Médico manda grávida embora e pai o faz parto

Médico manda grávida embora e pai o faz parto

Apesar de sua bolsa já ter rompido, Emma Habens ouviu dos médicos no hospital que ela deveria voltar para casa.

Um britânico foi obrigado a fazer o parto da sua própria filha e ainda ressuscitá-la com respiração boca a boca, depois que a mãe foi impedida de dar a luz em um hospital. O caso aconteceu esta semana na cidade de Basingstoke, 80 km ao leste de Londres.

Apesar de sua bolsa já ter rompido, Emma Habens ouviu dos médicos no hospital que ela deveria voltar para casa e se deitar, pois não daria à luz naquele instante. Nas 24 horas anteriores ao parto, ela teve a internação recusada duas vezes pelo hospital. Poucas horas depois de deixar o hospital, ela entrou em trabalho de parto, que teve de ser realizado pelo namorado.

"Superpai"

Brown, apelidado de "superpai" pelos familiares, disse que realizou o parto com pouco conhecimento, apenas baseado no que viu em programas de televisão.

Quando a bebê, Maisie, nasceu - pálida e sem respiração - ele ainda teve a calma de fazer respiração boca a boca. "Eles me disseram que eu não estava em trabalho de parto", disse ela. "Eles me disseram para ir para casa, tomar duas aspirinas e deitar. Nós fomos para casa, eu deitei e de repente tudo aconteceu."

O namorado e pai a criança ligou para um serviço de ambulâncias, mas o casal não teve mais tempo para esperar e Dave Brown teve que improvisar como parteiro.

"Eu falava para a Emma: "continue respirando, continue respirando", mas eu não sabia se era isso que eu tinha que dizer. Foi o que eu sempre vi dizerem na TV", afirmou Brown.

"Quando ela a filha saiu, ela estava azul. Eu respirei na sua boca e ela começou a tossir e berrar." "Dave foi incrível", disse Emma. "Ele foi um superpai." Poucos minutos depois, a ambulância chegou.

A diretora da maternidade do hospital, Sandra Housten, disse que "todos os esforços são feitos para que as mulheres sejam avaliadas e passem mais tempo em casa nas horas iniciais do trabalho de parto, para depois darem a luz com segurança no hospital".

Fonte: Terra