Vendas do comércio do Piauí crescem 7,10%, mais do que a média nacional
As vendas do comércio varejista no Piauí cresceram 7,10% na comparação com os números de setembro. O crescimento do comércio varejista nacional é superior à média nacional, que foi de 6,95%, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado deste ano, houve um aumento de 13,08% nas vendas na comparação a igual período de 2005. Em 12 meses, essa comparação mostra um avanço de 16,22%, três vezes superior à média nacional.
No Brasil, em relação a outubro de 2005, as vendas do décimo mês deste ano foram 6,95% maiores. No acumulado do ano, houve aumento de 5,94% nas vendas na comparação a igual período de 2005. Em 12 meses, essa comparação mostra avanço de 5,75%.
No Brasil, a análise da série ajustada, calculada para quatro das oito atividades que compõem o setor, duas registraram resultados positivos: móveis e eletrodomésticos (0,46%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,46%). Já as atividades de tecidos, vestuário e calçados e de combustíveis e lubrificantes registraram taxas de -2,93% e -0,56% respectivamente. O segmento de veículos, motos, partes e peças, que faz parte do comércio varejista ampliado, teve variação positiva de 0,71% sobre setembro.
Na relação outubro deste ano comparado com outubro do ano passado, seis das oito atividades do varejo tiveram aumento no volume de vendas, cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, ficaram em 6,06% para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 18,10% para móveis e eletrodomésticos; 21,96% para outros artigos de uso pessoal e doméstico; 24,90% para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 4,69% para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 5,29% para livros, jornais, revistas e papelaria. Tiveram queda tecidos, vestuário e calçados (-0,96%) e combustíveis e lubrificantes (-5,71%).
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,06% em relação a outubro de 2005) respondeu por quase metade da taxa global do varejo, desempenho que reflete a melhoria do rendimento médio do trabalho, bem como o aumento do emprego com carteira assinada, cujas variações em relação a outubro de 2005 foram de 5,4% e de 6,7%, respectivamente, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). A atividade alcançou nos dez primeiros meses de 2006 taxa de 7,47% em relação ao mesmo período de 2005, acumulando nos últimos 12 meses crescimento de 6,44%.
O segmento de móveis e eletrodomésticos (18,10%) exerceu, em outubro, o segundo maior impacto no resultado do comércio varejista. Beneficiada pela permanência de condições favoráveis de crédito ao consumo e pela queda nos preços em virtude da concorrência com os importados, a atividade cresceu 10,49% e 10,67% nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses respectivamente.
A atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico (21,96%) teve o terceiro maior impacto na formação da taxa do varejo. Englobando segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos etc., essa atividade vem tendo o seu desempenho influenciado tanto pelas condições favoráveis de crédito como pela evolução da massa salarial da economia. Registrou no acumulado deste ano expansão de 16,91% e de 16,80% no acumulado dos últimos 12 meses.
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (24,90%) exerceu o quarto maior impacto positivo no resultado do varejo. O crescimento da atividade resulta da queda dos preços (principalmente dos produtos de informática) e da melhoria da renda. As taxas nos dez primeiros meses do ano e nos últimos 12 meses atingiram, respectivamente, 33,71% e 40,44%.
No corte regional, 25 das 27 unidades da federação tiveram resultados positivos no volume de vendas na comparação de outubro de 2006 com o mesmo mês do ano passado, as variaçõe