Corte feminino de cabelo em SP pode custar bem caro

Corte feminino de cabelo em SP pode custar bem caro

Cabeleireiros de celebridades alegam qualidade no serviço.

Wanderley Nunes, que cobra R$ 350, tem fila de espera

Grazi Massafera corta o cabelo com Celso Kamura (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)O salão MG Hair, de Marco Antonio de Biaggi, nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, está aberto graças a uma liminar. É que a Prefeitura reclama de construção irregular. De acordo com um levantamento feito pelo G1 em oito salões da capital, o de Biaggi é o mais caro de todos. Cobra R$ 430 pelo corte feminino. E ele só corta cabelos de mulheres. Por isso, a notícia ganhou destaque, até pelo número de celebridades que batem ponto no local. Nesses espaços de beleza bastante badalados, clientes pagam caro para arrumar as madeixas. E tem gente na fila de espera. A atriz e modelo Grazi Massafera não abre mão das tesouradas de Celso Kamura, de quem é amiga há seis anos. Quando está livre dos compromissos publicitários que envolvem sua imagem, ela corre para o salão do cabeleireiro, nos Jardins, área nobre da capital paulista. “Ele é perfeccionista. Minha sogra vem cortar o cabelo com ele e se transforma. Não é um corte. É uma transformação”, afirma a atriz, desfiando elogios ao amigo. Grazi foi ao Estúdio C. Kamura na tarde de terça-feira (5) para fazer cabelo e maquiagem, já que estaria no lançamento de uma nova linha de calçados naquela noite. No salão, o corte com o cabeleireiro sai a R$ 300. Se for outro profissional, o preço passa para R$ 200. “Corto em 20 minutos. Atendo de meia em meia hora”, explica Kamura, há 32 anos na profissão. De acordo com ele, o preço alto é justificável: “Os nossos valores dependem dos custos fixos do salão, como aluguel , conta de água”. Em seguida, completa. “As mulheres sabem o que é qualidade. O bom atendimento e o nível delas são sinalizadores (do meu trabalho)”, diz o cabeleireiro, que, no mesmo dia, atenderia no salão a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. Studio W

Wanderley Nunes muda o visual da atriz Beatriz Tragtenberg (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)Famoso por suas tesouradas, Wanderley Nunes, dono do Studio W, segue o mesmo discurso. Ele cobra R$ 350 pelo corte feminino e R$ 185 pelo masculino. “Quem vier aqui vai pagar o mesmo preço dos melhores salões. É bem compatível com o que a gente oferece. No salão de bairro é diferente, mas você não encontra os melhores profissionais”, sustenta o cabeleireiro de Guilhermina Guinle e da primeira-dama Marisa Letícia. Na quarta (7), lá também estava a simpática atriz Beatriz Tragtenberg. O próprio Wanderley mudou o visual dela no salão que fica na cobertura do Shopping Iguatemi, nos Jardins. “Venho sempre que posso aqui. Ele faz um corte moderno, lindo de morrer, que eu posso usar em casa. Ele se ajeita sozinho”, diz Beatriz, feliz com o resultado. O cabeleireiro diz que “adora” a opinião das clientes na hora do corte, que ele resolve em 20 minutos. “A gente tem que mostrar a relevância no atendimento da cliente. A gente não quer falar das estrelas, mas dela”, afirma Nunes, que, hoje, tenta não deixar suas mulheres esperando mais de uma semana para acertar o cabelo. “Cheguei a ter oito, dez meses de agenda lotada, com fila de 500 pessoas. Comecei a dividir isso.” Cobrando R$ 400 de suas seletas clientes, o cabeleireiro Mauro Freire é o que tem o segundo preço mais caro na capital, de acordo com o levantamento. Se ele cortar o cabelo dos homens, o preço é R$ 260. Com os outros profissionais da Casa Mauro Freire, que também fica nos Jardins, os valores são de R$ 250 para elas e R$ 180 para eles. No local, entre os mimos citados no site, estão “comidinhas deliciosas” e “drinks especiais”. Quem procura o cabeleireiro também badalado Marcos Proença vai desembolsar R$ 280 pelo corte feminino. O masculino custa R$ 190. Se o serviço não for com o dono do salão, a cliente paga a partir de R$ 180. Já para os homens, o novo penteado vai sair a R$ 130. Para mostrar o resultado na hora, os cortes são realizados com os cabelos secos. Por meio de suas assessorias de imprensa, Biaggi e Mauro Freire, que têm os preços mais caros, alegaram problemas de agenda para dar entrevista. Os outros salões pesquisados foram o Beka Internacional, o De La Lastra e o L´Officiel.

Fonte: AE