Cães e gatos são os que mais sofrem na queima de fogos da virada do ano

A sensibilidade auditiva dos pets faz com que o barulho seja ainda maior para eles e isso causa um estresse muitas vezes até perigoso, como conta o veterinário Caio Rodrigues.

Tradicional durante as viradas de ano, a queima de fogos de artifício anuncia a chegada de um novo ano com muita festa, cores e barulho. No entanto, nem para todos essa festa toda é sinônimo de boas lembranças. Os sustos causados pelo barulho dos fogos assustam principalmente os animais de estimação, como cães e gatos.

A sensibilidade auditiva dos pets faz com que o barulho seja ainda maior para eles e isso causa um estresse muitas vezes até perigoso, como conta o veterinário Caio Rodrigues.

“O barulho causado por foguetes nesta época do ano já é um trauma para muitos animais. Esse estresse deles faz com que aumente a sua frequência cardíaca e isso pode causar sérios problemas, podendo levar até a morte, por conta de paradas cardiorrespiratórias, por exemplo”.


A dica para evitar que os pets não se estressem tanto é deixá-los livres no momento de estresse. “É comum que os donos queiram abraçar, dar carinho para seus bichinhos tentando acalmá-los, mas a melhor dica é deixá-los livres, soltando de coleira ou algo que os prendam. Eles mesmos vão buscar um lugar que eles se sintam seguros, muitas vezes embaixo de algum móvel”, indicou Caio.

Dona de dois cachorros, Karine Medeiros conta que se preocupa com esse momento. “Normalmente eu não passo o réveillon perto deles. Vou para algum lugar com a família ou amigos.

Como moro em uma casa, prefiro deixá-los no apartamento do meu namorado, por ter uma proteção acústica melhor. Lá eles já são bem livres e podem ficar à vontade para não se estressarem tanto”.

A escolha de Karine é elogiada pelo veterinário Caio. “Ela faz uma boa escolha ao deixá-los em um apartamento conhecido. Realmente a proteção acústica de um apartamento é melhor em relação a uma casa e isso vai favorecer que o estresse dos bichos diminua. Nesse caso, um cuidado que se deve ter é se há lugares para eles se sentirem mais protegidos”.

Fonte: Virgínia Santos e Victor Costa