Com um gol aos 44, Corinthians vira sobre o Fluminense e conquista o título da Copinha

Com um gol aos 44, Corinthians vira sobre o Fluminense e conquista o título da Copinha

O time é o maior vencedor da competição. O segundo colocado é justamente o Flu, com cinco conquistas

Um futebol de gente grande. Os garotos do Corinthians mostraram que a bola já não é mais brincadeira e, em uma final emocionante, decidida apenas no fechar das cortinas, conquistaram pela oitava vez o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior com uma vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense. O time é o maior vencedor da competição. O segundo colocado é justamente o Flu, com cinco conquistas.

A vitória veio do jeito que o corintiano está acostumado: de virada, com um gol aos 44 minutos do segundo tempo e com o estádio lotado. Mais de 37 mil pessoas estiveram no Pacaembu e viram o zagueiro e capitão, Antônio Carlos, virar o herói da manhã. Detalhe: o jogador já teve passagem pela base tricolor.

Antônio Carlos marcou os dois gols da equipe paulista e fez da final entre os dois maiores campeões da Copinha um verdadeiro show de bola. Gigantes, os garotos pouco sentiram o calor da capital paulista e proporcionaram um duelo cheio de velocidade, dribles, belas defesas, drama e muita emoção.


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Calor e equilíbrio

Os corintianos aproveitaram o feriado de aniversário de 458 anos da cidade de São Paulo para lotar o Pacaembu. Enfrentaram um calor escaldante. Porém, em campo, o sol parecia não incomodar os jogadores. Os dois times começaram com a corda toda.

Logo de cara, o Fluminense foi mostrando à torcida alvinegra que não estava na decisão à toa. Aos quatro minutos, Marcos Júnior levou a melhor em uma dividida com o zagueiro Marquinhos e obrigou o goleiro Matheus Caldeira a fazer grande defesa. A resposta foi imediata. O lateral-direito Cristiano fez boa jogada individual e disparou um foguete, obrigando Silézio a fazer boa defesa.

Passada a tensão inicial do jogo, o Corinthians até começou a ter mais posse de bola e apostava nas jogadas pelas pontas, mas a defesa do Flu freava as investidas. O time carioca adotou uma estratégia de recuar seus jogadores para congestionar o setor defensivo. Mas o Tricolor esteve longe de apenas se proteger. Muito pelo contrário.

Os contra-ataques do Flu deram trabalho a Matheus Caldeira. Higor, Eduardo e, sobretudo, Marco Júnior chegavam bem ao ataque, sempre na base das tabelas. Na mais perigosa, aos 21 minutos, o mesmo Júnior cabeceou rente à trave.

Nos minutos finais, o sol, enfim, parece ter abatido os jogadores. Os elencos não conseguiram manter o ritmo forte e, apesar das inúmeras tentativas, o placar não foi movimentado.

Gol heroico

Na volta do intervalo, o técnico Narciso ainda estava irritado com a atuação abaixo do esperado do Corinthians. E a irritação aumentou mais quando a bola voltou a rolar. Logo aos quatro minutos da etapa complementar, Marcos Júnior, sempre ele, fez boa jogada pela direita e cruzou para Michael. O goleiro Matheus Caldeira até teve a bola nas mãos, mas se atrapalhou e deixou a bola nos pés do atacante. Um vacilo fatal, o primeiro em toda a Copa São Paulo - apenas o reserva Ravi havia sido vazado na competição.

A desvantagem assustou o Timão, que se lançou ao ataque com tudo. Porém, longe de ter a mesma organização apresentada na primeira etapa. O Flu, por sua vez, se manteve perigoso. Ronan e Marco Júnior sentiam-se em casa e, não fossem as boas defesas de Matheus Caldeira, teriam feito o segundo do Tricolor.

Aos poucos, o Corinthians foi se recuperando do susto e conseguindo neutralizar os contra-ataques do Flu. De tanto insistir, enfim, o gol de empate veio aos 21 minutos. Após cobrança de escanteio de Matheus, o capitão Antônio Carlos subiu mais alto que todo mundo e, de cabeça, não deu chances a Silézio.

O que era para ser uma festa, virou apreensão instantes depois. Matheus Caldeira sentiu uma lesão, mas não quis deixar o campo. Mesmo mancando bastante, o arqueiro se esforçava para seguir à frente da meta corintiana. A pressão tricolor era grande. Depois de Higor quase deixar o Flu novamente na dianteira, aos 31 minutos, o técnico Narciso resolveu colocar o reserva Ravi em campo.

O medo de tomar o gol fatal nos últimos minutos fez com que o Tricolor começasse a cozinhar a partida, tentando levar a decisão para os pênaltis. Um tiro no pé. O Corinthians partiu para o ataque e, no apagar das luzes, fez o gol do título. Novamente ele. Antonio Carlos, outra vez de cabeça, também após cobrança de escanteio, balançou a rede e sacramentou a vitória aos 44 minutos.

Nos acréscimos, Marcelo Veiga ainda colocou Rafael Assis para tentar um empate. Mas já era tarde. Festa da torcida corintiana, que comemora o octacampeonato da Copinha.

Fonte: Globo