Conheça os riscos do uso da sibutramina

Emagrecedor só pode ser comprado com receita azul, controlada pela Anvisa

Consumir remédios à base de sibutramina sem prescrição médica e por mais de seis meses podem causar problemas cardiovasculares, além de incômodos sintomas como insônia e irritabilidade.

Vendido como um emagrecedor, os medicamentos à base de sibutramina são indicados para quem tem o IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 30, ou seja, pessoas consideradas obesas, ou com IMC acima de 25, com a presença de algum problema de saúde associado (diabetes, hipertensão, colesterol aumentado). Para quem tem IMC abaixo de 25, o mais indicado para emagrecer é modificar a dieta e fazer exercícios físicos.

O cloridrato de sibutramina inibe a recaptação da serotonina e noradrenalina, atuando no sistema nervoso central. Normalmente o remédio promove uma sensação de saciedade alimentar, sendo indicada no tratamento da obesidade ou quando a perda de peso está clinicamente indicada.

Usado em excesso, ou seja, por mais de seis meses sem interrupção, pode causar efeitos colaterais indesejáveis como agitação, euforia, insônia, tremor, boca seca, taquicardia e aumento da pressão arterial.

No Brasil, a substância é encontrada principalmente sob a forma do sal cloridrato de sibutramina e está disponível no mercado nas concentrações de 10 mg e 15 mg na forma industrializada, além das formulações manipuladas em farmácias magistrais.

Recentemente, após a conclusão de um estudo denominado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), ficou confirmado que a substância agrava o risco do desenvolvimento de eventos cardio e cerebrovasculares. A pesquisa foi realizada por um período de seis anos em aproximadamente 10 mil pacientes com obesidade associada a doenças cardiovasculares e pacientes com diabetes do tipo 2, com sobrepeso ou obesidade, e associada a fatores de risco de doenças cardiovasculares.

Diante disso, a comercialização do medicamento em toda comunidade europeia foi suspensa e aumentaram as recomendações e restrições ao uso do medicamento nos Estados Unidos.

Fonte: R7, www.r7.com