Pesquisa explica relação entre a depilação e comportamento sexual

Questões de higiene e preferência do parceiro contam na depilação.

Uma pesquisa desenvolvida pelo Ambulatório de Estudos em Sexualidade Humana (AESH), no campus da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto (SP), quer trazer a resposta para depilação.

Por meio de um questionário disponível na internet, pesquisadores da universidade pretendem traçar o perfil de homens e mulheres em relação à preferência do tipo de depilação, e analisar se tal escolha, no caso das mulheres, exerce algum tipo de influência no comportamento sexual e em eventuais sintomas clínicos.

Na prática

Nos salões de beleza, quem trabalha diretamente com estética é categórico ao dizer que a idade é um dos fatores que mais influenciam no tipo de depilação adotada. Segundo a esteticista Thaís Amorim Ferreira, de 23 anos, mulheres mais jovens preferem a depilação completa, enquanto as mais maduras optam por retirar menos pelos.

"Mulheres até uns 25, 30 anos, costumam tirar tudo. Não deixam um pelo sequer. Já as senhoras tiram bem pouquinho, só a virilha simples. É muito raro uma senhora pedir para tirar tudo. Uma vez fiz depilação completa em uma delas e ela estranhou porque nunca tinha tirado, achou aquilo vulgar. Elas são mais recatadas", conta.

Questões de higiene e preferência do parceiro também contam na hora da escolha da depilação, segundo Thaís. "As meninas novas dizem que preferem depilar tudo porque acham mais higiênico, não gostam de pelo quando menstruam. Outras já fazem para agradar o parceiro. Dizem, por exemplo: ai, ele gosta que fica um fiozinho, eu já não gosto. Mas acabam fazendo por eles também", diz.

Há mais de 20 anos no ramo, a esteticista Iraci Aparecida Faustino dos Reis, de 35 anos, também atribui a mudança nos tipos de depilação ao lugar que a mulher ocupa atualmente na sociedade. "O comportamento da mulher foi mudando ao longo do tempo. A depilação ficou mais ousada. Antigamente tirava-se só por conta do biquíni. Hoje é mais por higiene, preferência com o parceiro. Evoluiu bastante", afirma.


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Fonte: Com informações do G1