O grão-de-bico não é das leguminosas mais populares aqui no Brasil. Mas os poucos que usam, podem comprovar: por trás desse humilde grão há uma porção de felicidade.
A história mostra que o cultivo do grão-de-bico foi desenvolvido pelas civilizações grega, romana e egípcia, mas que sua origem ocorreu nas regiões do Oriente Médio. E apesar de tanto tempo no mercado, a verdade é que ele não ficou tão longe de casa e hoje em dia circula com mais frequência pela Índia e pelos países do Mediterrâneo.
O grão-de-bico é fonte de fibra e contribui para a redução do colesterol. Cada 100 g do grão contém 6 g de fibras, sendo em maioria solúveis. As fibras insolúveis colaboram com o organismo na eliminação de açúcares, gorduras e colesterol. O índice de proteínas não fica por baixo: são 8,4 g para cada 100 g.
"O ferro disponível nessa leguminosa é mais bem aproveitado pelo organismo. Quanto às proteínas, a qualidade delas é muito superior à das demais leguminosas, sem contar que são totalmente digeridas, o que não acontece com suas congêneres", explica Maria Esther Fonseca, pesquisadora da Embrapa.
Fornece ótimas quantidades de ferro e magnésio. Ferro que dá saúde aos glóbulos vermelhos do sangue, para transportarem o oxigênio do organismo para os tecidos. Magnésio que trabalha na composição de muitas estruturas, mais de 30 enzimas, e cuida do bom funcionamento do sistema neuromuscular.
A leguminosa também é fonte de boas quantidades de cálcio e vitaminas do complexo B. Quase nada de gordura, e nada de colesterol. Alta concentração de ácido fólico, útil na prevenção de doenças cardiovasculares e tratamentos de anemia. Grandes quantidades de amido, fonte de energia para todo o organismo.
E os benefícios do grão-de-bico continuam. Contém triptofano, um aminoácido importante na produção de serotonina, o neurotransmissor que ativa os centros cerebrais responsáveis pela sensação de bem estar. Por isso o grão-de-bico afasta a depressão e aproxima a felicidade. A seretonina também mantém a confiança e a segurança em funcionamento.
O grão-de-bico possui fitoestrógenos, hormônios vegetais que previnem a osteoporose e problemas cardiovasculares. É utilizado com sucesso em terapias de reposição hormonal para mulheres na menopausa.
Na gastronomia, é o principal ingrediente de uma pasta árabe chamada homus. Tanto em árabe quanto em hebraico, homus é traduzido como grão-de-bico. Mas a pasta, que é leva o nome do principal ingrediente, também é feita com molho de tahine, uma massa à base de gergelim. Podem ser adicionados sal, alho, salsinha, e até cominho e páprica em algumas receitas.
E já que está comprovado o potencial do grão de bico, resta agora aproveitar. Vamos então a cozinha conhecer como se faz o homus, uma deliciosa receita com o grão da felicidade.
Homus (Pasta de grão-de-bico)
Ingredientes
200 g de grão-de-bico
5 colheres (sopa) de molho de tahine
4 colheres (sopa) de suco de limão
salsinha picada a gosto
sal a gosto
azeite para regar
Modo de preparo
Lave o grão-de-bico e deixe de molho na véspera. Cozinhe cerca de 10 minutos na panela de pressão, com água suficiente para cobrir, ou até que fique macio. Retire alguns grãos para decorar o prato. Bata o grão-de-bico aos poucos no liquidificador com 1 xícara de água do cozimento, o molho de tahine, o sal, o suco de limão, até formar uma pasta homogênea e cremosa. Se necessário, adicione mais água. Coloque numa travessa pequena ou num prato, decore com alguns grãos-de-bico inteiros, acrescente a salsa picada e regue com azeite. Coloque na geladeira até o momento de servir. Sirva com torradas ou outra base.
Rendimento
3 xícaras