Após acidente doméstico, goleiro uruguaio perde quatro dedos de mão

Após acidente doméstico, goleiro uruguaio perde quatro dedos de mão

Máquina de carpintaria abrevia carreira do arqueiro Juan Obelar

O goleiro uruguaio Juan Obelar sofreu um acidente doméstico e terá que abreviar a sua carreira no futebol aos 34 anos. Na última segunda-feira, o arqueiro, que estava sem clube, perdeu quatro dedos ao ter a mão esquerda presa numa máquina de carpintaria.

Após passar por uma cirurgia e tomar conhecimento de que os dedos não poderiam ser reimplantados, o arqueiro conversou com a imprensa uruguaia.

- Em alguns momentos, estou decepcionado e com dor. Em outros, perdido. De noite, por vários momentos, eu dormia e despertava com a minha imagem agarrando a mão no momento do acidente. Isso me perturbou bastante - afirmou ao caderno "Ovación" do jornal "El País".

Segundo Obelar, o acidente ocorreu porque ele não aguardou o retorno do cunhado, que tinha mais experiência com a máquina. O goleiro tentou cortar três tábuas de madeiras para finalizar o acabamento de uma mesa para a sua casa. Porém, acabou ficando com a mão presa.

- Meu cunhado havia dito que não estaria na carpintaria, mas eu insisti e disse que só faltavam três tábuas para concluir o trabalho. Como o vi trabalhar, pensei que sabia mexer na máquina. Cortei a primeira tábua e fui limpar a máquina, que tem uma serra giratória. Acabei ficando com a mão presa. Foi um segundo. Apertei a mão e saí correndo pela rua. Não estava doendo, não sentia nada. Comecei a sentir algo bem depois - relatou.

Ao falar dos filhos Gonzalo, de 12 anos, e Bruno, de 9, Obelar se emociona.

- Meus filhos estão em choque. Segunda-feira foi um dia terrível e eles ainda não voltaram a me ver - explicou o goleiro.

O último clube que Obelar defendeu foi o Fênix do Uruguai. O contrato com o clube se encerrou em junho e ele estava à espera de uma nova oportunidade. Anteriormente, o atleta já havia defendido Villa Española e Tacuarembó, ambos do Uruguai, Deportivo Marathón, de Honduras, e Millonarios, da Colômbia.

Fonte: Terra