"Se fosse para quitar a dívida, levaria camisa para c..", diz Assis

"Se fosse para quitar a dívida, levaria camisa para c..", diz Assis

Irmão e empresário de Ronaldinho dá sua versão para visita à loja oficial do Flamengo nessa terça-feira

O irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho, Roberto Assis, tem sua versão sobre a polêmica visita que fez à loja Fla Concept na tarde de terça-feira, na sede do Flamengo, na Gávea. O agente do camisa 10 confirma que foi ao local, mas nega que tenha levado 25 camisas, conforme informaram pessoas que presenciaram a cena. Ele diz que saiu do local com dez peças e garante que os presentes não têm qualquer relação com o débito do clube referente aos salários atrasados de Ronaldinho.

- Foram dez camisas. A situação era muito simples. Peguei as camisas e disse para ligarem para o representante da Olympikus, mas ele não estava no local. O Michel Levy foi lá para resolver. Eu nunca falei isso para ninguém (frase sobre a dívida), três pessoas estavam comigo. Se fosse para quitar a dívida, ia ter que levar camisa para c.... - disse.

Assis classificou o episódio como uma troca de gentilezas, foi irônico ao defender os direitos do irmão e reconheceu que não pretendia gastar um centavo sequer com as peças.

- Foi uma troca de gentilezas. Sem falar dos produtos licenciados que o Ronaldo tem direito de retirar por contrato. Isso acontece inúmeras vezes. É normal. A camisa é um presente que as pessoas gostam de receber. Mas eu te pergunto: se o financeiro tem cota de 25 camisas, qual é a cota do Ronaldo? Em nenhum momento eu disse que iria pagar. Não pedi conta, não pedi nota.

Por volta de 17h dessa terça-feira, Assis chegou à loja do Flamengo, pegou camisas oficiais, bonés, roupas de bebê, entre outras peças, num total de quase 40 itens, colocou tudo sobre o balcão e disse, por mais de uma vez, em alto e bom som:

- O Flamengo não paga meu irmão, então não vou pagar também.

O empresário telefonou para Michel Levy, que estava no clube, e, depois de esperar por 1h30m, dirigiu-se à sala do dirigente. Em seguida, os dois apareceram juntos na loja, onde Assis conseguiu, em parte, cumprir sua missão. Com a autorização do vice de finanças, os vendedores liberaram 25 camisas oficiais, cota que seria destinada ao dirigente, que repassou para o empresário. O irmão de Ronaldinho não conseguiu levar produtos terceirizados, porque teriam que ser pagos pela Olympikus, o que foi recusado pelo alto escalão da empresa.

O assunto é de conhecimento da presidente Patricia Amorim, que decidiu discuti-lo internamente com outros dirigentes. Ela soube da postura de Assis por pessoas envolvidas no episódio.

O agente cobra cerca de R$ 5 milhões de atrasados em relação a salários de Ronaldinho Gaúcho. O clube alega que a dívida é de R$ 2,25 milhões. Ambas as partes insistem em dizer que o caso será solucionado amigavelmente, mas o futuro do jogador continua incerto.

Fonte: po