Homem tem dedo do pé implantado na mão

Dedo deverá desinchar e parecer mais com um polegar

Um australiano de 62 anos que perdeu o polegar em um acidente de trabalho teve o dedão do pé implantado no lugar nessa semana em Sydney.

Cirurgiões do hospital de Sydney passaram 11 horas em uma operação complexa para amputar, transferir e conectar na mão esquerda de Geoff McLaren o seu primeiro dedo do pé.

Segundo o diretor do hospital e médico responsável pela cirurgia, Tim Heath, McLaren levará cerca de 12 meses para ter a mão em funcionamento normal novamente. O dedo deverá desinchar e parecer mais com um polegar, ele disse.

A microcirurgia ocorreu há uma semana e na quinta-feira McLaren viu o resultado.

"Meu novo polegar parece estar inchado o tempo todo, mas ao menos levarei menos tempo cortando as unhas", brincou ele, sem parecer se importar, à imprensa local. Para o paciente o único problema agora será usar chinelos, algo que ele gosta muito.

Satisfação

A perda do polegar ou dedos após acidentes, como no caso de Geoff McLaren, muitas vezes resulta em problemas estéticos e funcionais aos pacientes.

De acordo com especialistas, a transferência dos dedos dos pés para as mãos demonstra melhores resultados finais, tanto esteticamente como uma maior satisfação aos pacientes, do que próteses.

Operações de transferências de dedos dos pés às mãos são praticados globalmente desde 1975. No hospital de Sydney o caso de McLaren é o primeiro nos últimos dez anos.

De acordo com especialistas, esse tipo de cirurgia a qual McLaren se submeteu requer dos cirurgiões muito em termos técnicos. Os vasos sanguíneos são conectados usando fibras mais estreitas do que fios de cabelo humano.

Depois da primeira transferência de dedo do pé à mão feita em um macaco em 1966 e da primeira aplicação clínica em 1975, uma série de refinamentos foram introduzidos para reduzir os problemas depois da cirurgia.

Atualmente a técnica é usada em pacientes que desejam ter resultados funcionais e cosméticos melhores nas mãos após traumas e malformações congênitas.

Fonte: Terra, www.terra.com.br