Edilson Nascimento

Letícia Spiller: "Tenho sangue de negro na veia"

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19/02/2010 - 20h:48



Regina Rito

Letícia Spiller, a Betina da novela Viver a Vida (Globo), está empolgada com a escola de samba União da Ilha. A atriz vai sair no segundo carro da agremiação, na noite deste domingo (14), cujo enredo é Dom Quixote de La Mancha - O Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis.

Fantasiada de Dulcinéia, uma cigana, namorada de Dom Quixote (Eriberto Leão), Letícia usará saia vermelha e branca com uma fenda em um dos lados, camiseta com decote, corpete, uma rosa no pescoço e outra no cabelo. "É a fantasia mais linda que já tive. Dulcinéia era uma plebeia que lavava as tabernas. Uma espanholita", conta.

Além de cair no samba, Letícia curte a repercussão de sua personagem na novela de Manoel Carlos. Quer que Betina descubra logo que Gustavo (Marcello Airoldi) a trai com a prima Malu (Camila Morgado). "Ela vai pirar. Mas torço que descubra em breve. Já ouvi histórias de mulheres que, ao saberem da traição, transam com o melhor amigo do marido. De repente, é capaz de ela transar com o Marcos (José Mayer), mas isso o Maneco é quem decide".

Malhação intensiva?
"Tenho me regrado bem. Feito spinning, musculação, ioga e dança. A vida não é mole".

Aprendeu a sambar?
"Sambo desde criancinha. Sou branquela por fora, mas tenho sangue de negro na veia. Não posso ouvir um batuque. A diferença do ator para passistas e rainhas de bateria é que a gente que faz teatro está acostumada com o coletivo e amplia os gestos. Sai do ego e está aberto para algo maior. Além disso, faço parte do enredo. Não dá pra fazer firula".

Pedro, seu filho, tem ciúmes?
"Não. Ele curte. Toca samba. É baterista nato. Tem um ritmo impressionante. Na novela, a última vez que me viu, disse que eu estava muito engraçada".

Por que Betina não transa com o Carlos (Carlos Casagrande)?
"Acho que é medo. Aposto que nas pesquisas muitas mulheres falam que a Betina não deve trair o marido. Mas, nas ruas, dizem para eu trair logo por que ele é muito safado e ela tem que dar o troco". Já traiu ou foi traída? "Não. E que eu saiba nunca fui traída, mas sei lá..."

O que acha da infidelidade?
"Pode existir ou não. Depende do relacionamento, do tamanho do seu amor pela pessoa. Quando a relação é boa não tem espaço para outras coisas".

É fiel?
"Gosto da fidelidade, de ter um companheiro, um amorzinho. Sou romântica, apaixonada, não tenho vocação para administrar mais de uma relação. Se a pessoa está a fim de só curtir, é melhor ficar solteira".

Está namorando?
"Sim. O Lucas Loureiro, diretor de fotografia. Nos conhecemos em junho do ano passado, quando filmei O Gerente, do Paulo Cesar Saraceni. Mas não quero falar disso. Ele é uma pessoa muito especial, super 'low profile'. Não tem culpa de namorar uma atriz".

Tem outros projetos?
"Estou produzindo o filme O Casamento de Gorete, de Paulo Vespúcio, que conta a história de uma caricata. Além disso, vou fazer duas personagens: uma travesti amiga de Gorete e a recepcionista da rádio em que ela tem um programa badalado".

E a novela de Aguinaldo Silva, que estreia em 2011?
"Quero muito trabalhar com ele. Só não sei como vai ser a personagem".

Recebeu proposta da Playboy?
"No início do ano, mas não cheguei a conversar. Com um filho de 13 anos, não dá. Quando ele for maior e tiver uma formação psicológica, aí quem sabe? Pode ser que aos 46 anos, como fez a Juliette Binoche (atriz francesa). Não descarto, mas não é a minha".

Fonte: Terra

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Uilliam não acredita que Fernanda tenha sido racista no BBB10

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19/02/2010 - 20h:38

Na noite de terça-feira (9/2/2010), Uilliam deixou o BBB 10 com 58% dos votos. Lia e Dourado permaneceram na casa. O eliminado disse a Bial que não acredita ter sido apagado no jogo, mas admitiu que demorou a entrar nele. ''Fui fiel a mim mesmo. É importante mostrar quem você é, mas jogar é ainda mais importante'', afirmou.

Incomodado com a indiferença da sister Fernanda, ele não acha que ela tenha sido racista. ''Senti um pouco de rejeição por parte da Fernanda, mas não houve preconceito ou racismo (...) Tenho muito orgulho de ser negro e penso que todos são bonitos e têm seu brilho. Eu e a Fernanda apenas não tivemos afinidade.''


Fonte: Contigo

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Capoeirista "Besouro" leva lenda de herói negro ao Festival de Berlim

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19/02/2010 - 20h:34

Da EFE

Nuria Vicedo

Berlim, 15 fev (EFE).- A lenda do capoeirista Besouro, herói da tradição negra brasileira pela luta em favor dos ex-escravos, chegou hoje ao Festival Internacional de Cinema de Berlim pelas mãos do cineasta João Daniel Tikhomiroff.

O filme "Besouro", estreado na seção Panorama, fora de competição, chegou ao festival após ter sido um sucesso no Brasil, com bilheteria de mais de 500 mil espectadores.

"Para mim era importante mostrar esta história primeiro aos brasileiros, dos quais 95% não sabe que Besouro existiu de verdade e não é apenas um mito. Depois preferi ensiná-la ao resto do mundo", explicou Thikomiroff à Agência Efe.

A história do lendário capoerista, apelidado de "Besouro", chegou ao cineasta pelo romance "Feiojada no Paraíso" de Marcos Carvalho sobre a figura de um homem que se transformou em herói popular por seu empenho em praticar a capoeira, embora estivesse proibida, e em defender à população negra das discriminações.

"É um personagem fantástico que, além disso, permite refletir sobre a realidade social do início do século XX. Embora a escravidão já tivesse sido abolida, os negros ainda eram marginalizados e discriminados", apontou.

Manoel Henrique Pereira, conhecido como "Besouro", nasceu em 1897 em Santo Amaro da Purificação (Bahia) e passou ao imaginário popular como valente capoerista que enfrentava os armados patrões dos engenhos de açúcar com base em força e habilidade na luta.

O filme opta por um duplo enfoque: o da lenda, com um super Besouro capaz de se transformar em besouro e voar - estimulado pelos deuses da natureza dos Orixás - e o clássico, com dois amigos enfrentados pelo amor de uma menina, um malvado pistoleiro e uma terrível traição.

"Quis transitar entre esses dois mundos, entre o real e o imaginário. É o que faz esta história fascinante, a dúvida de se o que um está vendo é sonho ou realidade. Essa é a beleza do filme", apontou o cineasta.

Para o papel protagonista, Thikomiroff escolheu Aílton Carmo, um jovem professor de capoeira, sem experiência interpretativa, mas a quem podia "ensinar a viver" a transição do jovem, de rapaz rebelde a fonte de inspiração para outros, mas que tivesse aptidões reais para a dança e para a luta.

Segundo o cineasta, é uma "pena" que nos últimos 20 anos não se tenham feito filmes sobre a capoeira, declarada bem cultural, que neste caso está "no coração" da história.

Carmo decidiu embarcar no projeto porque, desde criança, sonhava em demonstrar a sua mãe que podia fazer um filme de ação com um protagonista negro e que lutasse a ritmo de capoeira, igual aos filmes de Arnold Schwarzenegger, explicou à Agência Efe.

Jessica Barbosa atua no filme como Dinorá, a amiga de infância do protagonista, e na Orixá Iansã, deusa do vento e da chuva. "Em outros países existem o Batman e o Homem-Aranha. No Brasil, temos o Besouro, que é nosso próprio herói nacional", ressaltou.

Para o cineasta, quase 100 anos depois da história, a realidade brasileira tem 55% de população negra "que continua vivendo algum tipo de discriminação".

"Este filme mostra uma bela história sobre esse coletivo", acrescentou. EFE

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Bom momento para estar vivo

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19/02/2010 - 20h:28

Sidney Poitier deixa de lado o cinema e conta, em autobiografia dedicada à bisneta, detalhes de sua vida; como o fato de ter sido desenganado ao nascer

O título em português da autobiografia de Sidney Poitier, Uma Vida Muito Além das Expectativas, pode soar pretensioso, mas ele tem mais a ver com sua infância do que com o que se deu na carreira do ator.

Ele nasceu prematuro de sete meses, com 1,4 kg, e longe de um hospital – o preconceito contra os negros era violento. Era 20 de fevereiro de 1927.

Sua mãe foi buscar alternativas para salvar a criança, enquanto seu pai saiu para encontrar uma caixa de sapatos para enterrar o filho. Sem esperanças médicas, a mãe visitou uma vidente para saber o que aconteceria ao bebê. Ela previu: “Ele crescerá e viajará por quase todos os cantos do mundo. Caminhará ao lado de reis. Será rico e famoso’’. Acertou em tudo.

Então, aos 80 anos, extasiado por conhecer a primeira bisneta, Poitier escreveu sua terceira autobiografia, com esta e outras lições de vida.

Após a turbulência precoce, ele teve uma infância pobre e simples na pequena Cat Island, nas Bahamas. De lá, foi para Nassau, onde se viu no espelho pela primeira vez aos 10 anos. Em seguida, nos Estados Unidos, tirou sua primeira fotografia aos 16 e leu seu primeiro livro, aos 20.

O dinheiro era contado. Muitas vezes faltava. Ingressou no Exército para fugir do frio e da fome. Depois trabalhou como lavador de pratos por anos, até ter seu destino desviado para uma seleção de atores.

Foi muito mal no teste, como era de esperar. Mas a dispensa pelo produtor só fez com que ele pusesse mais determinação em entrar no meio artístico.

“Aos 23 anos, eu dera início à lenta ascensão na carreira de ator e fizera meu primeiro filme, O Ódio É Cego (1950)”, conta na obra. Ganhou US$ 3 mil. Com o dinheiro, voltou para a casa dos pais pela primeira vez em oito anos, quando sua mãe, sem notícias, pensava que ele tinha morrido.

– Essa é a minha vida. Quis que elas soubessem de tudo. Se tivessem 25 anos, poderia explicar. Mas não estarei lá. Fiz o livro porque não conheci meus bisavós, perdi a história de meus ancestrais. Não quis que isso acontecesse com elas – afirma o ator.

Uma Vida Além das Expectativas não se detém em Hollywood.

– Os filmes estão à disposição. Agora, quis mostrar a elas quem eu era – explica.

Poitier fez mais de 50 filmes e, em 1963, foi o primeiro ator negro a ganhar um Oscar, por Uma Voz nas Sombras. Em 2002, levou mais uma estatueta pelo conjunto da obra.

– Foi o máximo (risos). Filmes com negros não eram feitos. Mas havia quem visse a humanidade como uma família e não como senhores e escravos. Fui escolhido para o papel de um médico negro (em O Ódio É Cego). Com isso, Joseph L. Mankiewicz inspirou pessoas pelo mundo. Tínhamos uma democracia segregacionista, que não permitia que os negros participassem da sociedade. Era um resíduo da escravidão.

Contudo acha que a Terra “não está em sua melhor forma’’.

– Deixo de herança um mundo fraturado. A religião e nossa imperfeição abusam dos dias de hoje. O universo nos fez imperfeitos para nos impulsionar a buscar o melhor. Estamos melhorando, mas não tão rápido quanto eu gostaria.

Romance de ficção científica pronto para editar

Poitier já tem um novo livro, mas este não fala sobre sua vida. Ele entregou à editora os manuscritos de um romance de ficção científica.

– Deve ser minha última empreitada literária. Será sobre como vejo a galáxia. Não temos para onde ir, mas podemos tentar. Assim evoluímos. Não venceremos. Se nascemos, vamos morrer. Mas é um momento ótimo para estar vivo.

Uma Vida Muito Além das Expectativas, de Sidney Poitier. Trad. Catharina Pinheiro. Larousse. 340 págs. R$ 44,90

LÚCIA VALENTIM RODRIGUES | Folhapres

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Pele negra: um especial com soluções para deixá-la ainda mais bonita e revigorada

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19/02/2010 - 20h:18

Por Redação Marie Claire

Por que a incidência de estrias é maior nas mulheres que têm pele negra? Como posso tratá-las? – Vanessa, de Niterói (RJ)

Na verdade, a pele negra não tem maior incidência de estrias. Essa percepção ocorre pois as marcas esbranquiçadas se tornam mais evidentes quando a pele é mais escura. Em relação à flacidez, por exemplo, ela é bem mais resistente, pois a melanina protege o colágeno da degeneração.
Para tratar as estrias, você pode optar por sessões de laser fraccionado como, por exemplo, o Pixel, que não mancha a pele escura. Devem ser feitas quatro sessões com intervalos mensais.

Vou para a praia todo fim de semana e noto que sempre volto com manchinhas na pele. Tenho a pele negra e gostaria de saber por que elas aparecem e como devo tratá-las – Julia Morais, de São Paulo (SP)

A pele negra tem uma capacidade maior de produzir melanina, pigmento que serve como defesa da pele. Portanto, quanto mais escura, mais resistente aos danos solares.
Porém, as manchinhas pós praia ocorrem pelas múltiplas agressões que a pele sofre nestes momentos e, por conta da grande quantidade de melanina, ela acaba manchando com facilidade. O que você pode fazer para atenuá-las é tratar as manchas usando clareadores em casa, com ou sem hidroquinona.

Tenho pele negra. Quais cuidados devo ter em termos de hidratação, tratamentos e prevenções? – Edith, de Fortaleza (CE)

Os cuidados especiais para o seu tipo de pele são: usar pela manhã um filtro solar nº 4 para o dia a dia e um filtro solar nº 15 para exposições mais prolongadas. Você deve também usar um bom hidratante diário que contenha vitamina C.
Quanto aos tratamentos, você pode fazer sempre os peelings de ácido glicólico, que têm ação rejuvenescedora.

Mônica Aribi Fizsbaum integra o time exclusivo de GURUS de Marie Claire

Fonte: Marie Claire

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Capoeira vai ganhar frente parlamentar em sua defesa

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17/02/2010 - 19h:32

Na semana em que foi divulgada através do Ministério da Cultura que os Grupos e Mestres de Capoeira serão catalogados para sabermos quem são os verdadeiros Mestres de Capoeira e Grupo existentes no Brasil, ela também ganhara um aliado ainda mais forte para sua defesa, é que em conversa com o Deputado Federal Flávio Bezerra PRB/CE, o medico e Vereador Iraguassú Teixeira pediu ao parlamentar que junto a bancada dos deputados do Ceará e aos que defende a bandeira da Capoeira na Câmara Federal, criem a Frente Parlamentar em Defesa da Capoeira. Com a criação da frente parlamentar, ficará fácil para os Capoeiristas pleitearem seus direitos e buscar um dialogo melhor no tocante as políticas públicas que vem sendo implementada no governo Lula, em prol da Capoeira.

Os argumentos do medico e Vereador de Fortaleza Iraguassú Teixeira, é de que a Capoeira além de estar mundo a fora, ela tem que ser reconhecida dentro dos seus direitos e principalmente respeitada, já que é uma cultura de massa e que nos últimos tempos ela tem sido mais divulgada do que mesmo o futebol que é uma Paixão Nacional.

“Nunca se jogou tanta bola no Brasil como se joga Capoeira”, disse o Vereador Iraguassú Teixeira, que defende a Capoeira no município de Fortaleza, alocando verbas da dotação orçamentária para construção e realizações de eventos. Já o Deputado Flávio Bezerra, disse: que como nordestino brasileiro e professor de educação física, ele é sabedor de que o esporte é vida saudável e cidadania, além de afastar os nossos jovens do mundo das drogas e da violência.

O deputado Flávio lembrou que Capoeira já foi muito descriminada e que hoje já brigamos para que ela se torne esporte olímpico. “Basta, já chega da gente da valor o que é importado, valorizar o que é o estrangeiro que vem de fora pra dentro e não valorizar o que é nosso”, Ele enfatizou ainda, ser a Capoeira um produto Brasileiro e que temos de defender o que é nosso.

Para a criação da frente parlamentar em defesa da Capoeira, na Câmara Federal, é necessário cerca de 171 assinaturas em favor da mesma, aqui no Ceará, já temos o voto do Deputado Federal Chico Lopes PC do B/CE, que disse apoiar a iniciativa do deputado Flávio Bezerra.

Mais informação:

Mestre Gerson do Valle
Cel.: 085 9954.8989 / 8754.2803
E-mail: mestregerson@yahoo.com.br


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Polícia Civil debate racismo na grande rede

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16/02/2010 - 20h:59

A educação anti-racista, através de diferentes estratégias e em variados contextos precisa ser ampliada e consolidada na internet. Foi para isto que, nesta sexta-feira (29.01.2010), a Polícia Civil participou da reunião de construção coletiva do Projeto que visa o1º Encontro Estadual de Blogueiros e Blogueiras para discutir sobre o tema “O Racismo Caiu na Rede?”, que deverá ocorre nos próximos dias 21 e 22 de maio.

A reunião foi realizada às 15h na Faculdade Maurício de Nassau, no bairro da Ponta Verde, presidida pela coordenadora do Projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros. “Diante da nossa difícil tarefa de desmistificar preconceitos, a Policia Civil tem sido uma aliada importante, participado ativamente dos nossos projetos e colaborando com seu aparelho policial para melhor refletir o nosso objetivo”, disse.

A diretora da Academia de Polícia Civil de Alagoas (Apocal), delegada Simone Marques - representando a direção geral da instituição, na reunião - destacou que blogueiro é mais um dos motivos pelos quais continua sendo necessário falar e debater sobre o racismo na sociedade. “O momento é apropriado para discutir este tema e a expansão dos blogs deve fazer com que o Projeto Raízes de Áfricas alerte aos internautas a falta de política anti-racismo dos blogueiros”, afirmou.

A internet no Brasil já conecta 64 milhões de pessoas, segundo dados dos Ibope, e a estimativa para dos próximos dois anos é que esse número cresça 40%. Nessa expansão estão os blogs, que são mídias alternativas utilizadas na enunciação por meio da internet de palavras escritas. De acordo com o Projeto Raízes de Áfricas existem cerca de 5,9 milhões de blogueiros no país.

por ASCOM - PC

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Livro relata como o rúgbi derrubou o racismo

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16/02/2010 - 20h:54

Em seu novo livro, John Carlin descreve como o esporte ajudou a acabar com o Apartheid

João Gualberto Jr.
Em meados do século XIX, após ter protagonizado batalhas que contribuíram para a unificação de seu país, Giuseppe Garibaldi cunhou a frase: "Criamos a Itália, agora precisamos criar os italianos". O desafio que Nelson Mandela tinha a enfrentar quando foi eleito presidente da África do Sul, em 1994, era bastante similar. Formalmente, a chegada dele ao poder representava o sepultamento do Apartheid após cinco décadas. No entanto, sua nação ainda eram duas: uma menor, branca, separada da maioria negra.

Para unir seu país e seu povo, incluindo a parcela africâner que forjou e se beneficiou do regime de segregação, Mandela exerceu seu carisma e sua inteligência usando como arma a Copa do Mundo de Rúgbi de 1995, sediada em seu país.

Essa passagem, um dos maiores exemplos de utilização política do esporte na história, é o ponto de partida de John Carlin para "Conquistando o Inimigo: Nelson Mandela e o Jogo que uniu a África do Sul".

O lançamento do livro no Brasil é cercado de datas emblemáticas. Há 20 anos, o principal líder negro sul-africano deixava a prisão após quase três décadas. Há 15, a competição internacional era realizada na África do Sul e, no Rio de Janeiro, em 2016, o rúgbi voltará a se tornar uma modalidade olímpica.

Ainda pouco conhecido no Brasil - apesar de ser o segundo esporte coletivo com o maior número de praticantes do mundo - vem ganhando cada vez mais adeptos e, no mínimo, curiosos.
Porém, debruçar-se sobre o trabalho do jornalista inglês é mais oportuno por dois motivos.

Estreou na última sexta-feira a adaptação da obra para o cinema, dirigida por Clint Eastwood. Com o título "Invictus", o filme conta com Morgan Freeman no papel de Mandela e Matt Damon como o capitão da seleção sul-africana na ocasião, François Pienaar. Além disso, este é o ano da África do Sul para nós, amantes do futebol, e também para boa parte da humanidade.

História. A realização da Copa do Mundo de Futebol em junho desperta a curiosidade e, por que não, o interesse em conhecermos a história e a cultura do país sede. E é aí que reside o maior mérito de "Conquistando o Inimigo". O livro não trata apenas do mundial de rúgbi e não se atém ao ano de 1995. São retratados todo o cenário de discriminação praticada com respaldo legal e aparato estatal, o massacre da população negra pobre habitante das periferias das cidades africâneres, o crescimento da pressão internacional contra o regime e, principalmente, o trabalho sagaz implementado por Mandela, desde sua cela até a Presidência, de aproximação e conciliação com os dominantes descendentes de holandeses, os pais e herdeiros do Apartheid.

A dominação branca na África do Sul era sustentada por um tripé formado pelo regime legal de direitos sociais distintos por cor da pele, a Igreja Reformada Holandesa e o rúgbi. Portanto, o esporte e a camisa verde escura do Springboks (como é chamada a seleção sul-africana) eram símbolos de segregação. Mais do que despertar pouco interesse pela modalidade, a maioria negra torcia contra o time nacional, composto sempre por brancos.

Movendo esforços internacionais, líderes do Congresso Nacional Africano (CNA), a entidade partidária negra liderada por Mandela, chegaram a boicotar jogos do Springboks contra outros países, que, tendo contato com as injustiças sociais resultantes do Apartheid, acabavam se recusando a jogar contra a África do Sul. Essa era uma forma de tirar dos africâneres parte do "ópio" que os entorpecia perante aquela realidade interna. A estratégia de Mandela, no entanto, foi outra: fazer do rúgbi um instrumento de conciliação.

Campanha

A inteligente estratégia do presidente Nelson Mandela
Após ter conquistado o direito de sediar a Copa de 1995, o primeiro presidente negro – que também conhecia pouco o rúgbi – empreendeu uma campanha entre seus liderados para que abraçassem a seleção e, indiretamente, para que a minoria branca se sentisse segura com a instauração da democracia e afastasse os fantasmas do revanchismo. Após a mudança no poder por meio do voto universal, a bandeira do país foi trocada, o hino antigo passaria a ser executado na sequência da histórica canção de resistência negra “Nkosi Sikelel iafrika”, mas, sozinho contra os próprios aliados, Mandela não permitiu que o uniforme do Springboks fosse alterado: era a concessão, uma isca para a conquista do inimigo.

Ele ficou amigo da comissão técnica e dos jogadores que, assim como anteriormente com carcereiros, agentes da inteligência, ministros, generais e presidentes brancos, desmoronaram diante da simpatia do messias de pele escura.

Com o mote “um time, um país”, a seleção de rúgbi tinha que jogar contra as expectativas pessimistas, que davam como certo o título para neozelandeses ou franceses, e a favor de algo muito maior que um troféu. Os atletas sabiam disso e, seduzidos que estavam pela causa e por seu principal defensor, lutaram para vencer.

Respeitando detalhes históricos e com a exatidão dos depoimentos colhidos durante sete anos e de fatos ocorridos quando foi correspondente do “The Independent”, de Londres, em Johanesburgo, Carlin em seu livro-reportagem é emocionante em vários momentos.

Detalhe: é claro que o Springboks foi o campeão, invicto. E os jogadores, antes alienados da condição social de seu país, capitanearam uma revolução sem enfrentamento, mas de conciliação histórica, comandados pelo “head coach” Mandela.

Agenda
O que: “Conquistando o Inimigo: Nelson Mandela e o Jogo que uniu a África do Sul”, de John Carlin
Quanto: R$23,90

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Publicações destacam destino dos negros na Alemanha nazista

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16/02/2010 - 20h:48

Pouco se sabe sobre a pequena comunidade negra que viveu na Alemanha na época do Terceiro Reich. A Deutsche Welle lança um olhar sobre suas estratégias de sobrevivência durante o regime opressor de Hitler.

Entre 20 mil e 25 mil negros viviam na Alemanha durante o regime nazista. Quando questionados sobre os negros no Terceiro Reich, os alemães costumam falar sobre a mostra Afrika Schau. Em seu livro Hitler's Black Victims (As vítimas negras de Hitler, em tradução literal), o pesquisador norte-americano Clarence Lusane descreve Afrika Schau como uma mostra itinerante iniciada em 1936.

Os responsáveis pelo "show" eram Juliette Tipner, cuja mãe era da Libéria, e seu marido branco, Adolph Hillerkus. O objetivo do "espetáculo" era mostrar a cultura africana na Alemanha.

Em 1940, a Afrika Schau foi retomada pela SS e por Joseph Goebbels, que "esperava que isso fosse útil não só para propaganda e fins ideológicos, mas também como maneira de reunir todos os negros no país sob um mesmo teto", escreve Lusane. Para seus participantes, a Afrika Schau tornou-se um meio de sobrevivência na Alemanha nazista.

Para a historiadora norte-americana Tina Campt, cuja pesquisa trata da diáspora africana na Alemanha, "era possível que os negros nela envolvidos a usassem para fins não previstos por quem a organizou. Se por um lado a Afrika Schau desumanizou pessoas, por outro lado, para os participantes, era uma oportunidade de ganhar dinheiro, como também um local para se comunicar com outros negros".

Contudo, o show não teve sucesso e foi encerrado em 1941. Além disso, ele não tinha condições de reunir todos os negros no país sob um pavilhão, possivelmente porque ele só aceitava negros de pele mais escura, segundo o estereótipo do que era considerado africano.

Os "bastardos da Renânia"

A maioria dos negros de pele mais clara que vivia na Alemanha durante o Terceiro Reich era formada por mestiços, e um bom número deles eram filhos dos soldados franceses negros das tropas de ocupação com mulheres da Renânia.

A existência dessas crianças é e continua sendo de conhecimento público, porque elas foram mencionadas no livro Minha Luta, de Hitler. Na Alemanha nazista, eles foram descritos com o termo depreciativo "bastardos da Renânia".

A Deutsche Welle conversou com o historiador alemão Reiner Pommerin para descobrir o que aconteceu com estas crianças. "Publiquei um livro nos anos 1970 sobre a esterilização dos mestiços. Foram crianças geradas pelas forças de ocupação – principalmente as francesas", disse.

Seu livro Esterilização dos bastardos da Renânia. O destino de uma minoria negra alemã 1918 - 1937 enfoca a esterilização da minoria negra na Alemanha nazista.

Sem plano de extermínio sistemático

Antes da publicação do livro, em 1979, essa informação era desconhecida para o público. A esterilização de crianças birraciais foi realizada secretamente porque violava as leis nazistas de 1938. Os números exatos permanecem desconhecidos, mas estima-se que 400 crianças mestiças foram esterilizadas – a maioria sem o seu conhecimento, disse Pommerin.

Hoje, o destino dos "bastardos da Renânia" ainda permanece em grande parte desconhecido. Essa falta de conhecimento pode estar relacionada à "falta de interesse público em relação a minorias", crê Pommerin. Já Campt atribui isso ao sigilo por trás do programa de esterilização e à natureza da Afrika Schau. "Isso tem a ver com o status do Afrika Schau como espetáculo. Assim, ele foi criado como um espetáculo visual, que deveria levar as pessoas a vê-lo como uma exibição", complementou.

Segundo Campt, a principal diferença entre a vivência dos negros e a de outros grupos no Terceiro Reich é a falta de um plano sistemático de extermínio nazista. Além disso, devido ao pequeno número de negros que viviam no país, poucos estão dispostos a reconhecer que vale a pena discutir sobre o destino dessa população.

Apoio a pesquisadores

Além disso, pesquisadores que trabalham nesta área recebem pouco ou nenhum apoio na Alemanha. Nos Estados Unidos acontece o contrário. Lá a pesquisa sobre minorias é bem financiada, devido ao legado do Movimento pelos Direitos Civis.

"Estudiosos alemães negros que pesquisam há anos não necessariamente obtêm reconhecimento com base em qualificações, com base em se estão ou não trabalhando dentro de certo tipo de estrutura acadêmica para o estudo das culturas de minorias", disse Campt.

Embora a publicação do livro de Pommerin sobre a esterilização dos "bastardos da Renânia" não tenha recebido muito interesse por parte do público, ele recebeu certa atenção do setor político alemão. Um membro do Partido Social Democrata questionou se poderia obter os nomes das vítimas, para que pudessem ser indenizadas.

Pommerin disse à Deutsche Welle que "(o político) pretendia destinar para isso mais de 2 mil dólares. Eu sabia onde eles moravam, mas eu não queria incomodar essas pessoas, porque eu poderia dizer que se tratava mais de interesse político. E eu podia ver as câmeras de tevê diante das casas nos lugarejos onde o dinheiro seria entregue. E, de repente, a grande sensação na vila – aqui está alguém que foi esterilizado".

Autor: Chiponda Chimbelu (rw)

Revisão: Carlos Albuquerque

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Diga não ao racismo

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16/02/2010 - 20h:39

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica...e viu que estava ao lado de um ...passageiro negro.
Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
- Qual o problema, senhora?, pergunta uma comissária.
- Não está vendo? respondeu a senhora.
- Vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra poltrona.
- Por favor, acalme-se, disse a aeromoça. Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos alguma disponível'.
A comissária se afasta e volta... alguns minutos depois.
- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe econômica'.
E continuou:
- Temos apenas um lugar na primeira classe.
E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
- Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa tão desagradável .
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
- Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe.
E todos os passageiros próximos, que, estupefatos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.


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Eduardo - 16.02.2010 - 20:58

infelismente ainda Têm pessoas Atrazadas, ingnorantes...etc como essa " senhora" ái de 50 anos. Muito legal a Atitude da comissária...

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