Lei proíbe cartazes pornôs nos cinemas

Lei proíbe cartazes pornôs nos cinemas

Fotos de mulheres em poses sensuais deram lugar a tapumes

Proprietários de sex shops, cinemas e casas de shows pornográficos do Centro de São Paulo já se adequaram à nova lei que proíbe cartazes com conteúdo erótico voltados para as calçadas. Assinada pelo prefeito Gilberto Kassab no mês passado, a norma passou a valer neste domingo (18).

A reportagem percorreu nesta segunda-feira (19) as avenidas Ipiranga e São João, o Largo do Arouche e a Rua do Boticário, vias famosas por abrigarem os principais cinemas e boates voltados ao público adulto e constatou que as regras estão sendo obedecidas. Os anúncios com fotografias de mulheres com pouca ou nenhuma roupa deram lugar a tapumes e cartazes sem imagens.

Mas não sem protesto dos funcionários desses estabelecimentos. ?Tem tanta coisa para se preocupar além desses anúncios?, disse o dono de uma casa de shows que fica na Avenida Ipiranga e que não quis revelar o nome.

A nova lei determina que as propagandas com fotos pornográficas fiquem voltadas para o interior do cinema, a pelo menos dois metros da entrada. Se o imóvel não tiver essa distância mínima, paredes opacas devem ser instaladas. Quem descumprir a regra pode receber multa de R$ 1,5 mil (valor dobra em caso de reincidência). Flagrado pela terceira vez, o proprietário poderá ter o alvará de funcionamento cassado pela Prefeitura.

Segundo os funcionários da maior parte das casas visitadas nesta segunda, as mudanças nas fachadas já vêm sendo executadas há semanas. ?Isso não prejudicou o movimento até agora. Ainda bem?, disse, aliviado, o bilheteiro de um cinema pornográfico que também não quis dizer o nome.

Aprovação

Quem gostou da nova medida foram os pedestres que diariamente passam em frente a esses imóveis. ?A pornografia explícita é ruim, pois passa criança, pessoas da idade?, afirmou a vendedora Sonimar Oliboni, de 34 anos.

O jornaleiro Luiz Antonio de Freitas, de 64 anos, concorda. ?Tem teatro que abusa, que expõe fotos na porta.? Quem trabalha no Centro, porém, ressalta que há problemas mais urgentes na cidade. ?Há muita sujeira, lixo na rua. E a saúde do povo está horrível?, reclamou o taxista Joaquim Pereira, de 57 anos.

Fonte: g1, www.g1.com.br