A sociedade espera que os políticos entendam a política como sendo a arte de bem gerir a coisa pública. Nessa dimensão, poder, administração, fiscalização e organização são instrumentos inerentes aos representantes do povo, para que possam ser utilizados objetivando a satisfação das necessidades coletivas consentâneas com os ditames da Carta Constitucional, reguladora da convivência pacífica e harmônica da população.
Entende-se, por oportuno, que a política existe para que os cidadãos possam expressar suas diferenças e anseios, regulando-os e ordenando-os em direitos e obrigações enquanto seres sociais, através de seus legítimos representantes.
Importante salientar, também, que o interesse público deve sobrepor-se a qualquer interesse privado, sendo esse princípio cogente norteador do cotidiano do representante eleito. Com esta esperança a sociedade confere a esses a fiel legitimação popular em todos os níveis da federação brasileira, quer seja União, Estados e Municípios.
De outra forma, a política é sentida pelos cidadãos brasileiros como algo distante, que não lhes favorecem, deixando as pessoas insatisfeitas, desgostosas e decepcionadas, muitas vezes não querendo, sequer, ouvir ou falar do assunto por conta de péssimos comportamentos e maus exemplos de alguns de seus representantes, enodoando, desta maneira, toda a classe política.
Nunca é demais citar que a origem da palavra política é grega, ta politika, vinda de polis. Para muitos autores, polis é a cidade, compreendida como a comunidade organizada pelos seus cidadãos, livres e iguais, detentores de pelo menos dois direitos indiscutíveis, a isonomia e a isegoria. O primeiro diz respeito à igualdade perante a lei, e o segundo o direito de expor e discutir em público opiniões sobre o que a cidade deve ou não legislar, edificar, executar e fiscalizar.
Buscando no passado o brilho do ideário de Aristóteles, dizia ele que: “política é a ciência mais suprema, a qual as demais ciências estão subordinadas e se servem, tendo como tarefa investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade coletiva”.
Em sendo assim, necessário se faz que todos os políticos, principalmente os investidos de mandato do povo, sigam o caminho da política na sua essência, buscando praticar ações legalmente amparadas e amplamente discutidas com as comunidades, com o compromisso de promover o bem comum e felicidade do povo, para que essa população não rotule condutas duvidosas e/ou contrárias aos interesses da sociedade por parte daqueles que, voluntariamente, colocaram seus nomes à disposição da população em uma campanha eleitoral.
Teresina, PI, 02 de dezembro de 2008.
EDVALDO MARQUES LOPES
Vereador Eleito - Teresina