Argentinos e Uruguaios dão o bi ao Inter

Argentinos e Uruguaios dão o bi ao Inter

Três argentinos e dois uruguaios são decisivos

Uma Libertadores em portunhol, uma conquista com parrillada e churrasco, um título brasileiro com alma sul-americana. O Inter mais estrangeiro de todos os tempos alcançou seu objetivo. A façanha desta quarta-feira com a vitória por 3 a 2 sobre o Chivas respaldou a decisão colorada de apostar em jogadores de fora do país. O elenco vermelho teve cinco gringos: três argentinos e dois uruguaios. Guiñazu, D?Alessandro, Abbondanzieri, Sorondo e Bruno Silva contribuíram decisivamente para tornar o Inter bicampeão da América.

A presença deles não foi por acaso. A diretoria percebeu que ter atletas acostumados às andanças pela América do Sul poderia ser decisivo. Até as quartas de final, o projeto foi encabeçado pelo técnico Jorge Fossati, mais um uruguaio.

O valor da aposta nos estrangeiros teve um momento emblemático quando Pato Abbondanzieri, em Quito, convenceu a arbitragem a cancelar um pênalti absurdo a favor do Deportivo. Enquanto todo o time do Inter ameaçava de morte o árbitro, o goleiro três vezes campeão da Libertadores foi na direção do auxiliar e o convenceu a avisar o juiz que a marcação tinha sido um erro. E conseguiu. O pênalti, mesmo na casa do adversário, foi anulado.

Abbondanzieri não foi titular absoluto do Inter. Primeiro, desbancou Lauro. Depois, foi desbancado por Renan. No fim, teve participação mais discreta do que seus dois conterrâneos. Guiñazu, adorado pela torcida, foi o capitão do time até as semifinais, quando a braçadeira, com a chegada de Celso Roth, passou para o braço de Bolívar. D?Alessandro não chegou a ter atuações excepcionais como na Sul-Americana de 2008, mas manteve sempre uma média alta. Foi fundamental.

O curioso é que coube a Sorondo, uruguaio, reserva, o único gol estrangeiro do Inter na Libertadores. E que gol... Ele garantiu, em cabeceio, a vitória do Colorado sobre o Estudiantes no primeiro jogo das quartas de final, no Beira-Rio. Foi por causa desse lance que o time gaúcho conseguiu se classificar mesmo com derrota de 2 a 1 na Argentina. O zagueiro, porém, teve pouco brilho no torneio. Foi quase sempre reserva. Na reta final, passou a sequer ser relacionado.

O lateral-direito Bruno Silva começou o ano disputando vaga com Nei. E não conseguiu superá-lo. Nos tempos de Jorge Fossati, até teve chances. Com Celso Roth, perdeu muito espaço. Mesmo assim, pode dizer que é campeão da América aos amigos colorados da fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai.

Fonte: g1, www.g1.com.br