sabe também ser brava. Estou achando legal poder trabalhar trejeitos e mudar o visu, abandonar os cachinhos, o sapatinho de boneca - disse Maísa.

A novela deve estrear com uma frente de 80 a 90 capítulos gravados, segundo o diretor-geral Reynaldo Boury. Apesar das gravações continuarem a acontecer com a trama no ar, o diretor descarta a possibilidade de fazer ajustes buscando aumentar a audiência.

- É uma história fechada, não dá para mudar muito. A novela é episódica, vai de um núcleo de alunos para outro, como um carrossel mesmo - avalia o diretor, que considera o horário de exibição adequado: - Talvez fosse melhor entrar no ar 30 minutos mais cedo. Mas não vejo problema. As crianças de hoje em dia chegam tarde do colégio, de seus afazeres.

Fonte: O Globo

Tags: novela, cultura, afro
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