'Sexo e as Negas': série global é acusada de racismo.

'Sexo e as Negas': série global é acusada de racismo.

'Sexo e as Negas': série global é acusada de racismo.

Sem nem ter ido ao ar, Sexo e as Negas, que estreia na próxima terça-feira (16), já enfrenta críticas de quem acredita que o seriado reforce “estereótipos racistas e machistas” e, até agora, a Ouvidoria Nacional da Igualdade Nacional, órgão vinculado à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR/PR), já recebeu 11 denúncias questionando seu conteúdo.

Em nota, a organização informou que já autuou a Rede Globo, solicitando esclarecimentos. Para Carlos Alberto de Souza e Silva Júnior, titular do órgão, é vista com 'estranheza' qualquer tentativa de reforçar ideias de inferioridade em relação a mulheres negras.

Autor da série, Miguel Falabella já se manifestou não concordando com as acusações. "Não tem nada de preconceito. Fala da luta de quatro mulheres que sonham, que buscam um amor ideal. São negras, são pobres, mas cheias de fantasia e de amor. São lúdicas! E sobrevivem graças ao humor. Seres humanos. Reais. Com direito a uma vida digna e muito... Mas MUITO sexo! Vai dizer agora que eu sou racista?", escreveu em sua página do Facebook.

Miguel continua: "Como é que saem por aí pedindo boicote ao programa, como os antigos capitães do mato que perseguiam seus irmãos fugidos? O negro mais uma vez volta as costas ao negro. Que espécie de pensamento é esse? Não sei o que é mais assustador. Se o pré-julgamento ou se a falta de humor. Ambos são graves de qualquer maneira. Como é que se tem a pachorra de falar de preconceito, quando pré-julgam e formam imediatamente um conceito rancoroso sobre algo que sequer viram?"

Procurada, a Globo informou que o programa segue no cronograma previsto e, até o momento, não recebeu qualquer ofício questionando o nome ou o conteúdo do programa. A assessoria da emissora ainda afirma: "Sexo e as Negas é um programa de ficção que tem como principal objetivo entreter e divertir o telespectador. A Globo respeita a diversidade".

Fonte: Brasil Post