Homem transforma carros velhos em máquinas de preservativos

Engenheiro automobilístico produz máquinas de vender preservativos a partir de carros velhos.

Um engenheiro de Serra Leoa revolucionou o setor de reciclagem no país ao transformar carros velhos em máquinas utilizadas em indústrias e também na venda de preservativos.


Homem transforma carros velhos em máquinas de preservativos

Embora tenha estudado engenharia automobilística, Foday Melvin Kamara se especializou em tornar peças de automóveis inutilizados em maquinários.

O negócio, aberto em 1997 com um investimento de apenas US$ 100 (R$ 175), foi tão bem sucedido que, segundo Kamara, sua empresa vale hoje ao menos US$ 1 milhão (R$ 1,75 milhão).

O capital inicial que deu origem à Indústria e Centro Nacional de Industrialização Fomel (Finic) foi levantado durante um período em que o africano estudou na Alemanha, no final dos anos 1990.

"De fato, conseguimos transformar lixo em riqueza", disse Kamara à BBC.

Entre os principais produtos da Finic estão equipamentos utilizados para o processamento de arroz e castanhas, fabricação de óleo vegetal e de sucos, além de máquinas usadas para vender preservativos.

Kamara disse à BBC que a ideia da venda de preservativos surgiu do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês)

"Eles entraram em contato conosco e fizemos um projeto que vendia um preservativo por vez. Quando eles viram a máquina, pediram uma que pudesse vender um pacote de cada vez".

Os equipamentos serão distribuídos em hoteis, pousadas, farmácias e centros de entretenimento.

"Agora estamos produzindo máquinas que vendem um pacote de preservativos após a inserção de uma moeda de 200 leones (R$ 0,10)".

A empresa deve focar agora também no setor de energia e produção de gás a partir de biomassa.

Para Kamara, a fórmula do sucesso é a persistência.

"Para trazer nosso negócio a este nível contamos com muitos fatores, mas o mais importante foi a persistência. Se você tem paixão e persistência, pode fazer muitas coisas acontecerem", disse.

Fonte: G1