Testemunha diz ter visto Wanessa se debater em carro

Mulher conta que Vanessa Duarte estava amordaçada e amarrada

A polícia em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, considera o depoimento de uma mulher como um dos mais importantes para tentar desvendar a morte da supervisora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, de 25 anos, cujo corpo foi encontrado no domingo (13). A mulher contou para os policiais que estava na estradinha de terra a pé, em Vargem Grande Paulista, onde a moça foi achada morta, quando o carro passou com a vítima no banco de trás. Dois suspeitos do crime são procurados e nesta quinta-feira (17) o delegado que cuida do caso disse ter a identidade de um deles.

Segundo a testemunha, Vanessa estava amarrada, amordaçada e se debatia muito. A mulher disse ainda que os criminosos aceleraram e ela correu de medo. Também nesta quinta, o delegado Zacarias Tadros divulgou o retrato falado do segundo suspeito de matar a supervisora de vendas. A investigação concluiu que ele dirigia o carro da vítima.

Na terça (15), a polícia foi buscar imagens de câmeras de segurança de Barueri, na Grande São Paulo, e afirmou que a cena dos suspeitos estava gravada. Mas a família de Vanessa viu a sequência mostrada na quarta no SPTV e assegurou que o carro não é o dela.

?Essas imagens continuam sendo analisadas pela policia, são imagens gerais, é uma filmagem longa?, disse Tadros. Os dois retratos falados foram feitos a partir do depoimento de quatro testemunhas. Uma delas disse ter visto no sábado (12) de manhã um suspeito em uma moto, seguindo o carro da supervisora de vendas em Barueri, com o outro criminoso ao volante.

O carro foi abandonado a 7 km de onde o corpo de Vanessa foi achado. ?Nesse exato momento da investigação, a polícia já sabe, já tem a qualificação de um dos autores do crime. Está na busca de prendê-lo. Não é parente, não é do relacionamento pessoal da vítima, mas é uma pessoa próxima dela?, afirmou o delegado. Luiz Vanderlei de Oliveira, noivo de Vanessa, foi ouvido nesta quinta pela polícia.

Fonte: g1, www.g1.com.br