EM UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO NO PIAUÍ, ENSINO PROFISSIONALIZANTE TEM AUMENTO DE 156% E MATRÍCULAS NO ENSINO MÉDIO AUMENTARAM 42%
Uma revolução ocorreu no Piauí nos últimos sete anos e não pode se dizer que foi silenciosa. Foi barulhenta por envolver milhares de jovens que entraram, passaram e saíram nas escolas da rede pública piauiense.
Indicadores e mudanças de conceitos e comportamentos provocados pela evolução da educação estão desenhando traços históricos que o Piauí nunca teve ao longo de sua existência, uma história que sempre deixou a educação de seus filhos como coisa secundária.
Em sete anos, o ensino profissional teve um crescimento de 156% em suas matrículas. Em 2002, antes da posse do governador Wellington Dias, 6.665 estudantes estavam matriculados em escolas com ensino profissionalizantes, segundo dados do Censo Escolar. Em 2009, foram matriculados 10.410 alunos nas escolas de cursos profissionalizantes.
O que representa um crescimento de 156%, informa o coordenador do Banco de Dados do Setor de Estatística da Seduc (Secretaria Estadual de Educação), Renato Martins, um professor de Matemática com especialização em Estatística.
O secretário estadual de Educação, Antônio José Medeiros, disse que em 2002, a rede pública estadual de ensino tinha apenas quatro escolas com ensino profissionalizantes, uma em Picos, duas em Teresina, os antigos Premens, e uma escola agrotécnica , com 1.904 alunos em três cursos.
“Existiam 16 escolas agrotécnicas estavam sucateadas, destruídas ou inacabadas”, lembra Antônio José Medeiros.
Se existiam cinco escolas de ensino profissionalizantes em 2002, em 2009 elas já somavam 36, um crescimento de 700% e espalhadas por quase todo o Piauí.
Segundo Antônio José Medeiros, a Rede de Educação Profissional do Estado do Piauí é composta atualmente por 20 Centros Estaduais de Educação Profissional - CEEP’s; 3 Centros Estaduais de Educação Profissional de Tempo Integral – CEEPTI’s; 13 Centros Agrotécnicos Estaduais de Educação Profissional – CAEEP’s; 1 Núcleo Estadual de Educação Profissional - NEEP; 14 Unidades Descentralizadas de Educação Profissional à Distancia - UDEPD; 13 EFA’s; 2 anexos e 2 Centros de Línguas Estrangeiras.
Os CEEP’s (Centros Estaduais de Educação Profissional) foram implantados em Parnaíba,Barras,Esperantina,Teresina Sul, Teresina Norte, Teresina Centro, Teresina Centro Sul, Pedro II, Valença, Oeiras, Picos, Floriano, Uruçuí, São João do Piauí,
São Raimundo Nonato,Corrente, Paulistana, Fronteiras.
Os CEEPTI’s (Centro Estadual de Educação Profissional de Tempo Integral) estão implantados em Campo Maior, Teresina Leste e Regeneração.
Os CAEEP’s (Centros Agrícolas Estaduais de Educação Profissional) foram implantados em Cocal, São João do Arraial, Piripiri, Piracuruca, Pedro II, São Miguel do Tapuio, Regeneração, Colônia do Gurguéia, Bertolínia, São João do Piauí, Simplício Mendes, União e José de Freitas
Foi instalado um NEEP (Núcleo de Educação Profissional) em Simplício Mendes. E implantados em Piripiri um Anexo de Cursos de Turismo e em Floriano, um anexo de Cursos de Artes
Foram implantados Centros de Língua Estrangeira em Parnaíba e Teresina e está programada a instalação de Centros de Língua Estrangeira nos municípios de Pedro II e São Raimundo Nonato.
Os cursos profissionalizantes antecipam a entrada dos jovens no mercado de trabalho, mas no Piauí por falta de grandes empresas para a oferta de vagas, muitos estão criando seus próprios negócios e de preparando para concursos públicos.
É a situação dos alunos que lotam as salas de aulas no Centro Estadual de Educação Profissional Teresina Sul, o antigo Premen Sul, que estudam Segurança em Saúde.
“A vantagem que é podemos entrar no mercado do trabalho após a conclusão do ensino médio profissionalizante”, afirmou Francisco Antônio, um dos estudantes do curso de Segurança em Saúde.
As EFA’s (Escolas Famílias Agrícolas) passam por um processo de estadualização, atualmente a SEDUC mantêm convênios, mantendo alunos (R$ 544.400,00) e professores (138).
A EFA’s fazem parte de uma rede de escolas Agrotécnicas nos municípios de São Pedro do Piauí, Aroazes, Oeiras, Colônia do Piauí, Cajazeiras, Teresina – Soinho, Teresina – Baixão do Carlos, Santo Inácio, Elizeu Martins, Cristino Castro, São João da Varjota, Miguel Alves e São Lourenço.
O ensino médio profissional também se estende aos CEEPDs (Centros Estaduais de Educação Profissional à Distância), com funcionamento, a partir de junho, em 14 Pólos da Universidade Aberta nos municípios de Água Branca, Alegrete, Buriti dos Lopes, Canto do Buriti, Castelo do Piauí, Elesbão Veloso, Esperantina, Floriano, Gilbués, Inhuma, Monsenhor Gil, Piracuruca,
São João do Piauí, Simplício Mendes e Uruçuí.
A proposta inserida no Plano Estadual de Educação Profissional prevê ainda a revitalização de mais 5 Escolas Agrotécnicas nos municípios de Madeiro, Pio IX, Alto Longá, Buriti dos Lopes, Curimatá e a construção de cinco escolas agrotécnicas nos municípios de Itaueira, Lagoa do Piauí, Valença, Guadalupe e Baixa Grande do Ribeiro, além da construção de 4 Centros Estaduais de Educação Profissional em Esperantina, Floriano, Teresina, Nazária e União.
Antônio José Medeiros afirmou que em todas as modalidades de cursos profissionalizantes, neste ano foram ofertas mais 11.640 novas vagas, totalizando 28 mil estudantes matriculados em 35 cursos de nível médio, aglutinados em 10 Eixos Tecnológicos da Educação Profissional.
Medeiros disse que são cursos de Agropecuária,Agricultura Familiar, Agroindústria, Hospedagem, Restaurante e Bar, Eventos,
Informática, Suporte e Manutenção de Computadores, Redes Locais, Saúde Comunitária, Enfermagem, Análises Clínicas, Radiologia, Nutrição, Saúde Bucal, Meio Ambiente, Segurança do Trabalho, Comércio, Operações Administrativas, Contabilidade, Rádio e TV; Áudio e Vídeo, Propaganda, Geoprocessamento, Construção Civil, Mecânica de Automóveis, Fruticultura, Apicultura, Turismo Rural, Administração Rural, Biblioteconomia, Secretaria Escolar, Administração Escolar,
Gestão em Serviços Públicos e Reabilitação de Dependentes Químicos.