Cabañas já dá sinais de melhora e até reconhece parentes, mas caso ainda é grave

Cabañas já dá sinais de melhora e até reconhece parentes, mas caso ainda é grave

"Isso é muito satisfatório, mas não quer dizer que a gravidade passou", ressalta o neurocirurgião Ernesto Martínez

Aos poucos, o estado de saúde do atacante paraguaio Salvador Cabañas, baleado na cabeça na madrugada de segunda-feira, vai melhorando. Mas ainda é grave, segundo o mais recente boletim divulgado pelo neurocirurgião Ernesto Martínez, do hospital em que o jogador do América do México está internado na capital mexicana, e pelas próprias palavras do médico. De acordo com Martínez, informa o site "Esto", o atacante já mostra sinais de melhora e reconhece seus familiares.

Apesar disso, ressalta o médico, não se pode ainda ser feito qualquer prognóstico acerca do tempo de recuperação, nem mesmo se Cabañas sofrerá sequelas.

- Ele começou a despertar, chegou a obedecer ordens e a reconhecer familiares (a esposa, María Alonso, e a mãe, Basilia Ortega). Isso é muito satisfatório, mas não quer dizer que a gravidade passou, segue tendo um edema cerebral, e para a redução completa do edema é preciso sedá-lo. E amanhã (esta quarta-feira) o plano é continuar com os sedativos, obviamente menores para poder movê-lo. Em nenhum período houve maior gravidade que o dia de ontem (segunda), mas ele já está se alimentando e esperamos que siga a evolução assim - disse o neurocirugião, em entrevista coletiva concedida na noite desta terça, juntamente com Alfonso Díaz, médico do América, e Michel Bauer, presidente do clube.

Segundo Martínez, recobrando a consciência, Cabañas não deve se lembrar absolutamente do momento dos disparos, já que a lesão o impedirá de gravá-lo em sua memória:

- Obviamente não teremos a informação dele, primeiro porque quando você tem uma lesão desse tipo se perde a consciência, não gravados na memória os fatos imediatos que ocorrem. Ele nunca se lembrará do que houve. Essa é a realidade. Por isso não temos como perguntar alguma coisa.

Sobre a bala que não pôde ser extraída da cabeça do jogador, o neurocirurgião afirmou que Cabañas poderá levar uma vida normal, embora não possa adiantar se voltará a jogar futebol profissionalmente:

- Os metais no organismo não causam problema algum. O metal é bem aceito pelo organismo, como com pessoas que têm placas. Em si, ele pode ter uma vida normal.

Fonte: GloboEspote, www.globoesporte.com