
Permitir que o pet aproveite o tempo livre das crianças durante as férias escolares ou alojá-lo em um canil para que ele não corra riscos durante as viagens de Carnaval? A decisão deve levar em conta o tipo e o tamanho do animal. E prepare-se: as duas opções demandam cuidados nos dias que antecedem a viagem.
Para transitar com cães e gatos pelo Brasil é obrigatório portar a carteira de vacinação atualizada do bicho, com destaque para a imunização antirrábica, além de um atestado sanitário, emitido por um veterinário que esteja credenciado no Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado de origem do animal.
O atestado vale por dez dias. Caso o passeio dure mais tempo, o proprietário deve procurar um veterinário no local que estiver visitando para obter uma nova autorização.
Com exceção de cães e gatos, todas as espécies animais, tais como peixes, aves, roedores e tartarugas, necessitam do Guia de Trânsito Animal (GTA) para circular pelo País - documento emitido somente por veterinários credenciados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. "Essas espécies devem ser transportadas somente em caso de mudanças ou viagens definitivas porque sofrem muito com as oscilações de temperatura e com a movimentação."
CINTO DE SEGURANÇA, SIM!
Para animais que viajarão de carro, a regra principal é nunca deixá-los soltos pelo carro. "Se o bicho for muito grande é possível usar cintos de segurança desenvolvidos especialmente para cães. E eles devem ser levados sempre no banco traseiro", explica a veterinária Verônica Meier, diretora da Clínica Zooland. Para portes menores, e principalmente para gatos, o mais seguro é usar uma caixa de transporte, que deve ter um tamanho suficiente para que o animal consiga ficar na posição normal ao se levantar.
Para evitar vômitos e desconfortos durante o trajeto, Verônica indica que o bicho fique de jejum nas seis horas que antecedem a viagem. Também é recomendado fazer paradas a cada duas horas para beber e, no caso dos cães, fazer pequenas caminhadas. De acordo com a reação do animal, o veterinário também poderá receitar um remédio para evitar as náuseas.
Donos que preferem hospedar seus animais em canis devem tomar cuidados especiais com a alimentação e a higiene do bicho. "Não é recomendado trocar a ração sem acompanhamento. Essa troca deve ser feita de forma progressiva, por isso é importante levar a comida habitual do animal para o hotel onde ele ficará", explica Verônica. Brinquedos, camas e cobertores com o cheiro da casa do bichinho também podem ajudar na adaptação.
Conhecer o ambiente que hospedará o pet é outra medida adequada para garantir seu bem-estar. "A giardíase, por exemplo, é uma doença intestinal causada pelo parasita giardia lamblia, que vive em água e fezes contaminadas. Por isso, o ideal é dar água filtrada e ver se o local onde o bicho ficará é limpo e está de acordo com a orientação de um veterinário", aconselha Verônica.
DICAS:
SE ELE FICA
- CANIL: visite o local escolhido com antecedência e verifique se
é limpo, se oferece riscos ao bicho
- COMIDA: mudanças bruscas podem provocar diarreia. Leve
ao canil a ração habitual do pet
- PERTENCES: levar cama e brinquedos com o cheiro da casa do bicho ajuda na adaptação
SE ELE VAI
- ÔNIBUS: aceitam animais de pequeno porte, em caixas e com o dono, como bagagem de mão
- AVIÃO: é preciso agendar, pois cada companhia tem um número máximo de pets por voo
- CARRO: devem viajar em caixas ou com cintos específicos. Leve a carteira de vacinação atualizada