Brasil passa pelas "baixinhas velozes" e mantém invencibilidade no Mundial

Brasil passa pelas "baixinhas velozes" e mantém invencibilidade no Mundial

Seleção acerta o tempo no bloqueio e dá aula na defesa para parar o ataque da Tailândia.

É costume na Tailândia juntar as mãos, como se estivesse rezando, para cumprimentar uma pessoa. Foi assim que as jogadoras da seleção asiática agradeceram umas às outras por cada ponto marcado e até mesmo perdido neste sábado. As brasileiras, porém, não precisavam fazer o mesmo. Sem medo de quebrar o protocolo, abriram bem os braços no bloqueio e se posicionaram ainda melhor na defesa para parar as ?velozes baixinhas? e manter a invencibilidade no Mundial. Na estreia na segunda fase, vitória verde e amarela por 3 sets a 0 (25/19, 25/19 e 25/16) para a alegria da torcida no ginásio Nippon Gaishi Hall, em Nagoya.

Com 21 acertos, Sheilla foi a maior pontuadora do jogo. Do outro lado, Onuma mostrou que nem sempre é preciso ser uma gigante na rede para surpreender: marcou 13 pontos.

O Brasil volta à quadra na madrugada deste domingo. Às 4h30m (de Brasília), a equipe do técnico José Roberto Guimarães enfrentará Cuba no segundo desafio em Nagoya.

Onuma surpreende na rede

Na véspera do jogo, Zé Roberto havia avisado. Não ia ser na primeira, nem na segunda vez, que as brasileiras iriam acertar o tempo para bloquear o ataque baixo, mas veloz, da Tailândia. E não foi. O início do primeiro set foi marcado por boas jogadas de Onuma na rede. A ponteira tem apenas 1,75m, mas chega a voar 3,04m. No placar, um equilíbrio de um time que estava aproveitando o bom momento e de outro que ainda não havia se encontrado em quadra.

A partir do décimo ponto, no entanto, o saque brasileiro encaixou, e Sheilla e Natália começaram a brilhar. As tailandesas erravam muitos saques e permitiam também uma reação adversária. Porém, algumas bolas continuaram a passar pelo bloqueio no corredor, motivo de irritação de Zé Roberto, já que essa foi uma jogada bastante treinada no dia anterior.

No 17° ponto, Sheilla e Thaisa armaram a muralha contra Onuma. Deu certo. O técnico tailandês foi obrigado a parar o jogo duas vezes para tentar combinar novos ataques para surpreender o bloqueio verde-amarelo. Mas suas jogadoras não conseguiam fazer a bola cair no chão. Quando o placar mostrava 24 a 19, Zé Roberto chamou Dani Lins e Joycinha para a quadra. Elas nem precisaram jogar. Com um ace de Natália, a seleção fechou o primeiro em 25/19.

Bloqueio encontra tempo certo para parar as ?baixinhas?

Na volta à quadra, os ataques certeiros de Onuma, e também de Wilavan, principais jogadoras da Tailândia, deixaram o duelo com mais volume de jogo. Mas Natália acertou um ace para marcar o sexto ponto e abriu caminho para mais uma vitória tranquila do Brasil.

Fabiana, Thaisa e Fabíola, definitivamente, pegaram o tempo - e a altura - para parar o ataque tailandês e não deixaram mais Onuma e Wilavan marcarem. Jaqueline buscou bolas que já estavam quase tocando na quadra para armar os contra-ataques, que terminavam com Sheilla voando na saída de rede.

Jaqueline e Thaisa erraram dois saques seguidos, mas a ponteira se redimiu ao somar mais um ponto ao placar com um bloqueio triplo. Sassá entrou no lugar de Fabiana e deu mais ritmo ao Brasil. Em um ataque da camisa 8, a seleção fechou o set em 25/19.

Ace de Natália abre caminho para vitória

Assim como nas duas primeiras parciais, o jogo começou equilibrado na terceira. Até o 12° ponto, o placar não mostrava grande vantagem para nenhum dos times. No ace de Natália (18/13), o caminho se abriu novamente para o Brasil. Jaqueline e Sheilla continuaram bem no ataque, e a seleção abriu seis pontos de diferença.

Onuma e Wilavan nem apareciam mais no ataque. Com a partida já dominada pela equipe brasileira, Fabíola não precisou se esforçar para marcar o 22º ponto. Sem bloqueio, apenas esticou o braço e comemorou. No erro de saque de Onuma, a festa começou na quadra brasileira.

Fonte: Globo Esporte, www.globoesporte.com