Brasil atropela a Itália e briga e vai a final da Liga contra os EUA

Brasil atropela a Itália e briga e vai a final da Liga contra os EUA

A seleção era a dona daquele pedaço, estava inteira em quadra e com pressa de assegurar o seu lugar na decisão da Liga Mundial.

Os golpes eram tão precisos e rápidos, que deixaram a Itália tonta. O Brasil mantinha a guarda alta e batia sem pena. A arena lotada de Florença parecia não acreditar no que os olhos teimavam em mostrar.

Nem mesmo Ivan Zaytsev, o grande nome do time, conseguia fazer a diferença. A seleção era a dona daquele pedaço, estava inteira em quadra e com pressa de assegurar o seu lugar na decisão da Liga Mundial.

Com autoridade, venceu a partida deste sábado por 3 sets a 0, parciais de 25/11, 25/23 e 25/20, e manteve viva a esperança de conquistar o decacampeonato.

Foi exatamente contra a Azzurra, na última rodada da fase de classificação, que o time comandado por Bernardinho mostrou que os dias turbulentos haviam ficado para trás. Com os dois triunfos naquela ocasião, retomou a confiança e os trilhos. Entrou na fase final com a última vaga do grupo e agora decidirá com os Estados Unidos quem ficará no alto do pódio. O confronto será neste domingo, às 15h30 (de Brasília) com transmissão ao vivo do SporTV e em Tempo Real no GloboEsporte.com.

A última vez que o Brasil ergueu o troféu foi na edição de 2010, em Córdoba, na Argentina. Na temporada passada, chegou à final mas foi superado pela Rússia.

- A gente começou fazendo uma pressão grande no saque e acho que eles se assustaram um pouco. Eles jogaram com o passe quebrado. Conseguimos marcar o Zaytsev e abrimos uma grande vantagem no primeiro set. O Travica (levantador) não fez uma boa leitura de jogo hoje. Conseguimos bloquear muito bem e o time deles foi perdendo a confiança nos principais fundamentos, como o saque, que é uma das principais armas deles. Conseguimos fazer tudo bem - disse Lucão.

O jogo

As tentativas de Zaytsev paravam nos braços dos jogadores brasileiros. Quando não tinham um bloqueio pela frente, passavam do limite da quadra. Ele se irritava e pedia calma aos companheiros. A Azzurra tinha dificuldade de jogar contra um Brasil que sacava e defendia bem (12/4). Parecia sentir também a ausência do ponteiro Jiri Kovar, que não se recuperou das dores no joelho e cedeu lugar a Filippo Lanza. Se a vantagem não parava de crescer rapidamente, a intranquilidade começava a ficar evidente. O técnico Mauro Berrutto invadia a quadra para reclamar com a arbitragem. O cartão amarelo não demoraria a chegar (18/7). As peças eram trocadas. Sem um ponto sequer na conta, Zaytsev ia descansar no banco. Os italianos estavam atordoados em quadra, sentiam a pressão e desandavam a cometer erros em série (23/10). Uma pancada de Sidão deu o set ao time brasileiro: 25/11.

Os donos da casa tentavam entender o que havia acontecido. Zaytsev voltava para o jogo e comemorava muito a sua primeira virada de bola perfeita. A seleção errava os saques e a Itália aproveitava para deixar as ações equilibradas. Bernardinho dava o puxão de orelhas e pedia que seus comandados seguissem pressionando no serviço. Pedido atendido. Lá na frente, Lucão era presença constante. Ora como muro, ora como trator. Ao lado de Sidão, tratavam de complicar a vida do oposto Zaytsev (22/16). Ainda assim, eles insistiam. Foram tirando proveito das falhas brasileiras para ir cortando a diferença (23/20). E cada vez que se aproximavam, os anfitriões apelavam para pressionar a arbitragem.

Conseguiram levar um ponto assim no grito (23/23). No segundo, Bernardinho pediu o desafio e foi apontada a bola fora. A equipe manteve a calma e fez 2 a 0: 25/23.

O bloqueio brasileiro seguia firme. Fazia os jogadores rivais se reunirem no centro da quadra na tentativa de buscar uma outra opção de passar por ele (11/8). Do outro lado da rede, o ritmo não diminuía. Lucarelli, Wallace, Murilo castigavam os rivais. A equipe estava coesa e conseguia arrancar aplausos de seu exigente treinador. Um saque na rede de Zaytsev deu a vitória ao Brasil: 25/20.

AS EQUIPES

Brasil - Bruninho, Wallace, Lucão, Sidão, Murilo, Lucarelli e Mário Jr (líbero). Entraram: Vissotto e Rapha. Técnico: Bernardinho.

Itália - Travica, Zaytsev, Piano, Birarelli, Parodi, Lanza e Rossini (líbero). Entraram ? Buti, Vettori, Baranowicz e Randazzo. Técnico: Mauro Berruto.

TABELA DE JOGOS DA FASE FINAL*

Grupo H

16/7 - Itália 3 x 0 Estados Unidos - 25/22, 25/21 e 26/24

17/7 - Estados Unidos 3 x 1 Austrália - 22/25, 25/18, 25/23 e 25/19

18/7 - Austrália 0 x 3 Itália - 14/25, 22/25 e 21/25

Grupo I

16/7 - Irã 2 x 3Rússia - 25/18, 18/25, 21/25, 37/35 e 8/15

17/7 - Rússia 1 x 3 Brasil - 26/24, 22/25, 25/23 e 25/22

18/7 - Brasil 1 x 3Irã - 21/25, 19/25, 25/23 e 26/28

Semifinais

19/7 - 12h30 - Irã 0 x 3 Estados Unidos - 25/18, 25/22 e 25/15

19/7 - 15h30 - Itália 0 x 3 Brasil - 25/11, 25/23 e 25/20

Disputa do terceiro lugar

20/7 - 12h30 - Itália x Irã

Final

20/7 - 15h30 - Brasil x Estados Unidos

Fonte: GloboEsporte