Galeria de arte da zona Norte de Teresina pode  ir ao Guinness Book

Galeria de arte da zona Norte de Teresina pode ir ao Guinness Book

Pequeno no tamanho, mas recheado de preciosidades, o espaço de apenas 16m² concentra arte, cultura e entretenimento em meio ao antiquário, biblioteca e espaço destinado a exposições artísticas

O Espaço São Francisco, localizado na Rua Lucídio de Freitas, no Mercado do Mafuá, zona Norte de Teresina, está concorrendo ao título de menor espaço cultural do mundo. O local está em vias de ser analisado por uma equipe do Guinness Book, o livro dos recordes, e tem grandes chances de ter o nome registrado na publicação anual. Pequeno no tamanho, mas recheado de preciosidades, o espaço de 16 m² concentra arte, cultura e entretenimento em meio ao antiquário, biblioteca e espaço destinado a exposições artísticas.

O mantenedor do espaço explica como foi o processo de inscrição ao prêmio: “Nós mandamos o material para a equipe do Guinness Book, com o histórico e fotos do espaço. Estamos esperando o resultado para ver se eles colocam no livro. Isso porque eu não conheço nenhum espaço como esse, já tive pesquisando e não tem nada parecido com isso que temos aqui, que faz lançamento de livros e recebe turistas. Aqui já foi até dissertação de mestrado. Sendo assim, acho que aqui tem o perfil para receber o título”, explica Cícero Manoel.

O espaço existe desde 1972, mas começou as atividades comerciais como armarinho, vendendo material para costura. “Aqui nós temos uma história bonita, pois estamos no Mafuá, que é um mercado público. Começou como um armarinho, com a minha mãe, muito conhecida como dona Zefinha, em 1972. Ela foi pioneira no comércio local. Nasci praticamente aqui dentro, pois eu vinha para cá aqui dentro. Aqui guarda as características originais dos boxes do Mercado”, relata Cícero.

Com o passar dos anos, Cícero formou-se em letras e começou uma carreira como artista plástico, realizando exposições. Daí o armarinho da dona Zefinha virou o que é hoje: “Com a diminuição das vendas de armarinho, decidi juntar um acervo de artes plásticas e fizemos a primeira exposição em 2005. Depois comecei a colecionar, só que a coleção foi ficando grande e faltou espaço, por isso precisei botar pra frente. Daí surgiu esse comércio. Aqui é um espaço mutante, que agrega diversos tipos de arte”, avalia Cícero Manoel.

Para quem pensa que não dá para viver de arte, Cícero prova exatamente o contrário. Ao tempo em que as vendas de armarinho não iam bem, as vendas das peças e materiais de antiguidade não só mantêm o Espaço São Francisco na ativa como também é de onde o administrador tira o seu sustento: “Aqui nós pagamos aluguel, entende? Mas o espaço acabou tomando essa forma, após uma reforma em 2007. Dividimos o espaço para ter o local de galeria de arte, a biblioteca e o espaço de antiguidades. Vende bastante, já temos uma cartela de clientes fixa”, diz.

Espaço mantém galeria fixa com exposições

Nos 16m² do Espaço São Francisco, parte da pequena loja é destinada à exposição de artistas diversos. Na loja já passaram diversos nomes de destaque em produtividade local, mas hoje quem povoa as paredes da loja é ele mesmo, com uma coletânea de quadros em que utiliza as mais diversas técnicas e das mais diversas épocas de sua produção enquanto artista plástico. Os quadros apresentam figuras abstratas mescladas com elementos do cotidiano de Cícero Manoel.

O local, que é sempre aberto ao público, já realizou diversas exposições como, “O olhar feminino”, de Liz Medeiros; a exposição “Vera Ferro”, da artista plástica carioca de mesmo nome também já esteve presente no local; além de “Sorriso Vertical”, com obras inéditas. O ídolo James Dean também já foi homenageado no Espaço São Francisco.

Em “James Dean, o ídolo rebelde”, o dramaturgo Benjamin Santos reúne seu acervo com imagens de vários filmes estrelados pelo ator.

Vinis, livros e antiguidades encantam os visitantes

A infinidade de vinis, livros e objetos de antiquários encanta os visitantes do Espaço São Francisco. Telefones celulares antigos, câmeras analógicas e brinquedos de duas ou três gerações atrás também figuram nos 16 m² do local. Por lá são encontradas muitas relíquias, que são compradas e trocadas de acordo com o valor e raridade.

A cartela de clientes que Cícero Manoel mantém inclui colecionadores que estão sempre atentos às novidades do espaço. Cícero também funciona como um caçador de relíquias, e vai em busca de itens valiosos para colecionadores. 





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Fonte: Lucrécio Arrais