Curiosidade: Os fenícios existiram no Brasil?

Curiosidade: Os fenícios existiram no Brasil?

Os fénicos era bons comerciantes marítimos

Muitas teorias relatam que a antiga civilização fenícia esteve presente no Brasil. Essas teorias são relacionadas a lendas europeias antigas, anteriores à descoberta do país, e os achados arqueológicos em terras brasileiras, que só seriam satisfatoriamente explicados a partir do avanço dos estudos arqueológicos no século XX.

Para quem não sabe, os fénicos era bons comerciantes marítimos e foram conhecidos por construírem rotas por praticamente todo o mar mediterrâneo. Com esse motivo, os europeus começaram a imaginar uma colônia fenícia no Atlântico. A ilha faria parte de regiões desconhecidas da época do diluvio contado em Gêneses.

Ao após a colonização dos europeus no Brasil, várias expedições ao Nordeste foram feitas e pesquisadores encontraram achados arqueológicos impressionantes, sobretudo inscrições e pinturas rupestres.

As mais famosas inscrições rupestres são as itacoatrias (“pinturas em pedra”, em tupi-guarani) de Ingá, no estado da Paraíba.

De acordo com a arqueóloga Gabriela Martin, em sua obra Pré-História do Nordeste do Brasil, as inscrições rupestres de Ingá se “converteram”, na segunda metade do século XIX, em inscrições fenícias. Isso foi possível, graças a grande ao arqueólogo da época Ladislau Netto, acreditou que isso pudesse ser verdade. Netto teve contato com uma suposta transcrição de inscrições fenícias que teriam sido encontradas por alguém chamado Joaquim Alves da Costa, no município de Pouso Alto, no vale do Paraíba, e enviadas ao Marquês de Sapucaí, diretor do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) na época.

Mas as inscrições não eram verdadeiras, sendo descoberta a fraude em 1875, num artigo intitulado “Inscrição Phenicia”, L. Netto. Isso também reconheceu que não havia provas concretas sobre a existência dos fenícios no Brasil.

Ainda de acordo com Gabriela Martin, a lenda dos fenícios no Brasil foi ainda usada por Ludwing Schwennhagen. O austríaco tinha um interesse pelas pinturas rupestres e pelos estudos dos achados arqueológicos no Nordeste do Brasil. Esse pesquisador austríaco unia métodos de arqueologia com as fantasias de lendas antigas, como a lenda das Sete Cidades.

Essas fantasias são foram difundidas graças a falta de sofisticação das técnicas de datação arqueológica, que só em meados do século XX seriam desenvolvidas e aplicadas. No fim das contas, ainda não foram achados fatos que comprovassem a existência desse povo antigo no Brasil.

Fonte: História do Mundo