Edilson Nascimento

Nota de repúdio às notícias veiculadas pelas Revistas Veja e Isto É sobre a Ayahuasca

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20/02/2010 - 20h:36

Nós, pesquisadores do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos – NEIP (www.neip.info), com apoio dos abaixo-assinados, manifestamos nosso repúdio ao recente processo de desqualificação das religiões ayahuasqueiras brasileiras – em suas múltiplas tradições e vertentes –, que tem se dado através da veiculação de matérias obscurantistas e indutoras de juízos equivocados e preconceituosos. Referimo-nos à nota “Liberado” da Revista Veja (ed. 2150, 3/02/2010, não assinada) e à matéria “As Encruzilhadas do Daime” da Revista Isto É (ed. 2100, 5/02/2010, de Hélio Gomes). Reafirmamos:

- O direito à liberdade religiosa e ao pluralismo religioso estão previstos na Constituição Federal do Brasil;

- Estas religiões – o Santo Daime, a Barquinha e a União do Vegetal –, que nasceram no norte do país a partir da década de 30 do século passado, e depois se expandiram e se diversificaram em variadas manifestações nos centros urbanos, constituem legítima expressão cultural e religiosa;

- Assim como outras práticas religiosas foram perseguidas no passado, como é o caso das religiões de origem africana, estes grupos têm sido sistematicamente perseguidos. É nosso dever combater a estigmatização das minorias religiosas;

- O processo de regulamentação do uso da ayahuasca no Brasil é produto de um diálogo de mais de 25 anos entre governo, religiosos e estudiosos. A Resolução N. 1 do CONAD (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas), de 25 de janeiro de 2010, reflete este processo;

- O modelo que o Brasil encontrou de lidar com este assunto polêmico é de certa forma pioneiro, tendo influenciado a legislação de vários países no mundo;

- Não há evidências científicas nem empíricas de que o uso de ayahuasca por gestantes e crianças seja perigoso. Os direitos de ambos de participarem dos rituais estão garantidos desde a Resolução N. 5 do CONAD, de 4 de novembro de 2004, e devem ser salvaguardados;

- Não há evidências científicas nem empíricas de que a ayahuasca cause dependência, muito menos de que seu consumo leve à morte;

- O consumo de substâncias psicoativas faz parte da história humana. Devemos abandonar o modelo de debate público que se reduz a demonizá-lo;

- O debate sobre o importante tema das religiões ayahuasqueiras deve ser ético, respeitar os princípios constitucionais, considerar o conhecimento já acumulado e não substituir a tolerância dialógica por preconceitos, acusações, estigmas e sensacionalismo.

Atenciosamente,

Beatriz Labate – Pesquisadora Associada ao Instituto de Psicologia Médica da Universidade de Heidelberg

Edward MacRae – Professor do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBa

Henrique Carneiro – Professor do Departmento de História da USP

Julio Simões – Professor do Departamento de Antropologia da USP

Sandra Goulart – Professora da Faculdade Cásper Líbero

Maurício Fiore – Doutorando em Ciências Sociais pela UNICAMP

Thiago Rodrigues – Doutor em Relações Internacionais pela PUC-SP

Renato Sztutman – Professor do Departamento de Antropologia da USP

Eduardo Viana Vargas – Professor do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMG

Stelio Marras – Doutor em Antropologia pela USP

Rafael dos Santos – Doutorando em Farmacologia pela Universidade Autônoma de Barcelona

Matthew Meyer – Doutorando em Antropologia pela Universidade da Virgínia

Maria Betânia de Albuquerque – Pós-Doutora pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

Clara Novaes – Doutoranda em Psicologia pela Universidade de Paris 5

Bruno Ramos Gomes – Mestrando pela Faculdade de Saúde Pública da USP

Débora Carvalho Pereira – Doutoranda em Ciências da Informação pela UFMG

José Eliézer Mikosz – Doutor em Ciências Humanas pela UFSC

Isabela Oliveira – Professora da Faculdade de Comunicação Social da UNB

Christian Frenopoulo – Doutorando em Antropologia pela Universidade de Pittsburgh

Marcelo Simão Mercante – Pós-Doutorando em Antropologia pela USP

Antonio Marques Alves – Mestre em Ciências da Religião pela PUC-SP

Santiago López-Pavillard – Doutorando em Antropologia pela Universidade Complutense de Madri

Sergio Vidal – Mestrando em Antropologia pela UFBA

Wagner Lins Lira – Mestre em Antropologia pela UFPE

Wladimyr Sena Araújo – Professor de História da Secretaria de Educação do Acre

Maria de Lourdes da Silva – Professora de História da Faculdade de Educação da UERJ

Pablo Rosa – Doutorando em Ciências Sociais pela PUC-SP

Osvaldo Fernandez – Pós-Doutorando em Antropologia Urbana e da Saúde na Universidade de Columbia

Stella Pereira de Almeida – Pós-Doutora em Psicologia pela USP

Gabriel de Santis Feltran – Professor do Departamento de Sociologia da UFSCar

Isabel Santana de Rose – Doutoranda em Antropologia pela UFSC

Frederico Policarpo – Doutorando em Antropologia pela UFF-RJ

Jardel Fischer Loeck – Doutorando em Antropologia pela UFRGS

Brian Anderson – Graduando em Medicina pela Universidade de Stanford

Luciana Boiteux – Professora Adjunta de Direito Penal da UFRJ

Laércio Fidelis Dias – Doutor em Antropologia pela USP

Cristiano Avila Maronna – Doutor em Direito Penal pela USP

Manuel Villaescusa – Mestre em Psicoterapia Humanista pela Universidade de Middlesex

Denizar Missawa Camurça – Bacharel em Biologia pela UnG

Maria Clara Rebel Araújo – Doutoranda em Psicologia Social pela UERJ

Alexandra Lopes da Costa - Pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Tom Valença – Doutorando em Ciências Sociais pela UFBa

Alexandre Camera Varella – Doutorando em História pela USP

Lucas Kastrup Fonseca Rehen – Doutorando em Ciências Sociais pela UERJ

Guillaume Pfaus – Doutorando em Etnologia Urbana pela Universidade Aix-Marseille

Arneide Bandeira Cemin – Professora do Departamento de Antropologia da Univerisidade Federal da Rondônia

Gabriela Ricciardi - Doutoranda em Ciências Sociais pela UFBa

José Ricardo Gallina - Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA

Apoiam:

Luiz Eduardo Soares – Professor do Departamento de Ciências Sociais da UERJ

Miriam K A Guindani – Professora das Faculdades de Serviço Social e Direito da UFRJ

Roberta Uchoa – Professora do Departamento de Servico Social da UFPE e membro do Grupo Multisciplinar de Trabalho sobre a Ayahuasca do CONAD

Mauro Almeida – Professor do Departamento de Antropologia da UNICAMP

Salo de Carvalho – Professor de Direito Penal e de Criminologia da PUC-RS

Clodomir Monteiro – Presidente da Acadêmia Acreana de Letras

Pedro Strozenberg – Diretor Executivo do Instituto de Estudos da Religião

Marilson Santana – Professor de Direito da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ

Sérgio Seibel – Pesquisador Associado do Departamento de Medicina Legal, Bioética e Saúde Ocupacional da Faculdade de Medicina da USP

Sonia Francine Gaspar Marmo – Membro da Executiva Estadual do Partido Popular Socialista

José Murilo Jr. – Coordenador de Cultura Digital da Secretaria de Políticas Culturais do MinC

Daniela Piconez – Diretora da Rede Brasileira de Redução de Danos

Luiz Paulo Guanabara – Diretor Executivo da Psicotropicus – Centro Brasileiro de Política de Drogas

José Eisenberg – Professor do Departamento de Teoria do Direito da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ

Leilah Landim – Professora Associada na Escola de Serviço Social da UFRJ

Newton Guimarães Cannito – Doutor em Cinema pela USP

Maria Teresa Araújo Silva – Professora do Departamento de Psicologia Experimental da USP

José Jorge de Carvalho – Professor do Departamento de Antropologia da UNB

José Guilherme C. Magnani – Professor do Departamento de Antropologia da USP

Robin Wright – Professor Titular Aposentado do Departamento de Antropologia da UNICAMP

Edilene Coffaci de Lima – Professora do Departamento de Antropologia da UFPR

Mariana Pantoja – Professora do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFAC

Maria Filomena Gregori – Professora do Departamento de Antropologia da UNICAMP

Jaco Cesar Piccoli – Diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFAC

John Manuel Monteiro – Professor do Departamento de Antropologia da UNICAMP

Sylvia Caiuby Novaes – Profesora do Departamento de Antropologia da USP

Edmundo Pereira – Profesor do Departamento de Antropologia da UFRN

Bruno César Cavalcanti – Professor do Instituto de Ciências Sociais da UFAL

Rose Hikiji – Professora do Departamento de Antropologia da USP

Gilberta Acselrad –– Coordenadora do Núcleo de Estudos Drogas/Aids e Direitos Humanos – Laboratório de Política Públicas da UERJ

Pedro de Niemeyer Cesarino – Pós-Doutorando em Letras pela USP

Julio Delmanto – Coletivo DAR – Desentorpecendo a Razão

Rosa Melo – Doutoranda em Antroplogia pela UNB

Walter Dias Jr. – Mestre em Antropologia pela PUC-SP

Claudio Alvarez Ferreira - Mestre em Ciências da Religião pela PUC-SP

José Augusto Lemos – jornalista

Afrânio Patrocínio de Andrade – Doutor em Direito pela Universidade do Museu Social Argentino

Sérgio Brissac – Doutor em Antropologia pelo Museu Nacional – UFRJ

Paulo Moreira – Doutorando em Antropologia UFBA

Messias Basques – Mestrando em Antropologia Social pela UFSCar-SP

Jussara Rezende Araújo – Professora de Projetos Educacionais da Universidade Federal do Paraná – Setor Litoral

Fábio Mesquita – Médico, Doutor em Saúde Pública pela USP

Marcelo Bolshaw – Professor do Departamento de Comunicação Social da UFRN

Luiz Assunção – Professor do Departamento de Antropologia da UFRN

Walter Moure – Doutor em Psicologia Clínica pela USP

Bruno Torturra Nogueira – Repórter Especial da Revista Trip

Marcos Messeder – Professor do Departamento de Educação da Universidade do Estado da Bahia

Wagner Coutinho Alves – Secretário da Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos – ABESUP

Patrícia Paula Lima – Doutoranda em Etnomusicologia pela Universidade de Aveiro

Luiz Antonio Martins – Babalorixá de Umbanda

João Pedro Chaves Valladares Pádua - Diretor Jurídico Psicotropicus – Centro Brasileiro de Política de Drogas

Marcelo Ayres Camurça – Professor do Departamento de Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora

Ilana Goldstein – Doutoranda em Antropologia pela UNICAMP

Rachel Stefanuto – Professora do Instituto de Geociências da Unicamp

Marco Tromboni – Professor do Departamento de Antropologia e Etnologia da UFBa

Thaís Seltzer Goldstein – Doutoranda em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP


Referência: Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP), 2010. Nota de repúdio às notícias veiculadas pelas Revistas Veja e Isto É sobre a Ayahuasca. Disponível em: http://www.neip.info

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Museu Afri Brasil promove fórum sobre relações étnico-raciais

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20/02/2010 - 20h:29

Fórum Uma Visão Comparada das Atuais Relações Raciais nos EUA e Brasil



O Museu Afro Brasil em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos promove no próximo dia 24 de fevereiro, das 14 às 17 horas, o Fórum Uma Visão Comparada das Atuais Relações Raciais nos EUA e Brasil. O evento destaca as comemorações do Black History Month (Mês da História do Negro Americano), que todo mês de fevereiro mobiliza a comunidade afro-americana.

O evento reunirá especialistas convidados dos dois países para compartilhar experiências e discutir sobre o tema. O Cônsul Geral, Thomas White e o Diretor-Curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araujo falarão na abertura do evento. O painel de discussão contará com as participações de seis convidados: Dr. David Brooks, Cônsul Político – Professor de História; Dr. Calvin Watlington, Cônsul Administrativo - Advogado; Deneyse A Kirkpatrick, Vice-Cônsul- Mestre em Administração de Negocios da Universidade de Howard e Mestre em Administração da Universidade de Georgetown; Prof. Luiz Carlos dos Santos, Sociólogo e Pesquisador de Relações Raciais no Brasil; e Profa Jackeline Romio, pesquisadora USP/Unicamp.

A mediação será da Dra. Ligia Ferreira, presidente do Conselho do Museu Afro Brasil. No encerramento do evento os participantes farão uma visita orientada à Exposição “Eu Tenho um Sonho: De King a Obama - A Saga Negra do Norte”, aberta em novembro de 2009. O evento é dirigido aos funcionários do Consulado Geral dos Estados Unidos, estudantes da USP e de outras instituições e interessados nas questões raciais no Brasil.

Todo mês de fevereiro é dedicado à História do Negro Americano. Nos EUA são rendidas homenagens às lutas e triunfos de milhões de cidadãos americanos diante dos mais difíceis obstáculos, como a escravidão, o preconceito, a pobreza, bem como às suas contribuições à vida cultural e política da nação. O Mês da História do Negro Americano foi uma inspiração de Carter G. Woodson, acadêmico e historiador notável, que instituiu a Semana da História do Negro em 1926. Ele escolheu a segunda semana de fevereiro por coincidir com o aniversário do presidente Abraham Lincoln e do abolicionista Frederick Douglass.

De acordo com o censo, há mais de 41 milhões de habitantes negros nos Estados Unidos, incluindo os de mais de uma raça. Eles formam 13.5 por cento da população total norte-americana. Sobre o Museu Afro Brasil - Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, o Museu Afro Brasil é uma Organização Social de Cultura (Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado de São Paulo) e foi inaugurado em 23 de outubro de 2004. Com um acervo de mais de 5 mil obras e uma biblioteca com cerca de 6.800 publicações referentes a história, arte e cultura do negro no Brasil, a instituição mantém um sistema de visitação gratuíta para todas as exposições. Parte das obras, cerca de 2.000, foram doadas pelo artista plástico, baiano, Emanoel Araujo, idealizador e atual Diretor-Curador do Museu Afro Brasil.

Ao longo de mais de 20 anos de trabalho voltados para o resgate da memória do negro no Brasil, Emanoel reuniu uma extraordinária coleção de pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, livros, vídeos e documentos, de artistas e autores brasileiros e estrangeiros, relacionados a temática do negro.

A sede do Museu Afro Brasil ocupa os três andares do imponente Pavilhão Manoel da Nobrega, abrigando exposições simultâneas, de longa duração e temporárias.

Mais informações pelo telefone: (11) 5579-0593

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Casal francês sonha com mais negros na patinação artística

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19/02/2010 - 20h:56

Os franceses Yannick Bonheur e Vanessa James se tornaram o primeiro casal negro a competir na patinação artística mista em Olimpíadas de Inverno nesta segunda-feira e levantaram a plateia no Pacific Coliseum. Pioneira, a dupla quer ver o esporte com mais integrantes de suas raças a partir de agora.

Bonheur e James se conheceram na internet, em um site específico para patinadores profissionais que buscam parceiros para provas. Em Vancouver 2010, a dupla francesa terminou na 14ª colocação geral, mas foi uma das mais aplaudidas pelo público canadense com saltos e manobras bem-sucedidas.

Após deixar a pista do Pacific Coliseum, Bonheur falou sobre a vontade de conquistar medalhas ao lado de James e incentivar mais negros a participarem da patinação artística - seja como competidores, técnicos ou árbitros.

Bonheur lembrou que, quando conheceu a canadense naturalizada francesa James, há três anos, procurava apenas uma parceira disposta a trabalhar intensamente - o patinador assegurou que a cor da pele não era diferencial para a escolha.

James, 22 anos, compartilha da opinião de Bonheur. A patinadora diz que espera ter escancarado as portas para que mais negros participem da patinação artística.

Yannick Bonheur e Vanessa James não foram os primeiros negros a competirem juntos em uma Olimpíada. Antes, outros atletas competiram em categorias individuais, como a americana Debi Thomas - medalha de bronze nos Jogos de Calgary, em 1988.

Jogos Olímpicos de Inverno no Terra

O Terra transmite ao vivo a competição em 15 canais simultâneos de vídeo. Além disso, os usuários têm a possibilidade de assistir novamente a todo o conteúdo a qualquer momento. Todo o acesso é gratuito.

Uma equipe de 60 profissionais está encarregada de fazer a cobertura direto de Vancouver e dos estúdios do Terra, em São Paulo, no Brasil, com as últimas notícias, fotos, curiosidades, resultados e bastidores da competição.

A equipe conta com a participação do repórter especialista em esportes radicais Formiga - com 20 anos de experiência em modalidades de neve -, e o pentacampeão mundial de skate Sandro Dias, que comenta a competição em seu blog no Terra.

Fonte: Terra

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Blocos afro enaltecem raízes na capital do Maranhão

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19/02/2010 - 20h:53

São Luís - “A cultura não pode morrer”. Este é o significado de Akomabu, em línguas africanas, e o nome do mais antigo bloco afro de São Luís (MA). Criado há 27 anos pelo Centro de Cultura Negra (CCN) do Maranhão, o bloco leva para as ruas, todos os anos, mensagens de exaltação às raízes africanas dos grupos negros da cidade e dos quilombolas da região, assim como as lutas pela igualdade racial.

Depois do Akomabu, surgiram na capital dez blocos que, além de participar do carnaval de rua, desfilam na Passarela do Samba, por onde também passam as escolas de samba de São Luís. Diferentemente das agremiações, porém, nenhum bloco afro aceita concorrer a prêmios.

“Para alguns, nossa cultura serve de espetáculo, e nossa cultura não é dançar para os os brancos verem. Nossa cultura é resistência, e um dos instrumentos de resistência para o movimento negro maranhense é o bloco Akomabu. A gente leva jovens, adultos, crianças, para a avenida, no sentido de colocarmos as nossas demandas”, afirma o coordenador geral do Centro de Cultura Negra do Maranhão, Luís Alves Ferreira.

O enredo do bloco neste e ano é “África: um legado de riqueza e sabedoria”, e leva às ruas mensagens que tentam reverter a visão de um continente marcado pela fome e a miséria, e mostrar sua diversidade cultural e os conhecimentos científicos, tecnológicos, arquitetônicos e agrícolas do continente em que viveram os ancestrais de todos os homens.

Foram compostas nove músicas que marcam a passagem do bloco pelas ruas, gravadas em um CD, lançado em 10 de janeiro pela banda Akomabu – grupo de intérpretes e músicos que executam as gravações, antes do carnaval.

Na canção “O Negro”, de Raydenisson Sá e Alaide Ozanna, por exemplo, fala-se do direito à educação para os negros, das pirâmides do Egito, das letras de Bob Marley, da conquista da presidência dos Estados Unidos por Barack Obama, além da realização da Copa do Mundo na África do Sul, este ano.

Antes da saída para as ruas do centro de São Luís, os cerca de 500 componentes do Akomabu se reuniram na tarde de ontem (14) na Casa de Nagô, também no centro de São Luís, para uma benção, em ritual de religiões de matriz africana.

Em seguida, percorreram as ruas do circuito São Pantaleão, o principal da cidade. À meia noite, a banda fez show, enquanto cinco blocos afro se apresentavam na Passarela do Samba. A participação de blocos afro está prevista para todos os dias, na programação oficial do carnaval de São Luís.

Fonte: Agência Brasil

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Após briga de rua, Berlusconi radicaliza o racismo

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19/02/2010 - 20h:51

Uma briga de rua num ponto de ônibus de Milão, que degenerou em choques entre imigrantes norte-africanos e latino-americanos, está servindo de pretexto para o governo Silvio Berlusconi endurecer a ofensiva contra a "imigração clandestina". A Liga Norte, organização racista próxima de Berlusconi, exige medidas como "revistar e expulsar casa por casa".
É o que prega Matteo Salvini, eurodeputado, vereador em Milão e secretário da Liga Norte em Milão. "As revistas já não bastam. É preciso blindar o bairro, revistar e expulsar casa por casa, andar por andar", recomendou Salvini – que se tornou famoso no ano passado por defender o apartheid dos imigrantes em "vagões especiais", no metrô da maior cidade do norte da Itália.

Na época, um vereador anrirracista do PD, Aldo Brandirali, respondeu: "O único modo de aplicar essa sua proposta é colocar estrelas no peito [dos imigrantes], com cores diferentes conforme a raça. Salvini, para ganhar votos, está disposto a enveredar pela ferocidade humanitária. Seu papel deseducativo é escandaloso."

Antecedentes perigosos

O pretexto para a pregação racista em Milão começou com uma briga de rua, na noite de sábado para domingo (14). Ahmed Abdel Aziz, um jovem egípcio de 19 anos – aliás, com os papéis perfeitamente em ordem – foi morto a facadas por um também jovem peruano. Na sequência, tumultos de rua se sucederem num bairro do nordeste de Milão que concentra muitos trabalhadores estrangeiros. Quatro egípcios foram presos.

A reação racista ao incidente lembram o episódio de 20 de setembro de 2008 em Nápoles. Naquela data, seis africanos foram assassinados pela Máfia em Castelvoturno, um subúrbio da grande cidade do Sul. Centenas de imigrantes reagiram com uma manifestação de rua denunciando "o racismo dos italianos".

Em 8 de janeiro último, outra onda de violência contra trabalhadores norte-africanos percorreu Rosarno, na Calábria. Cerca de mil imigrantes tiveram de fugir da cidade.

Por fim, na manhã desta segunda-feira (15), tratores acabaram de arrasar o que restava da favela de Casalino 900, às portas de Roma. O conglomerado de barracos abrigava há 30 anos mais de um milhar de ciganos, vindos principalmente da Península Balcânica. O prefeito de Roma, também da direita, felicitou-se com o desaparecimento dessa "vergonha para a Itália". E prometeu que uma dezena de outras favelas da periferia romana vão ter o mesmo destino.

"Na Itália não há racismo"

A reação do governo Berlusconi beira o cinismo. No mês passado, dois pesquisadores da ONU sobre direitos migratórios e combnate ao racismo, Jorge Bustamante e Githu Muigai, pediram às autoridades italianas que "tomem todas as medidas necessárias para combater as crescentes atitudes xenófabas". A reação do ministro de Política Europeia de Berlusconi, Andrea Ronchi: "Na Itália não há racismo. Esta é uma acusação de pessoas que não conhecem a Itália".

A esquerda italiana, e uma ala minoritária da direita, liderada pelo presidente da Assembleia Nacional, Gianfranco Fini, tentam em vão deter a escalada racista. Propõem uma política de integração e uma lei que permita a obtenção da nacionalidade italiana depois de cinco anos de residência, em vez dos dez anos atuais. A direita majoritária, porém, enxerga na xenofobia uma oportunidade de ganhar votos, por exemplo nas eleições regionais marcadas para 28 e 29 de março.

Fonte: Portal Vermelho

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Letícia Spiller: "Tenho sangue de negro na veia"

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19/02/2010 - 20h:48



Regina Rito

Letícia Spiller, a Betina da novela Viver a Vida (Globo), está empolgada com a escola de samba União da Ilha. A atriz vai sair no segundo carro da agremiação, na noite deste domingo (14), cujo enredo é Dom Quixote de La Mancha - O Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis.

Fantasiada de Dulcinéia, uma cigana, namorada de Dom Quixote (Eriberto Leão), Letícia usará saia vermelha e branca com uma fenda em um dos lados, camiseta com decote, corpete, uma rosa no pescoço e outra no cabelo. "É a fantasia mais linda que já tive. Dulcinéia era uma plebeia que lavava as tabernas. Uma espanholita", conta.

Além de cair no samba, Letícia curte a repercussão de sua personagem na novela de Manoel Carlos. Quer que Betina descubra logo que Gustavo (Marcello Airoldi) a trai com a prima Malu (Camila Morgado). "Ela vai pirar. Mas torço que descubra em breve. Já ouvi histórias de mulheres que, ao saberem da traição, transam com o melhor amigo do marido. De repente, é capaz de ela transar com o Marcos (José Mayer), mas isso o Maneco é quem decide".

Malhação intensiva?
"Tenho me regrado bem. Feito spinning, musculação, ioga e dança. A vida não é mole".

Aprendeu a sambar?
"Sambo desde criancinha. Sou branquela por fora, mas tenho sangue de negro na veia. Não posso ouvir um batuque. A diferença do ator para passistas e rainhas de bateria é que a gente que faz teatro está acostumada com o coletivo e amplia os gestos. Sai do ego e está aberto para algo maior. Além disso, faço parte do enredo. Não dá pra fazer firula".

Pedro, seu filho, tem ciúmes?
"Não. Ele curte. Toca samba. É baterista nato. Tem um ritmo impressionante. Na novela, a última vez que me viu, disse que eu estava muito engraçada".

Por que Betina não transa com o Carlos (Carlos Casagrande)?
"Acho que é medo. Aposto que nas pesquisas muitas mulheres falam que a Betina não deve trair o marido. Mas, nas ruas, dizem para eu trair logo por que ele é muito safado e ela tem que dar o troco". Já traiu ou foi traída? "Não. E que eu saiba nunca fui traída, mas sei lá..."

O que acha da infidelidade?
"Pode existir ou não. Depende do relacionamento, do tamanho do seu amor pela pessoa. Quando a relação é boa não tem espaço para outras coisas".

É fiel?
"Gosto da fidelidade, de ter um companheiro, um amorzinho. Sou romântica, apaixonada, não tenho vocação para administrar mais de uma relação. Se a pessoa está a fim de só curtir, é melhor ficar solteira".

Está namorando?
"Sim. O Lucas Loureiro, diretor de fotografia. Nos conhecemos em junho do ano passado, quando filmei O Gerente, do Paulo Cesar Saraceni. Mas não quero falar disso. Ele é uma pessoa muito especial, super 'low profile'. Não tem culpa de namorar uma atriz".

Tem outros projetos?
"Estou produzindo o filme O Casamento de Gorete, de Paulo Vespúcio, que conta a história de uma caricata. Além disso, vou fazer duas personagens: uma travesti amiga de Gorete e a recepcionista da rádio em que ela tem um programa badalado".

E a novela de Aguinaldo Silva, que estreia em 2011?
"Quero muito trabalhar com ele. Só não sei como vai ser a personagem".

Recebeu proposta da Playboy?
"No início do ano, mas não cheguei a conversar. Com um filho de 13 anos, não dá. Quando ele for maior e tiver uma formação psicológica, aí quem sabe? Pode ser que aos 46 anos, como fez a Juliette Binoche (atriz francesa). Não descarto, mas não é a minha".

Fonte: Terra

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Uilliam não acredita que Fernanda tenha sido racista no BBB10

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19/02/2010 - 20h:38

Na noite de terça-feira (9/2/2010), Uilliam deixou o BBB 10 com 58% dos votos. Lia e Dourado permaneceram na casa. O eliminado disse a Bial que não acredita ter sido apagado no jogo, mas admitiu que demorou a entrar nele. ''Fui fiel a mim mesmo. É importante mostrar quem você é, mas jogar é ainda mais importante'', afirmou.

Incomodado com a indiferença da sister Fernanda, ele não acha que ela tenha sido racista. ''Senti um pouco de rejeição por parte da Fernanda, mas não houve preconceito ou racismo (...) Tenho muito orgulho de ser negro e penso que todos são bonitos e têm seu brilho. Eu e a Fernanda apenas não tivemos afinidade.''


Fonte: Contigo

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Capoeirista "Besouro" leva lenda de herói negro ao Festival de Berlim

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19/02/2010 - 20h:34

Da EFE

Nuria Vicedo

Berlim, 15 fev (EFE).- A lenda do capoeirista Besouro, herói da tradição negra brasileira pela luta em favor dos ex-escravos, chegou hoje ao Festival Internacional de Cinema de Berlim pelas mãos do cineasta João Daniel Tikhomiroff.

O filme "Besouro", estreado na seção Panorama, fora de competição, chegou ao festival após ter sido um sucesso no Brasil, com bilheteria de mais de 500 mil espectadores.

"Para mim era importante mostrar esta história primeiro aos brasileiros, dos quais 95% não sabe que Besouro existiu de verdade e não é apenas um mito. Depois preferi ensiná-la ao resto do mundo", explicou Thikomiroff à Agência Efe.

A história do lendário capoerista, apelidado de "Besouro", chegou ao cineasta pelo romance "Feiojada no Paraíso" de Marcos Carvalho sobre a figura de um homem que se transformou em herói popular por seu empenho em praticar a capoeira, embora estivesse proibida, e em defender à população negra das discriminações.

"É um personagem fantástico que, além disso, permite refletir sobre a realidade social do início do século XX. Embora a escravidão já tivesse sido abolida, os negros ainda eram marginalizados e discriminados", apontou.

Manoel Henrique Pereira, conhecido como "Besouro", nasceu em 1897 em Santo Amaro da Purificação (Bahia) e passou ao imaginário popular como valente capoerista que enfrentava os armados patrões dos engenhos de açúcar com base em força e habilidade na luta.

O filme opta por um duplo enfoque: o da lenda, com um super Besouro capaz de se transformar em besouro e voar - estimulado pelos deuses da natureza dos Orixás - e o clássico, com dois amigos enfrentados pelo amor de uma menina, um malvado pistoleiro e uma terrível traição.

"Quis transitar entre esses dois mundos, entre o real e o imaginário. É o que faz esta história fascinante, a dúvida de se o que um está vendo é sonho ou realidade. Essa é a beleza do filme", apontou o cineasta.

Para o papel protagonista, Thikomiroff escolheu Aílton Carmo, um jovem professor de capoeira, sem experiência interpretativa, mas a quem podia "ensinar a viver" a transição do jovem, de rapaz rebelde a fonte de inspiração para outros, mas que tivesse aptidões reais para a dança e para a luta.

Segundo o cineasta, é uma "pena" que nos últimos 20 anos não se tenham feito filmes sobre a capoeira, declarada bem cultural, que neste caso está "no coração" da história.

Carmo decidiu embarcar no projeto porque, desde criança, sonhava em demonstrar a sua mãe que podia fazer um filme de ação com um protagonista negro e que lutasse a ritmo de capoeira, igual aos filmes de Arnold Schwarzenegger, explicou à Agência Efe.

Jessica Barbosa atua no filme como Dinorá, a amiga de infância do protagonista, e na Orixá Iansã, deusa do vento e da chuva. "Em outros países existem o Batman e o Homem-Aranha. No Brasil, temos o Besouro, que é nosso próprio herói nacional", ressaltou.

Para o cineasta, quase 100 anos depois da história, a realidade brasileira tem 55% de população negra "que continua vivendo algum tipo de discriminação".

"Este filme mostra uma bela história sobre esse coletivo", acrescentou. EFE

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Bom momento para estar vivo

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19/02/2010 - 20h:28

Sidney Poitier deixa de lado o cinema e conta, em autobiografia dedicada à bisneta, detalhes de sua vida; como o fato de ter sido desenganado ao nascer

O título em português da autobiografia de Sidney Poitier, Uma Vida Muito Além das Expectativas, pode soar pretensioso, mas ele tem mais a ver com sua infância do que com o que se deu na carreira do ator.

Ele nasceu prematuro de sete meses, com 1,4 kg, e longe de um hospital – o preconceito contra os negros era violento. Era 20 de fevereiro de 1927.

Sua mãe foi buscar alternativas para salvar a criança, enquanto seu pai saiu para encontrar uma caixa de sapatos para enterrar o filho. Sem esperanças médicas, a mãe visitou uma vidente para saber o que aconteceria ao bebê. Ela previu: “Ele crescerá e viajará por quase todos os cantos do mundo. Caminhará ao lado de reis. Será rico e famoso’’. Acertou em tudo.

Então, aos 80 anos, extasiado por conhecer a primeira bisneta, Poitier escreveu sua terceira autobiografia, com esta e outras lições de vida.

Após a turbulência precoce, ele teve uma infância pobre e simples na pequena Cat Island, nas Bahamas. De lá, foi para Nassau, onde se viu no espelho pela primeira vez aos 10 anos. Em seguida, nos Estados Unidos, tirou sua primeira fotografia aos 16 e leu seu primeiro livro, aos 20.

O dinheiro era contado. Muitas vezes faltava. Ingressou no Exército para fugir do frio e da fome. Depois trabalhou como lavador de pratos por anos, até ter seu destino desviado para uma seleção de atores.

Foi muito mal no teste, como era de esperar. Mas a dispensa pelo produtor só fez com que ele pusesse mais determinação em entrar no meio artístico.

“Aos 23 anos, eu dera início à lenta ascensão na carreira de ator e fizera meu primeiro filme, O Ódio É Cego (1950)”, conta na obra. Ganhou US$ 3 mil. Com o dinheiro, voltou para a casa dos pais pela primeira vez em oito anos, quando sua mãe, sem notícias, pensava que ele tinha morrido.

– Essa é a minha vida. Quis que elas soubessem de tudo. Se tivessem 25 anos, poderia explicar. Mas não estarei lá. Fiz o livro porque não conheci meus bisavós, perdi a história de meus ancestrais. Não quis que isso acontecesse com elas – afirma o ator.

Uma Vida Além das Expectativas não se detém em Hollywood.

– Os filmes estão à disposição. Agora, quis mostrar a elas quem eu era – explica.

Poitier fez mais de 50 filmes e, em 1963, foi o primeiro ator negro a ganhar um Oscar, por Uma Voz nas Sombras. Em 2002, levou mais uma estatueta pelo conjunto da obra.

– Foi o máximo (risos). Filmes com negros não eram feitos. Mas havia quem visse a humanidade como uma família e não como senhores e escravos. Fui escolhido para o papel de um médico negro (em O Ódio É Cego). Com isso, Joseph L. Mankiewicz inspirou pessoas pelo mundo. Tínhamos uma democracia segregacionista, que não permitia que os negros participassem da sociedade. Era um resíduo da escravidão.

Contudo acha que a Terra “não está em sua melhor forma’’.

– Deixo de herança um mundo fraturado. A religião e nossa imperfeição abusam dos dias de hoje. O universo nos fez imperfeitos para nos impulsionar a buscar o melhor. Estamos melhorando, mas não tão rápido quanto eu gostaria.

Romance de ficção científica pronto para editar

Poitier já tem um novo livro, mas este não fala sobre sua vida. Ele entregou à editora os manuscritos de um romance de ficção científica.

– Deve ser minha última empreitada literária. Será sobre como vejo a galáxia. Não temos para onde ir, mas podemos tentar. Assim evoluímos. Não venceremos. Se nascemos, vamos morrer. Mas é um momento ótimo para estar vivo.

Uma Vida Muito Além das Expectativas, de Sidney Poitier. Trad. Catharina Pinheiro. Larousse. 340 págs. R$ 44,90

LÚCIA VALENTIM RODRIGUES | Folhapres

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Pele negra: um especial com soluções para deixá-la ainda mais bonita e revigorada

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19/02/2010 - 20h:18

Por Redação Marie Claire

Por que a incidência de estrias é maior nas mulheres que têm pele negra? Como posso tratá-las? – Vanessa, de Niterói (RJ)

Na verdade, a pele negra não tem maior incidência de estrias. Essa percepção ocorre pois as marcas esbranquiçadas se tornam mais evidentes quando a pele é mais escura. Em relação à flacidez, por exemplo, ela é bem mais resistente, pois a melanina protege o colágeno da degeneração.
Para tratar as estrias, você pode optar por sessões de laser fraccionado como, por exemplo, o Pixel, que não mancha a pele escura. Devem ser feitas quatro sessões com intervalos mensais.

Vou para a praia todo fim de semana e noto que sempre volto com manchinhas na pele. Tenho a pele negra e gostaria de saber por que elas aparecem e como devo tratá-las – Julia Morais, de São Paulo (SP)

A pele negra tem uma capacidade maior de produzir melanina, pigmento que serve como defesa da pele. Portanto, quanto mais escura, mais resistente aos danos solares.
Porém, as manchinhas pós praia ocorrem pelas múltiplas agressões que a pele sofre nestes momentos e, por conta da grande quantidade de melanina, ela acaba manchando com facilidade. O que você pode fazer para atenuá-las é tratar as manchas usando clareadores em casa, com ou sem hidroquinona.

Tenho pele negra. Quais cuidados devo ter em termos de hidratação, tratamentos e prevenções? – Edith, de Fortaleza (CE)

Os cuidados especiais para o seu tipo de pele são: usar pela manhã um filtro solar nº 4 para o dia a dia e um filtro solar nº 15 para exposições mais prolongadas. Você deve também usar um bom hidratante diário que contenha vitamina C.
Quanto aos tratamentos, você pode fazer sempre os peelings de ácido glicólico, que têm ação rejuvenescedora.

Mônica Aribi Fizsbaum integra o time exclusivo de GURUS de Marie Claire

Fonte: Marie Claire

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