Homem britânico é obrigado a dançar durante sua entrevista de emprego

Loja de eletrônicos diz que ideia era "unir equipe" ao som de Daft Punk; candidato se sentiu "humilhado"

Um britânico recém-formado na universidade se sentiu humilhado quando precisou dançar durante uma entrevista de emprego para uma loja de eletrônicos.

Para Alan Bacon, de 21 anos, que tem um enorme interesse em câmeras fotográficas, trabalhar na loja Currys em Cardiff, no País de Gales, seria ideal, e passou uma semana se preparando para a entrevista.

Mas ao invés de mostrar suas habilidades, ele precisou dançar ao som de uma música do grupo Daft Punk.

A Currys pediu desculpas e admitiu que pedir aos candidatos para dançar foi um erro, e que isso não fazia parte do processo oficial de recrutamento.

"Movimentos robóticos"

Bacon está procurando por emprego desde que se formou na South Wales University em julho. Ele disse que "não acreditou" quando chegou para a entrevista na terça-feira e "os candidatos foram informados que seriam divididos em dois grupos, e que cada grupo teria que fazer uma dança".

"Eu me senti muito envergonhado e desconfortável. Acabei dançando ao som de "Around the World", do Daft Punk, fazendo movimentos robóticos, vestido de terno, na frente de um grupo de estranhos". "Eu teria ido embora, mas eu preciso de um emprego".

Lottie Dexter, que fundou o grupo Million Jobs (Milhões de Empregos), que faz lobby em nome de jovens desempregados, disse que mais e mais empresas estavam usando formas "mais inovadoras" para entrevistar candidatos.

"Mas esta é uma das mais loucas e escandalosas histórias que eu já ouvi", disse ela.

"Acho que as empresas veem isso como uma maneira de fazer as pessoas relaxarem, tirando-as de sua zona de conforto, para ver como elas reagem em diferentes situações".

"Mas eles esquecem que as pessoas procurando por emprego muitas vezes se sentem inseguras, e que a entrevista é algo muito importante para elas. Elas querem mostrar o seu melhor".

Um porta-voz da Currys disse que a dança fazia parte de um exercício para unir a equipe, e que não fazia parte do processo de recrutamento oficial, que normalmente consiste de uma entrevista mais formal.

"Infelizmente, nessa ocasião específica, a loja em questão não seguiu o nosso processo de seleção oficial", disse ele.

Fonte: G1