Folia 2016: Você já ouviu falar na mononucleose,a doença do beijo?

Cuidado com beijo na boca durante o Carnaval


Beijos acontecem com frequência no carnaval
Beijos acontecem com frequência no carnaval

O clima de paquera que toma conta do Carnaval faz muita gente esquecer certos cuidados. Um simples beijo na boca no meio da multidão pode ser perigoso e transmitir doenças, como a mononucleose, conhecida como “doença do beijo”.

A infecção altamente contagiosa é transmitida principalmente pela saliva e pode atingir qualquer pessoa. Ela é provocada pelo vírus Epstein-Barr, seguida por um citomegalovírus.

Sintomas

Segundo a infectologista Melissa Medeiros, os principais sintomas da mononucleose são febre, dor na garganta e gânglios, caroços doloridos e aumentados nas regiões do pescoço e por trás das orelhas. Os indícios da doença surgem uma ou duas semanas depois do contágio.

Tratamento

A especialista alerta que o tratamento da “doença do beijo” é estritamente sintomático, ou seja, não há cura definitiva da doença, mas apenas combate das reações mais imediatas como febre e dor de garganta.

É preciso tomar cuidado com o uso de antibióticos, principalmente a amoxicilina, que pode gerar como efeito colateral reação alérgica por todo o corpo. Mesmo depois de curado, o vírus permanece no organismo, mas é pequena a probabilidade de causar outras doenças.

Cuidados

Não há receita que previna o folião da mononucleose. Segundo Melissa Medeiros, a maior responsabilidade é de quem está com a doença. Os portadores devem evitar a proliferação do vírus.

Ela também afirma que a “doença do beijo” não é a única que deixa a população vulnerável durante o Carnaval. A especialista lembra o uso de preservativos para evitar o contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e o HIV.

Fonte: Uol