Confira oito verdades para entender melhor a TPM

Haja paciência para aguentar as alterações hormonais

Crises de choro, nervosismo exacerbado, mau humor e impaciência gritante. Sim, ela teima em aparecer todos os meses. Trata-se da tensão pré-menstrual, mais conhecida como TPM, que traz dores de cabeça, retenção de líquido e instabilidade emocional.

Maridos, namorados, amigos, filhos e família, ou seja, aqueles que convivem com as mulheres nesse período também sofrem. Haja paciência para aguentar as alterações hormonais. Para tentar melhorar a convivência ou pelo menos entender o que acontece nesse período, confira abaixo oito verdades sobre o problema, listadas pelo ginecologista Jorge Ferreira Neto:

1) Para o diagnóstico de TPM, a mulher deve apresentar sintomas por mais de três meses. É que, em alguns casos, ocorre apenas um distúrbio hormonal transitório;

2) Acontece após o período ovulatório. Portanto, os sintomas começam a dar sinais de cinco a 10 dias antes da menstruação;

3) A retenção de líquido é muito comum e ocasiona um aumento de peso durante esse período;

4) A maioria se sente mais sensível, pois as alterações hormonais influenciam na produção da serotonina, substância responsável pelo bem-estar, e da melatonina, que se relaciona aos aspectos depressivos. Dependendo da pessoa, o desequilíbrio hormonal ocasiona baixa autoestima e até depressão;

5) Dores de cabeça são comuns durante a TPM;

6) A alimentação influencia diretamente no problema. "Uma das medidas fundamentais é evitar sal marinho, porque contribui para a piora da retenção de líquidos." Vale riscar do cardápio alimentos gordurosos, substâncias com cafeína (refrigerantes do tipo cola, chá preto e vinho tinto) e qualquer tipo de bebida alcoólica. É importante ingerir opções diuréticas, como melancia e morango;

7) A mulherada sente mais vontade de comer chocolate durante a TPM por conta dos níveis de serotonina. O ideal é evitar a delícia de cacau nesse período, já que é gordurosa;

8) A TPM não tem cura. Há tratamentos para amenizar os sintomas indesejáveis. Entre eles estão anticoncepcionais de baixa dosagem e o uso contínuo do ácido gamalinoleico, que é extraído do óleo da folha de prímula. Os medicamentos sempre devem ser prescritos por um médico.

Fonte: Terra, www.terra.com.br