Edilson Nascimento

Carta de Salvador defende soberania, opressão ao racismo e fortalecimento do Estado

0 comentário
Imprimir imprimir
Avalie ( 0 de 5 )
01/02/2010 - 12h:00

Mariana Jungmann e Paula Laboissière

Enviadas Especiais

Salvador - Uma assembleia aprovou hoje (31) os termos da Carta de Salvador, documento final do Fórum Social Mundial Temático da Bahia. O texto faz alguns adendos à Carta de Porto Alegre, aprovada no Fórum Social Mundial 10 Anos.

De acordo com a representante da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Lúcia Stumpf, o documento aborda cinco principais temas, como a soberania nacional por meio da defesa do pré-sal e a oposição à presença de bases estrangeiras no continente sul-americano, sobretudo de bases norte-americanas no Panamá e em Cuba.

O texto também condena a opressão contra a população negra, as mulheres e os homossexuais e pede um Brasil mais democrático, com participação direta do povo nas decisões, além do fortalecimento do Estado como indutor do desenvolvimento.

“Foram 15 falas, várias concordando com o conteúdo da Carta de Porto Alegre e alguns adendos, como um que reivindicou uma presença ainda mais forte da solidariedade no Haiti. Isso já estava presente na carta, mas precisa ficar mais explícito”, disse Lúcia.

Segundo ela, também ficou aprovado um calendário de lutas com assembleia em São Paulo no dia 31 de maio. No ato, os movimentos sociais devem decidir a lista de reivindicações para os candidatos à presidência da República nas eleições deste ano.

“Não é uma assembleia que pretende apoiar qualquer candidatura. Entendemos que esse não é o papel dos movimentos sociais.”

Edição: Juliana Andrade


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2010/01/31/materia.2010-01-31.3658119941/view

comentários

Seja o primeiro a comentar

Nenhum comentário

Deixe seu comentário




Seminário Mulheres Negras Nordestinas contra a Discriminação Racial na Mídia

0 comentário
Imprimir imprimir
Avalie ( 0 de 5 )
01/02/2010 - 11h:57

Com o apoio do Unifem e em parceria com a AMNB, o Observatório Negro realizará, no período de 18 a 21 de março de 2010, o Seminário Mulheres Negras Nordestinas contra a Discriminação Racial na Mídia. Em anexo, vocês encontrarão o convite, release e ficha de inscrição.

O financiamento do Unifem cobre os custos com a mobilização, publicação do Manual de Orientações contra a Discriminação Racial, hospedagem de 30 mulheres de Pernambuco e passagens e hospedagem de 8 mulheres dos demais estados nordestinos. Assim, estaremos selecionando as participantes dos 8 estados que terão todos os custos cobertos, e continuamos buscando outros parceiros no sentido de garantir a vinda de outras companheiras, com o objetivo de ampliar ao máximo este momento que, esperamos será de fundamental importância para todas nós.

Algumas companheiras sinalizaram a possibilidade de vir por conta própria. Assim, informamos que os custos com a hospedagem são de R$ 500,00 por pessoa, incluída a hospedagem em apartamento triplo por todo o período do Seminário (18 a 21 de março), com pensão completa (café da manhã, almoço, jantar e lanches), e material. Pedimos às companheiras que informem com antecedência quanto à possibilidade de participação, para que possamos fazer as reservas e providenciar o material.

Esperamos poder contar com o máximo de companheiras das organizações nordestinas.

Abraços carinhosos,

Ana Paula Maravalho
Conselheira Gestora


Observatório Negro
Rua do Sossego, 253, Sala 02, Boa Vista.
Cep: 50.050.080 Recife-PE
Fone/Fax : 55 81 3423-1627
Celular: 55 81 9421-1435
E-mail : observatorionegro@gmail.com

comentários

Seja o primeiro a comentar

Nenhum comentário

Deixe seu comentário




Oficina de Readequação do Planejamento das Atividades do FENEMA para 2010

0 comentário
Imprimir imprimir
Avalie ( 0 de 5 )
01/02/2010 - 11h:55

São Luís(MA), 29 de janeiro de 2010

DO: Fórum de Entidades Negras do Maranhão-FENEMA

Para: Comunidades Quilombos, Terreiros de Religião de Matriz Africana, Organizações, Entidades e Grupos do Movimento Negro dos Municípios Maranhenses.

CONVITE

Prezados Companheiros e Companheiras de luta,

O Fórum de Entidades Negra do Maranhão-FENEMA, estará realizando no dia 06 de fevereiro de 2010 (sábado), das 08h:30 min às 16:00h, no Auditório pequeno do Sindicato dos Bancários, (Rua do Sol, nº 413 – Centro, em São Luís-MA – Fone (98) 3311-3500), a Oficina de Readequação do Planejamento das Atividades do FENEMA para 2010. Na oportunidade será discutido a infra-estrutura organizativa e política do FENEMA, assim também como a participação nas atividades nacionais do Movimento Negro Brasileiro.

Por está razão vimos convidar 02 (dois) representantes de sua entidade, organização, grupo e comunidade de terreiro e de quilombo, para participar da referida oficina. A comissão organizadora está garantido hospedagem e alimentação para os representantes dos municípios maranhenses. Informamos que a hospedagem dos representantes dos municípios, será no próprio Sede do Sindicato dos Bancários-MA.

Solicitamos dos companheiros(as) do movimento negro dos municípios, o esforço junto as Prefeituras, as Secretárias Municipais e departamentos de Igualdade Racial, os Sindicatos de Trabalhadores(as) Rurais-STTR e os Movimentos Sociais do seu município no sentido de solicitar o apoio na viabilidade de passagens de (ida e volta) de 02 representantes do movimento negro e quilombolas, para que os mesmos possam participar em São Luís-MA desta importante oficina.

Em anexo um breve histórico sobre o FENEMA.

Solicitamos que confirme a participação de sua organização através dos contatos:

- Centro de Cultura Negra-CCN: Ivan ou Maurício - (98) 3249-4938 e 9158-0032;
- Conselho Municipal de População Afro-Descendentes de São Luís
(COMAFRO) Sr. Benizo – (98) 8841-0048
- Articulador do FENEMA/PRENEC: Jairon - (98) 9122-1990
E-mail’s: comafrosaoluis@gmail.com e fenema.maio91@gmail.com





DO: Fórum de Entidades Negras do Maranhão-FENEMA

Para: Entidades, Organizações, Grupos, Terreiros de Religião de Matriz Africana, Comunidades Quilombos, Blocos Afros e Militantes do Movimento Negro.



Prezados Companheiros e Companheiras,

Estamos encaminhando para vosso conhecimento um breve histórico sobre o FENEMA.

Histórico do FENEMA:
O Fórum de Entidades Negras do Maranhão-FENEMA, é formado por organizações, entidades e grupos do movimento negro do Estado do Maranhão que tem buscado congregar idéias da população negra do Estado, que possibilite articular, mobilizar, incentivar, propor ações de caráter contra o racista e suas manifestações: discriminação racial e preconceito racial, compreendendo a luta da população negra no Estado do Maranhão, como forma de discutir e apontar mecanismo de superação das diferenças de desigualdade racial existente no Estado.
O FENEMA foi criado em 04 de junho de 1991, na ocasião da realização do I Encontro Estadual e Nacional de Entidades Negras-ENEN, realizados o estadual em São Luís-MA em junho de 1991 e o nacional em São Paulo-SP, no período de 14 a 17 de novembro de 1991, com o objetivo de congregar as políticas étnico racial da população negra do Maranhão e do Brasil, mantendo-se como principal interlocutora das organizações e entidades do Movimento Negro Brasileiro.
O FENEMA teve sua rearticulação a partir da realização da Assembléia Estadual do Congresso de Negros e Negras do Maranhão-Pré-CONNEB Nacional, realizada em São Luís-MA, nos dias 14 e 15 de dezembro de 2007, no Auditório do Colégio Santa Tereza, com a participação de 33 organizações e entidades do movimento negro do Maranhão de vários seguimentos da questão étnico-racial.
O FENEMA, busca dialogar sobre os avanços e perspectivas da população negra no Maranhão, como forma de expandir o conjunto das organizações, entidades e da população negra rumos das políticas públicas e implementação das mesas que levem em consideração as peculiaridades do negro (a) no Estado.
O Maranhão, por ser o 3º Estado de concentração negra, busca entender as transformações e realidades em que se encontra a população negra da zona rural e urbana do estado.

Objetivos do FENEMA:
- Levar ao conhecimento da população negra em geral sobre as relevâncias de lutar pelos seus direitos étnico-racial;
- Propor e contribui com o entendimento sobre a política de ações afirmativas e políticas sociais para população negra;
- Denunciar e combater os casos de racismo, preconceito e discriminação racial e social contra a população negra;
- Possibilitar a troca de informações, articulação e mobilização com o conjunto das entidades, organizações e grupos do movimento negro maranhense, em defesa de seus direitos conquistados ao longo dos seus 30 anos (1979/2009) como organização política da sociedade civil.

Breve histórico sobre o I e II Encontro do MN-MA:

Os Encontros do Movimento Negro do Maranhão, (I Encontro M.N-MA) realizado nos dias 04 e 05 de junho de 1991, teve como objetivo de discutir a participação do Maranhão pela ocasião da realização do I Encontro Estadual e Nacional de Entidades Negras-ENEN, com o objetivo de congregar as políticas étnico racial da população negra do Maranhão e do Brasil, mantendo-se como principal interlocutora das organizações e entidades do Movimento Negro Brasileiro. O (II Encontro, realizado em setembro de 2000), com o tema: “Movimento Negro Ano 2000” e teve como objetivo de discutir as proposta e reivindicações das entidades, organizações do movimento negro e comunidades quilombolas, da Marcha Zumbi 300 anos (realizado em Brasília-DF, no dia 20 de novembro de 1995), referente às políticas sociais de promoções de igualdade racial para população negra brasileira, que estava sendo implementadas pelo governo federal “FHC” através do Grupo de Trabalho Interministerial de Valorização da População Negra, Coordenadas pelo Ministério da Justiça e pelo Ministério da Cultura/Fundação Cultural Palmares. Também no II Encontro foi discutir os avanços e expectativas do movimento negro maranhense para século XXI. Os referidos encontros estaduais foram realizados em São Luís-MA, no Sítio Pirapora, Bairro Santo Antonio.
Proposta de se realizar o III Encontro do Movimento Negro do Maranhão, na Cidade de Codó-Maranhão, por ser a segunda cidade do Maranhão em perceptual de população negra do estado 45 %. O referido encontro tem como sugestão de ser realizado no período de 13 a 15 de maio de 2010, com a sugestão de Tema Central: 30 Anos do Movimento Negro Organizado no Maranhão – Histórias, Lutas, Conquistas e as Expectativas futuras para MN . E também discutir e avaliar as políticas publicas sociais para população afro-descendente, que estão sendo implementada por vários programas do governo federal , através dos ministérios e órgãos estaduais e municipais de Igualdade racial, durante o período de 2003 a 2009.
Observação: Caso não teremos apoios dos gestores estaduais e municipais de Igualdade Racial para realização do evento em Codó-MA, o referido encontro poderá ser realizado em São Luís-MA.
Ao mesmo tempo, vimos informar as entidades e organizações do movimento negro do Maranhão que aderiram a fazer parte do FENEMA, conforme a realização da Plenária Estadual das Entidades do Movimento Negro do Maranhão, realizada no dia 28 de outubro de 2007, da Assembléia Estadual de Negros e Negras do Maranhão-Pré-CONNEB, realizada nos dias 14 e 15 de dezembro de 2007 e da Plenária Estadual do dia 16 de fevereiro de 2008, as Entidades, Organizações e Grupos do Movimento Negro do Maranhão, decidiram pela rearticulação do FENEMA (fundado em 05 de maio de 1991) FÓRUM DE ENTIDADES NEGRAS DO MARANHÃO-FENEMA. Conforme o regimento estadual Interno do CONNEB apresentado e aprovado pelos representantes das entidades e organização abaixo discriminadas que participaram dos referidos eventos acima citados e realizados em São Luís-MA.


01 - Centro de Cultura Negra do Maranhão-CCN-MA;
02 - Pré-Vestibular para Negros e Carentes-PRENEC;
03 - Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa-GMNM;
04 - Companhia de Dança Officina Affro;
05 - Bloco Afro Didará - São José de Ribamar/MA;
06 - Entidade do Movimento Negro Afro Aruanda – São José de Ribamar/MA;
07 - Agentes de Pastoral Negro-APN’s;
08 - Agontinmê – Instituto de Estudos e Pesquisas da Africanidade;

09 - Centro de Formação para Cidadania-AKONI;
10 – Terra de Preto - Organização de Comunicação e Educação Popular
11 – Centro de Conscientização Negra de Pedreiras-CCNP-MA;
12 – Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas-ACONERUQ;
13 – Grupo de Conscientização Negra Omnirá de Cururupu-MA,
14 – Associação Cultural Bloco Afro Omnirá-São Luís-MA;
15 – Associação Cultura Bloco Afro Abibimã;
16 – Grupo de Dança Afro Malungos-GDAM;
17 – Federação de Umbanda e Cultos Afros Brasileiro/Maranhão;
18 – Grupo de Negros Palmares Renascendo de Bacabal-GNPR;
19 – Companhia de Dança Afro e Popular Akyloã;
20 – Associação Cultura Afro Netos de Nanã;
21 – Movimento Negro de Bacuri-MA;
22 – Grupo de Capoeira Angola Mandingueiros da Amanhã;
23 – Centro de Cultura Negro Cosme de Imperatriz-MA.

Vimos informar que o FENEMA não é uma articulação fechada, poderão participarem todas as entidades e organizações do Movimento Negro do Maranhão.

Achamos importantes as entidades e organizações somarmos força para que tenhamos êxito em nossas ações e propostas políticas de ações afirmativas para defende os direitos da população negra da zona urbana e rural do Estado do Maranhão e do Brasil.

Saudações Quilombolas !

São Luís(MA), 29 de janeiro de 2010

Ivan Rodrigues Costa
Pela Comissão Provisória de Articulação e Mobilização do FENEMA/CCN-MA.

comentários

Seja o primeiro a comentar

Nenhum comentário

Deixe seu comentário




Salvador sai na frente em defesa das ações afirmativas e cotas

0 comentário
Imprimir imprimir
Avalie ( 0 de 5 )
30/01/2010 - 14h:36

Salvador - Uma plenária de entidades do Movimento Social prevista para o próximo dia 04 de fevereiro, quinta-feira, na Biblioteca Central, do bairro Barris, em Salvador, abrirá a campanha Afirme-se! Pela Manutenção no STF das Políticas de Ação Afirmativa no Brasil.

A proposta é que a campanha atinja repercussão nacional, com a fixação de out-doors nas principais vias das grandes cidades brasileiras e a mobilização das entidades e militância negra e anti-racista em todo o país, em defesa das ações afirmativas. Nos dias 03 e 5 de março, acontecerá a audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal, que dará início as discussões sobre a constitutionalidade das cotas nas Universidades Públicas.

Até o momento, cerca de 90 universidades já adotaram, por decisão de seus Conselhos Universitários, algum tipo de cota ou ação afirmativa.

Campanha

A campanha, segundo um dos seus idealizadores – o jornalista Fernando Conceição –, tem com objetivo despertar a sociedade brasileira para o risco do fim das políticas de ação afirmativa que beneficiam os setores historicamente excluídos e marginalizados do país, em especial negros e indígenas.

Caso o STF julgue inconstitucional a adoção dessas políticas, será o fim das cotas e das ações afirmativas para negros e indígenas, com repercussão, inclusive, nas empresas que já adotaram essas políticas como forma de reduzir a desigualdade social.

Cotas

O sistema de cotas se tornou conhecido a partir da experiência dos EUA na década de 60, ao ser adotado pelos Governos Kennedy e Lindon Jonhson, sob influência e pressão do movimento dos direitos civis liderado pelo reverendo Martin Luther King e por Malcom X, entre outros.

No Brasil, as políticas de ação afirmativa passaram a ser adotadas por Universidades e empresas, a partir de 1.995, quando o Estado brasileiro reconheceu a existência de Racismo e se intensificaram após a III Conferência Mundial contra o Racismo e a Intolerância Correlatas, realizadas em Durban, na África do Sul, em 2.001.

Ação de Inconstitucionalidade

Tramita no STF uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade movida pelo DEM (Democratas), em que os seus autores argumentam que as cotas violam a Constituição, em especial, ao artigo 206.

Também na sociedade as políticas de ação afirmativa e de cotas tem enfrentado resistência por parte de setores da Academia, como a antropóloga Yvone Maggie, da UFRJ, do sociólogo e geógrafo Demétrio Magnolli, e da grande mídia liderados por Ali Kamel, diretor de jornalismo da poderosa Central Globo de Jornalismo.

Kamel e Magnolli – este último articulista do Estadão – escreveram livros que ganharam enorme visibilidade por fazerem a apologia ao anti-cotismo.

Fonte: Afropress

comentários

Seja o primeiro a comentar

Nenhum comentário

Deixe seu comentário




Governo rebate acusações de MNU

1 comentário
Imprimir imprimir
Avalie ( 0 de 5 )
30/01/2010 - 13h:32

Brasília - Por meio de sua Assessoria de Comunicação Social, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) do Governo Federal, rechaçou em Nota as acusações do advogado Onir Araújo, dirigente do MNU e advogado do Quilombo dos Silva, de Porto Alegre.

Em entrevista à Afropress e Coletivo Catarse, de Porto Alegre, Araújo acusou a SEPPIR de ter protagonizado "uma negociata e traído a luta quilombola", ao anunciar a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial no final do ano passado. Ele acrescentou que a SEPPIR foi coadjuvada pelas entidades que dão sustentação ao Governo no Movimento Negro, entre as quais citou a Coordenação Nacional das Entidades Negras (CONEN) e a União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), ligadas respectivamente ao PT e ao PC do B.

Nota

Na Nota divulgada no início da tarde desta quinta-feira (28/01), a SEPPIR afirma que, ao contrário da denúncia do dirigente do MNU, desde a proposição do Estatuto, em 1.997, "foram registrados avanços significativos na implementação de novos instrumentos de promoção da igualdade racial por parte do Governo".

“O que ocorreu através de intenso diálogo entre segmentos importantes do movimento negro, parlamentares de amplo espectro partidário e órgãos do governo, com o objetivo de propiciar maior participação dos interessados no assunto”, afirma Rafael Rodrigues.

Segundo Rodrigues a disposição dos 70 artigos no substituvo ao PL 6264/2005 visa melhorar os eixos de atuação do instrumento normativo. “Os artigos que que tratavam de assuntos específicos inseridos em outros capítulos foram remangejados para a área pertinente, havendo apenas adequação estrutural, sem ferir o sentido original do projeto”, adiantou.

Ele acrescenta que em relação às comunidades remanescentes de quilombos, o PL reafirma e resguarda o direito de propriedade de suas terras, na forma que dispõe o artigo 68 das Disposições Transitórias da Constituição Federal, que é auto-aplicável, dispensando regulamentação.

“O capítulo sobre quilombolas no texto original, com reprodução parcial do Decreto nº 4.887 e da Instrução Normativa nº 20 (que inclusive já foi revogada), criava complicadores legais para a aprovação do Estatuto. Cabe ainda salientar que, mesmo com a supressão do capítulo que tratava especificamente dos direitos das comunidades remanescentes de quilombos, a questão quilombola não perdeu a centralidade no Projeto de Lei”, acrescenta.

Comunidades quilombolas

O texto, segundo Rodrigues, reafirma o princípio constitucional de que as comunidades quilombolas têm direito à propriedade definitiva das terras e, assim, fortalece o Decreto nº 4.887 e o Artigo 68 da Constituição Federal. “Os demais direitos dessas comunidades estão garantidos, de forma transversal, ao longo de todo o texto”, frisa a Nota.

Ele citou como exemplos os artigos 10, 14, 20, 33, 34, 35 e 36, que tratam dos direitos das comunidades de remanescentes de quilombos.

Estatuto

O embrião do Estatuto da Igualdade Racial surgiu em 1.997 com o PL 75 do então senador Abdias do Nascimento, que defendia medidas compensatórias para que os negros alcançassem sua “autonomia social”
A iniciativa seria posteriormente retomada, em 1.999, com o PL 1.868 do deputado carioca Luiz Salomão e com o PLS 650 do senador José Sarney.

Em 2000, o então deputado Paulo Paim retomou a iniciativa com o PL 3.198, que seria reapresentado pelo próprio Paim já eleito senador, por meio do PLS 213. O projeto, aprovado em versão substitutiva do senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), receberia o Nº 6264 ao ser enviado à Câmara. É este o projeto aprovado pelo acordo de lideranças na Câmara, questionado por lideranças do Movimento Negro e que está em tramitação no Senado.

Fonte: Afropress

comentários

QUILOMBO - 01.03.2010 - 03:46

REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA! Viva Zumbi! Viva Che!Viva Hugo Chávez! Feliz 2010! Conscientização Justiça Prosperidade Solidariedade Fraternidade Amor Paz. Socialismo Quilombolivariano Ao Nosso Povo Viva Brasil! Venceremos Feliz 2010! Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada a elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc. . Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder Zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar as histórias dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam.Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Argentina, Boliviana, Peruana, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King,Malcolm X Viva Oswaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados. Movimento Revolucionário Socialista QUILOMBOLIVARIANO vivachavezviva.blogspot.com/ quilombonnq@bol.com.br Organização Negra Nacional Quilombo O.N.N.Q. Brasil fundação 20/11/1970 por Secretário Geral Antonio Jesus Silva

Deixe seu comentário




Prêmio incentiva cultura afrobrasileira

0 comentário
Imprimir imprimir
Avalie ( 0 de 5 )
30/01/2010 - 13h:31

Rio - O Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves (CADON), em parceria com a Fundação Palmares e a Petrobras promovem o 1° Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras, que dará prêmios em dinheiro para projetos culturais que tenham a estética negra.

A idéia do Prêmio nasceu da percepção dos organizadores de que não havia no país Editais que incentivassem a produção afrodescendente. O objetivo é valorizar a cultura negra e suas manifestações contemporâneas.

As inscrições para artistas, grupos e companhias de teatro, dança ou artes visuais com trabalhos voltados à estética negra poderão ser feitas até o dia 05 de março pelo site www.premioafro.org, onde o Edital de seleção poderá ser consultado.

Podem participar pessoas físicas ou jurídicas, de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, legalmente constituídos ou não, mas que possuam comprovação de histórico artístico com ênfase na cultura afrobrasileira.

Na categoria de artes visuais serão contemplados artistas (individual), coletivos de artistas, agentes, produtores e produtoras das áreas de fotografia, pintura, grafite, escultura, gravura, instalação, design, arte tecnológica, multimídia, arte contemporânea, entre outras expressões das artes visuais; nas de dança e teatro, artistas independentes, companhias, associações e cooperativas com projetos artísticos de montagem ou remontagem de espetáculo.

Serão premiados 20 projetos selecionados em cinco regiões do Brasil, quatro em cada uma delas, totalizando R$1.100.000,00 em prêmios.

Segundo Ruth Pinheiro, presidente do CADON, o prêmio foi concebido após o II Fórum Nacional de Performance Negra, realizado no Teatro Vila Velha, em Salvador em 2005, quando foi debatida a falta de editais públicos e linhas de financiamento para trabalhos focados na estética negra.

Fonte: Afropress

comentários

Seja o primeiro a comentar

Nenhum comentário

Deixe seu comentário




Publicações destacam destino dos negros na Alemanha nazista

1 comentário
Imprimir imprimir
Avalie ( 0 de 5 )
30/01/2010 - 10h:40

Pouco se sabe sobre a pequena comunidade negra que viveu na Alemanha
na época do Terceiro Reich. A Deutsche Welle lança um olhar sobre suas
estratégias de sobrevivência durante o regime opressor de Hitler.

Entre 20 mil e 25 mil negros viviam na Alemanha durante o regime
nazista. Quando questionados sobre os negros no Terceiro Reich, os
alemães costumam falar sobre a mostra Afrika Schau. Em seu livro
Hitler's Black Victims (As vítimas negras de Hitler, em tradução
literal), o pesquisador norte-americano Clarence Lusane descreve
Afrika Schau como uma mostra itinerante iniciada em 1936.

Os responsáveis pelo "show" eram Juliette Tipner, cuja mãe era da
Libéria, e seu marido branco, Adolph Hillerkus. O objetivo do
"espetáculo" era mostrar a cultura africana na Alemanha.

Em 1940, a Afrika Schau foi retomada pela SS e por Joseph Goebbels,
que "esperava que isso fosse útil não só para propaganda e fins
ideológicos, mas também como maneira de reunir todos os negros no país
sob um mesmo teto", escreve Lusane. Para seus participantes, a Afrika
Schau tornou-se um meio de sobrevivência na Alemanha nazista.

Para a historiadora norte-americana Tina Campt, cuja pesquisa trata da
diáspora africana na Alemanha, "era possível que os negros nela
envolvidos a usassem para fins não previstos por quem a organizou. Se
por um lado a Afrika Schau desumanizou pessoas, por outro lado, para
os participantes, era uma oportunidade de ganhar dinheiro, como também
um local para se comunicar com outros negros".

Contudo, o show não teve sucesso e foi encerrado em 1941. Além disso,
ele não tinha condições de reunir todos os negros no país sob um
pavilhão, possivelmente porque ele só aceitava negros de pele mais
escura, segundo o estereótipo do que era considerado africano.

Os "bastardos da Renânia"

A maioria dos negros de pele mais clara que vivia na Alemanha durante
o Terceiro Reich era formada por mestiços, e um bom número deles eram
filhos dos soldados franceses negros das tropas de ocupação com
mulheres da Renânia.

A existência dessas crianças é e continua sendo de conhecimento
público, porque elas foram mencionadas no livro Minha Luta, de Hitler.
Na Alemanha nazista, eles foram descritos com o termo depreciativo
"bastardos da Renânia".

A Deutsche Welle conversou com o historiador alemão Reiner Pommerin
para descobrir o que aconteceu com estas crianças. "Publiquei um livro
nos anos 1970 sobre a esterilização dos mestiços. Foram crianças
geradas pelas forças de ocupação – principalmente as francesas",
disse.

Seu livro Esterilização dos bastardos da Renânia. O destino de uma
minoria negra alemã 1918 - 1937 enfoca a esterilização da minoria
negra na Alemanha nazista.

Sem plano de extermínio sistemático

Antes da publicação do livro, em 1979, essa informação era
desconhecida para o público. A esterilização de crianças birraciais
foi realizada secretamente porque violava as leis nazistas de 1938. Os
números exatos permanecem desconhecidos, mas estima-se que 400
crianças mestiças foram esterilizadas – a maioria sem o seu
conhecimento, disse Pommerin.

Hoje, o destino dos "bastardos da Renânia" ainda permanece em grande
parte desconhecido. Essa falta de conhecimento pode estar relacionada
à "falta de interesse público em relação a minorias", crê Pommerin. Já
Campt atribui isso ao sigilo por trás do programa de esterilização e à
natureza da Afrika Schau. "Isso tem a ver com o status do Afrika Schau
como espetáculo. Assim, ele foi criado como um espetáculo visual, que
deveria levar as pessoas a vê-lo como uma exibição", complementou.

Segundo Campt, a principal diferença entre a vivência dos negros e a
de outros grupos no Terceiro Reich é a falta de um plano sistemático
de extermínio nazista. Além disso, devido ao pequeno número de negros
que viviam no país, poucos estão dispostos a reconhecer que vale a
pena discutir sobre o destino dessa população.

Apoio a pesquisadores

Além disso, pesquisadores que trabalham nesta área recebem pouco ou
nenhum apoio na Alemanha. Nos Estados Unidos acontece o contrário. Lá
a pesquisa sobre minorias é bem financiada, devido ao legado do
Movimento pelos Direitos Civis.

"Estudiosos alemães negros que pesquisam há anos não necessariamente
obtêm reconhecimento com base em qualificações, com base em se estão
ou não trabalhando dentro de certo tipo de estrutura acadêmica para o
estudo das culturas de minorias", disse Campt.

Embora a publicação do livro de Pommerin sobre a esterilização dos
"bastardos da Renânia" não tenha recebido muito interesse por parte do
público, ele recebeu certa atenção do setor político alemão. Um membro
do Partido Social Democrata questionou se poderia obter os nomes das
vítimas, para que pudessem ser indenizadas.

Pommerin disse à Deutsche Welle que "(o político) pretendia destinar
para isso mais de 2 mil dólares. Eu sabia onde eles moravam, mas eu
não queria incomodar essas pessoas, porque eu poderia dizer que se
tratava mais de interesse político. E eu podia ver as câmeras de tevê
diante das casas nos lugarejos onde o dinheiro seria entregue. E, de
repente, a grande sensação na vila – aqui está alguém que foi
esterilizado".

Autor: Chiponda Chimbelu (rw)

Revisão: Carlos Albuquerque

© Deutsche Welle

Acesse a matéria em www.guiademidia.com.br indo na Agência de Notícias
alemã DW.Word

comentários

Noé Gomes - 30.01.2010 - 17:44

Muito bom o texto, realmente esta é uma parte da perseguição nazista quase ou não explorada. Como achei muito bom o texto fiz a publicação do texto em meu blog, deixo o link da publicação. Parabéns pelo belissimo texto. http://falando-historia.blogspot.com/2010/01/publicacoes-destacam-destino-dos-negros.html

Deixe seu comentário




UNEB é palco de importantes debates do Fórum Social Mundial Temático da Bahia

0 comentário
Imprimir imprimir
Avalie ( 0 de 5 )
30/01/2010 - 00h:31

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) sedia no Campus I, em Salvador, importantes atividades do Fórum Social Mundial Temático da Bahia (FSMT-BA), entre os dias 29 e 31 de janeiro. Com o tema geral Diálogos, diversidade cultural e crise civilizatória, a programação do fórum na UNEB vai abordar assuntos como o pré-sal, o papel da mídia (intolerância, preconceito e racismo), a luta do povo haitiano, energia eólica, inclusão digital, mulher e mercado de trabalho, descriminalização do aborto, história do movimento negro, genocídio da juventude negra, universidade popular, entre outros.
As atividades incluem vários eventos artísticos, culturais e lançamentos de livros.

Segundo a organização do evento na Bahia, devem participar dos debates na universidade os secretários estaduais Osvaldo Barreto (Educação), Valmir Assunção (Sedes) e Luiza Bairros (Sepromi); deputados federais Zezéu Ribeiro e Alice Portugal (PT-BA), senador Paulo Paim (PT-RS); juíza Luislinda Valois, primeira magistrada negra do Brasil; promotor de Justiça (Combate à Discriminação) Almiro Sena; e diversas lideranças dos movimentos sociais, sindicalistas, professores e pesquisadores do Brasil e de outros países.

Além do Teatro UNEB, as atividades do fórum se estendem, nestes três dias, aos departamentos de Ciências da Vida (DCV), Ciências Exatas e da Terra (DCET) e Ciências Humanas (DCH) e outros espaços do campus.

Ascom/UNEB

Fonte: Planeta Universitário

http://www.planetauniversitario.com/index.php?option=com_content&task=view&id=11794&Itemid=1

comentários

Seja o primeiro a comentar

Nenhum comentário

Deixe seu comentário




Facebook não tira do ar sites racistas e causa protestos

0 comentário
Imprimir imprimir
Avalie ( 0 de 5 )
30/01/2010 - 00h:29

A rede social Facebook vem enfrentando um problema cada vez mais grave: o surgimento de sites de ódio, que incitam sentimentos contra grupos sociais diversos, como os indianos que vivem na Austrália. As reclamações são frequentes, porém, os sites não estão sendo apagados pela empresa.

Grupos como o "I think Indian People Should Wear Deodorant" ("eu acho que indianos deveriam usar desodorante"), "Stop Whining Indians" ("parem de reclamar, indianos"), e "Australia: Indians, You Have a Right to Leave" ("Austrália: indianos, vocês têm o direito de ir embora"), não foram excluídos do portal mesmo após protestos e apelos de grupos de direitos humanos e representantes das minorias discriminadas.

Gautam Gupta, secretário da Federação dos Estudantes Indianos, disse que apesar de achar que os sites devem ser excluídos, sua manutenção permite o rastreamento dos grupos de ódio, que podem trabalhar tanto online quanto offline. Gupta acredita que este não é um problema apenas do Facebook, e sim social.

Pelo menos seis grupos australianos especificamente contra os indianos no país ainda estão ativos no Facebook. Entre os mais populares, estão o "Fuck Off - We´re Full" ("danem-se - estamos cheios", numa tradução "amaciada") e o "Speak English or Piss Off!!!" ("fale inglês ou caia fora", idem), que possui 54 mil membros e ganha aproximadamente 2 mil seguidores por semana.

De acordo com o jornal australiano The Sydney Morning Herald, o site "Speak English or Piss Off!!!" recentemente postou uma nota dizendo que estão ganhando a batalha contra o Facebook para manter a página ativa. Já Darrin Hodges, administrador do grupo "Fuck Off - Were Full", não fez apologia, afirmando apenas que a rede é inconsistente em relação à maneira de lidar com os grupos, contando também que o seu foi desativado cinco vezes além de invadido por trolls.

Alex Gollan, criador do grupo "Australians Against Racism & Discrimination" ("australianos contra o racismo e a discriminação"), conta que não é do interesse do Facebook fechar páginas racistas que publicam anúncios, e afirma que o problema cresceu muito e está fora de controle.

Darlene Ford, professora de estudantes indianos na Adelaide¿s Cambridge College, contou que seguiu todos os procedimentos do Facebook para denunciar os sites, e se diz frustrada com a falta de ação da empresa, que não quis comentar os fatos.

Aqui no Brasil existem poucos grupos que incitam a violência no Facebook - provavelmente pelo baixo número de usuários nacionais, já que no Orkut eles são inúmeros, mas é possível encontrar um que discrimina o grupo "emo". Já a Itália desistiu de combater tais sites, depois de uma onda de grupos elogiando o ataque ao primeiro ministro Silvio Berlusconi.

Geek

Fonte: Terra Brasil

http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI4233844-EI4802,00-Facebook+nao+tira+do+ar+sites+racistas+e+causa+protestos.html

comentários

Seja o primeiro a comentar

Nenhum comentário

Deixe seu comentário




Associação Quilombola de África e Laranjituba promovem show de Mestre Jorge e o Banjo de Ouro

0 comentário
Imprimir imprimir
Avalie ( 0 de 5 )
30/01/2010 - 00h:27

O evento será no dia 04, no Teatro do Centur
Lavrador, seringueiro e músico, desde jovem atua na luta contra a discriminação racial e pela valorização da cultura negra na região de Acará e Moju. É um dos responsáveis pela criação do grupo Experimental de manifestações culturais quilombola do baixo Caeté-Africa e Laranjituba. Este é Jorge Trindade, mais conhecido como Mestre Jorge, que se apresenta no próximo dia 04 de fevereiro, no Teatro do Centur, a partir das 20h, com o show “Banjo de Ouro”.

O evento tem como objetivo o fortalecimento da cultura afro-quilombola. Na ocasião vários grupos afro-descendentes participarão do evento, entre eles o Grupo Tradicional Quilombola Kizomba (Mojú), Grupo de Capoeira de África e Laranjituba (Moju), Grupo Mixilhão do Icatú (Moju), Grupo Sancari e o Grupo Sentapeia. Outros músicos da região também estarão no palco junto ao Mestre Jorge.

Mestre Jorge - Sua militância em defesa do povo afro-quilombola se inicia na década de 1940, quando integra a Frente do grupo música de raiz que criara com seus irmãos, em Acará sua terra natal. Com o grupo participa de eventos de música de raiz, toadas de boi, valsa, bolero, dentre outros.

Em 1950, na região ribeirinha do Rio Moju, onde fixou residência, com o apoio de uma série de amigos, inaugura o grupo de expressão cultural de música de raiz, com a proposta de trabalhar pela valorização social do negro através da cultura e da arte, principalmente no que se refere à música sua principal paixão. No primeiro ano de funcionamento, o grupo promoveu eventos onde carimbó, xóte, samba-de-cacete de autoria própria, eram apresentados e faziam a diversão de centenas de pessoas. Jorge, além de cantar sempre procurou meios de promover a iniciação de jovens à cultura popular em geral, objetivando a formação de artistas populares e colaboradores.

Em 1952, inicia as rodadas de mestres oralidade, onde foi o principal contador de estórias. Em 1957, participa de grupo musical formado no intuito de realizar a diversão das famílias da região em morara em Moju.

Entre 1959 e 1965, Jorge e seu grupo, que publica também notícias de outras entidades do movimento negro. Em 1949, realiza a Conferência Nacional do Negro, e, em 1950, o 1º Congresso do Negro Brasileiro. Em 1961, publica o livro Dramas para Negros e Prólogos para Brancos, compêndio com peças nacionais que tratam da cultura negra, entre elas as montadas pelo TEN.

Em 1968, devido à perseguição política, Abdias abandona o país, num exílio que dura até 1981. Com a dissolução do Teatro Experimental do Negro, Abdias deixa de atuar e dirigir para o teatro, e sua militância ganha novas formas. Fora do Brasil, atua como conferencista e professor universitário. Publica uma série de livros denunciando a discriminação racial. Dedica-se à pintura, pesquisando visualidades relacionadas à cultura religiosa afro-brasileira. De volta ao país, investe na carreira política. Assume cargos de Deputado Federal e Senador da República pelo PDT, sempre reivindicando um lugar para a cultura negra na sociedade.

Show - Na organização do evento estão a Associação Quilombola de África e Laranjituba e M.M Produções. O projeto intitulado Cultura Popular Quilombola em Destaque traz vários ritimos musicais como carimbó, toadas de boi, entre outros. Você está convidado a prestigiar este evento.

Serviço
Associação Quilombola de África e Laranjituba promovem show de “Mestre Jorge e o Banjo de Ouro”.
Data: 04 de fevereiro de 2010.
Local: Teatro do CENTUR.
Horário: Inicio ás 20 horas.
Atrações: Mestre Jorge, Grupo Tradicional Quilombola Kizomba (Moju), Grupo de Capoeira de África e Laranjituba (Moju), Grupo Mixilhão do Icatú (Moju), Marcio Macedo, Albinha, Pedrinho Calado, Grupo Sancari, Grupo Sentapeia, Alan Carvalho e muito mais


http://www.portalcultura.com.br/?site=5&pag=conteudo&mtxt=14585&cabeca=Associação Quilombola de África e Laranjituba promovem show de 'Mestre Jorge e o Banjo de Ouro'

comentários

Seja o primeiro a comentar

Nenhum comentário

Deixe seu comentário





'O Portal Meio Norte é apenas meio contratado para divulgação deste material. Todo conteúdo, imagem e/ou opiniões constantes aqui neste espaço é de responsabilidade civil e penal exclusiva do blogueiro ou de quem utilizou sua senha pessoal para postar as informações. O material aqui divulgado não mantém qualquer relação com a opinião editorial da empresa.'

Arquivo

Março / 2010
D
S
T
Q
Q
S
S
0102030405060708091011121314151617181920
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Coordenador:André Moura - andremoura@meionorte.com
Todos os direitos reservados. meionorte.com
meionorte.com: Anuncie | Cadastre-se | Trabalhe Conosco
Fale conosco: meionorte@meionorte.com | 86 2107.3032
Conheça o Jornalismo do Bem
Resoluçao indicada: 1024 x 768
Aprenda a ajustar sua resolução
Conheça nossa equipe