Mulher de 98 anos estrangula companheira

As autoridades acreditam que ela é a pessoa mais velha a ser acusada de homicídio na história do Estado

Uma mulher de 98 anos foi indiciada nesta sexta-feira por homicídio no Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. Segundo a denúncia, ela estrangulou uma companheira de quarto de cem anos em um asilo depois de fazer da vida da vítima "um inferno" porque pensou que a mulher estava tentando assumir o quarto que as duas dividiam.

Laura Lundquist foi enviada a um hospital psiquiátrico para uma avaliação de competência antes de sua acusação. Seu advogado de defesa, Carl Levin, disse que tem um "antigo diagnóstico de demência, assim como problemas de deficit cognitivo".

As autoridades acreditam que ela é a pessoa mais velha a ser acusada de homicídio na história do Estado, mas possivelmente não vai a julgamento por causa de seus problemas de saúde mental.

A companheira de quarto de Laura Lundquist na casa de repouso Brandon Woods, em Dartmouth, Elizabeth Barrow, foi encontrada morta em sua cama em 24 de setembro com um saco plástico amarrado na cabeça. A polícia inicialmente tratou o caso como suicídio, mas um legista determinou que houvera um homicídio depois que a autópsia indicou sinais de um estrangulamento.

O filho da vítima, Scott Barrow, disse que Lundquist queixou-se a funcionários do asilo de idosos sobre o número de visitantes recebidos de sua mãe. Ele também afirmou que Lundquist tinha feito declarações "ameaçadoras" à sua mãe.

Ele se recusou a comentar a o indiciamento, que foi determinado nesta sexta-feira por um tribunal em Bristol.

O procurador de Bristol Sam Sutter disse que Lundquist sofria de paranoia e "carregava hostilidade em relação à vítima" e pensava que Barrow pretendia tomar conta do quarto que as das compartilhavam.

Sutter disse que Barrow queixou-se na semana antes de sua morte que Lundquist estava fazendo de sua vida "um inferno." Na noite anterior ao crime, Lundquist colocou uma mesa ao pé da sua cama para bloquear o caminho da companheira de quarto até o banheiro, e agrediu uma auxiliar de enfermagem que removeu o obstáculo, disse o promotor.

Lundquist também disse a Barrow que iria viver mais que ela, disse Sutter.

As duas mulheres foram companheiras de quarto por cerca de um ano. O filho da vítima disse que pediu a funcionários do asilo para separar as duas mulheres, mas eles lhe garantiram que as duas estavam se dando bem. Ele disse que sua mãe disse que não queria sair do quarto dela, porque é onde ela e o marido tinham vivido durante vários anos antes da morte dele, em 2007.

Um juiz determinou que Lundquist fosse enviada ao Hospital Estadual Taunton para uma avaliação.

O promotor disse que o caso provavelmente nunca irá a julgamento por causa do provável diagnóstico de incapacidade e porque a defesa provavelmente levantaria questões de saúde mental que levam muito tempo para tramitar.

Fonte: Folha Online, www.folha.com.br