SP: Genro e sogro morrem eletrocutados em aeroporto

SP: Genro e sogro morrem eletrocutados em aeroporto

Eletrocutados em hangar de SP eram genro e sogro, afirma polícia

Os dois homens que morreram carbonizados após receberem uma descarga elétrica dentro de um hangar da companhia aérea Avianca no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta terça-feira (25), eram genro e sogro, segundo informações da Polícia Civil. A ocorrência foi encaminhada para a delegacia do aeroporto e deve ser registrada como acidente de trabalho.

Por volta das 14h, a perícia já havia sido feita, mas os dois corpos permaneciam no hangar, na Rua dos Tamoios. Segundo o médico Diogo Alexandre Mancini, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), uma das vítimas segurava uma barra de ferro que encostou em um fio de alta tensão. A descarga elétrica de 13 mil volts acabou atingindo a outra vítima. Afonso Campos Paulo e Thiago José Afonso morreram na hora. Segundo os bombeiros, eles eram funcionários terceirizados.

Após o acidente, a Eletropaulo foi acionada para interromper o fornecimento de energia elétrica do galpão, evitando mais riscos. Segundo a Polícia Militar, o hangar dá acesso ao Aeroporto de Congonhas.

Em nota, a assessoria de imprensa da Ocean Air Linhas Aéreas, que opera no Brasil como Avianca, informa que os dois mortos são funcionários de uma empresa prestadora de serviços e que o acidente aconteceu quando eles realizavam obras no hangar. A nota informa ainda que a empresa se manifesta solidária às famílias das vítimas e que está à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários.

Já a Infraero informou que, por se tratar de uma área da companhia aérea, não irá se pronunciar sobre o assunto.

Forte estrondo

Na frente do galpão, há algumas lojas que estavam fechadas devido ao feriado de aniversário de São Paulo. Apenas um posto de gasolina funcionava. Os frentistas relataram ter ouvido o barulho de uma explosão. "Teve uma explosão e deu para ver o fogo. A chama foi alta. O barulho foi igual ao de um transformador estourando quando chove. Foi um susto, o problema é que a gente não pode chegar perto e socorrer", disse o frentista Luiz Carlos de Moura, de 51 anos.

Fonte: g1, www.g1.com.br