Efrém Ribeiro

SEM-TETO INVADEM PRÉDIOS DE LUXO ABANDONADOS NA ZONA LESTE DE TERESINA

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08/02/2010 - 20h:37

SEM-TETO INVADEM PRÉDIOS DE LUXO ABANDONADOS NA ZONA LESTE DE TERESINA

O estivador desempregado José de Ribamar da Costa, de 52 anos, e a dona de casa Maria Kátia Nascimento, de 39 anos, moram no terceiro andar de um condomínio de 17 anos, em um apartamento de 44,42 metros quadrados, com duas suítes (quartos com banheiros), sala ampla, corredor, dependência para empregada, área de serviços e uma cozinha ampla.
O edifício tem edifício panorâmico e quando for concluído terá quadras esportivas. Além disso, da ampla sacada do apartamento, José de Ribamar e Maria Kátia Nascimento têm uma ampla visão dos outros prédios de luxo no bairro de Fátima, na zona Leste de Teresina.
Você pode achar que está lendo uma reportagem cheia de erros, mas não está. Apenas testemunhando uma nova realidade urbana de Teresina, a invasão de sem-teto aos prédios de luxo abandonados e não concluídos.
Desempregados e morando há cerca de um ano em Teresina, vindos de uma favela de São Luís, capital do Maranhãio, José de Ribamar da Costa e Maria Kátia Nascimento afirmaram que passaram no bairro Nossa Senhora de Fátima e como viram o prédio de apartamentos abandonados resolveram ocupar um apartamento.
“Tem muito espaço, a vista é boa, dá para ver muitos prédios e boa parte de Teresina”, afirma José de Ribamar, que pega todos os dias água em um balde de uma torneira que tem no piso e leva para o apartamento ocupado pelo casal.
“Hoje eu estou escaldando um frango que vamos comer. A gente não tem trabalho, mas a vizinhança é de pessoas boas e dá as coisas para a gente”, afirma Maria Kátia Nascimento, que está grávida de cinco meses.
Ela cozinha em uma panela que fica em uma trempe feita de tijolos e pedaço de concreto e toca fogo em pequenos pedaços de paus.
O apartamento tem também um quarto ocupado com um colchão velho coberto com um pedaço de pano e as roupas do casal estão estendidas em um varão que vai de uma parede para outra do quarto do apartamento.
“Estamos bem e estamos em Teresina porque não se consegue mais trabalho em São Luís”, declarou José de Ribamar.





FOTOS: HELVIO MENESES

comentários

PINHEIRO MARTINS - 09.02.2010 - 09:17

O PIOR É QUE EXISTE PESSOAS E PODORES, QUE DÃO TOTAL APOIO A ESTE TIPO DE CONDUTA, MAS, O CIDADÃO QUE TRABALHAR TODOS OS DIAS E MUITA DAS VEZES ATÉ AS NOITES, PARA TEREM SEUS SUSTENTOS COM DIGNIDADE, ZELAR PELO SEUS PATRIMONIOS, FICA AS MERCES DAS AÇÕES!!! E, PODE ESPERAR QUE VAI TEM APOIO, O INVASOR!!!

ari - 08.02.2010 - 21:43

[Você pode achar que está lendo uma reportagem cheia de erros, mas não está] lamento informar ao colunista que na verdade estou.
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