Adriano entra na Justiça, mas Timão aguarda notificação

Adriano entra na Justiça, mas Timão aguarda notificação

O advogado do jogador é Paulo Luciano de Andrade Minto e a audiência está marcada para o dia 23 de agosto

O atacante Adriano cumpriu o prometido e acionou o Corinthians na Justiça para contestar sua demissão por justa causa e cobrar do clube os quatro meses de salários que ficaram faltando - cerca de R$ 1,8 milhão.

O advogado do jogador é Paulo Luciano de Andrade Minto e a audiência está marcada para o dia 23 de agosto, às 14h30 (de Brasília). A presença do jogador é obrigatória.

O gerente de futebol do clube alvinegro, Edu Gaspar, informou que o caso está exclusivamente nas mãos do departamento jurídico.

Já o advogado do clube, Diógenes Mello Pimentel Neto, ainda aguarda uma notificação, o que deve acontecer em poucos dias. "Nós estamos sabendo disso pela internet, não recebemos nada. Quando chegar alguma coisa, vamos nos pronunciar por meio do nosso diretor jurídico (Luiz Alberto Bussab)", disse.

O Corinthians anunciou a saída de Adriano no dia 12 de março alegando "comum acordo". No dia 23 do mesmo mês, mudou a versão e informou que demitiu o jogador por justa causa. A partir daí, a diretoria sempre se disse respaldada para uma briga jurídica com o atleta, já que documentou todos os seus atos de indisciplina.

Adriano admitiu que faltou a várias sessões de fisioterapia após operar o tendão de Aquiles da perna esquerda pela primeira vez, há aproximadamente um ano. O centroavante reconhece que tem uma parcela de culpa considerável na recuperação insuficiente da lesão, que o obrigou a fazer mais uma cirurgia no mês passado.

Por outro lado, o jogador disse que se sentiu "um pouco humilhado" por ter de ficar confinado no CT Joaquim Grava por alguns dias para acelerar o processo de condicionamento físico. Insatisfeito com as poucas oportunidades recebidas e com o tratamento frio dos profissionais alvinegros, Adriano se recusou a subir na balança às vésperas da partida contra o Guarani, pelo Campeonato Paulista, foi afastado e logo depois demitido.

Fonte: Terra