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Efrém Ribeiro
03/11/2008 - 09h:58


O vice presidente do sindicato dos médicos do estado do Piauí, anestesiologista José de Alencar, disse que os anestesistas em greve em greve podem deixar o trabalho no Hospital Dr. Zenon Rocha, onde estão em greve desde a semana passada, porque antes já tinha outros trabalhos em outros hospitais e estavam no Pronto-Socorro Municipal por causa do acordo feito com a prefeitura de Teresina, que não esta sendo respeitado.

“Nem todos os profissionais que trabalham aqui (HZR) cumprem carga horária de 24 horas por semana. Eles já trabalharam em outros hospitais, a cooperativa dos anestesiologistas colocou vários cooperados à disposição do hospital, por isso é que ele vêm sendo mantido todos os dias da semana” declarou José de Alencar.

Ele afirmou ainda que o prefeito Sílvio Mendes (PSDB), com uma nota que divulgou hoje (3/11) pelos jornais, está tentando jogar a população contra os profissionais em greve. José de Alencar afirma que o prefeito não entendeu que o acordo de pagamento dos procedimentos dos anestesistas não é para ser pago diretamente pelos SUS – Sistema Único de Saúde, mas pela própria prefeitura, que depois de pagar os médicos deve acompanhar o tramite de liberação dos recursos.

O acordo entre a prefeitura e os anestesistas prevê o pagamento de pouco mais de R$ 4 mil de plantão por 24 horas na semana e a produtividade é calculada nos critérios de classificação brasileira hierarquizada de procedimentos médicos, uma tabela emanada da Associação Média Brasileira que já passou pela Câmara Federal e é aceita em todo o Brasil.

“A prefeitura está se fazendo de desentendida, com essa tabela estamos trabalhando no hospital pela prefeitura e não pelo SUS. Não vamos esperar, como o prefeito quer, que sejam revisadas todas as contas para fazer pagamento porque o nosso contrato não é com o SUS, quem tem que fazer isso é a prefeitura, de forma rigorosa. Depois de pagar a produtividade a prefeitura tem que fiscalizar, e de forma rigorosa, se houver erros revisa, mas primeiro paga, depois audita. Vocês não pode ficar me auditando sem pagar, senão não vai me pagar nunca”, declarou José de Alencar.

A categoria está programando uma reunião para as 19h desta segunda-feira (3/11) para responder ao prefeito.
comentários
Evaldo 04.11.2008 - 09:12h
Porquer voce não dar informação sobre a greve dos fazendários é negociata que a empresa que voce trabalha tem com ogoverno? Tenha ética profissional e tire sua mascara não esconda as informações que vão de encontro ao governo.
G Santos 04.11.2008 - 07:43h
Todo ano a mesma coisa... é médico, anestesista... só não vejo os técnicos em enfermagem e os enfermeiros fazendo greve! será ganância dos que ganham mais que motiva greve todo ano? porque as outras categorias tambem trabalham muito e não páram todo ano pedindo aumento!!! e a população que aguente1
Márcia 03.11.2008 - 22:56h
Olha q essa prefeitura é mesmo incompetente.Lá realmente tem esse problema com os anestesistas e também com o pessoal q foram aprovados no último concurso, a carga horária é de 44 hs semanais enquanto outras pessoas trabalham apenas 30 hs. Esses profissionais trabalham para duas equipes e ganham a mesma remuneração de quem trabalha 30hs, tem mais:aguardem pq a próxima greve é deles aí quero v qual será o argumento dessa gestão exploradora. Caro jornalista é só ir lá conferir e acompanhar
Davi Cardoso Batista 03.11.2008 - 16:42h
Não é diferente a situação dos outros médicos plantonista da PMT,
MANOEL 03.11.2008 - 16:28h
É necessário que as duas partes cheguem a um acordo, e urgente, pois quem está sofrendo muito com todo esse problema é o povo. Mas é necessário também que se entenda que os anesteistas são pessoas honradas, que têm família para manter. Chega dessa história de achar que médico vive nadando na grana, que tem dinheiro sobrando. Não é bem assim, não. E o prefeito Sílvio Mendes, que também é médico, deveria ser um pouco mais sensível a tudo isso, tentar conversar mais, e cumprir os acordos firmados...
M. Porto 03.11.2008 - 12:51h
Todos os recursos gastos com a Saúde Pública são recursos do SUS, não existe dinheiro do SUS e dinheiro da Prefeitura, as despesas deverão ser auditadas antes dos pagamentos como forma de prevenção de irregularidades.

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